“Não percebo o que quer dizer com sociedade civil”

A deputada Ana Catarina Mendes, secretária-geral adjunta do Partido Socialista, não há-de ter em grande conta a inteligência dos portugueses, visto de perto e ouvido com atenção o esclarecimento supersónico que ofereceu em conferência de imprensa sobre a lei do financiamento dos partidos, aprovada às escondidas numa arrecadação da Assembleia da República, enquanto o país fazia rabanadas. Mas uma coisa podemos ter como certa: sabe ler.

Embora se reconheça que é mais fácil encomendar artigos de imprensa a desancar camaradas de partido – longe de mim sugerir que algum dia a secretária-geral adjunta tenha feito tal coisa -, o talento de Ana Catarina Mendes para explicar o inexplicável ficou muito aquém do que se exige a alguém com as suas responsabilidades, que se limitou a procurar confundir alhos com bugalhos, baralhar, dar de novo e criar premeditadamente a confusão. Tudo isto feito com o ar sério, enfadado e até um pouco arrogante, de quem acha que não tem que dar grandes explicações a jornalistas e menos ainda aos cidadãos da República.

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O PS não saiu da sua matriz ideológica

Pois não. Já tínhamos reparado.

Lasciate ogni speranza, voi ch’entrate*

A Secretária-Geral-Adjunta do Partido Socialista assina hoje um texto de antologia num jornal diário da cidade do Porto. Com o título de “Inquietação vs. Esperança”, Ana Catarina Mendes escreve um artigo que poderia perfeitamente passar despercebido e constituir apenas mais um testemunho tardio do movimento de entropia que aflige o mundo, particularmente aquele mundo saído da Revolução Francesa, cujos pilares eram a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade. Mas o seu testemunho não deve passar despercebido, pois Ana Catarina Mendes, líder de um movimento social e político herdeiro dessa trilogia e cuja filosofia assenta no princípio doutrinário da laicidade, agora reza.

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