Ricardo Rodrigues anda confuso. Compreende-se. Isto de um homem ser suspeito em vários casos obscuros e transitar para deputado, de ser nomeado membro do Conselho Superior do Ministério Público, de desviar gravadores a jornalistas e ir parar à Comissão para a Ética, a Cidadania e a Comunicação, de ser constituído arguido e ser nomeado para o Conselho Geral do Centro de Estudos Judiciários, de ter sido referido como pertencente a um “gang internacional” e ver-se na situação de coordenador da Comissão Parlamentar para o Combate à Corrupção, deixa qualquer um confuso.
Agora, ao ser julgado por atentado à liberdade de imprensa, vem afirmar que se apossou de dois gravadores por questões de defesa da sua imagem. Continua confuso, coitado. Eram gravadores, sr. deputado. G-r-a-v-a-d-o-r-e-s, para gravar sons, respostas a perguntas no caso em apreço, sr. deputado.
Imagem é com outras máquinas. Algumas só captam imagens e chamam-se fotográficas. Outras captam imagens e também som, sr. deputado, e dizem-se de filmar.
É capaz de ser cansaço, após tanta actividade, tanta acusação, tanta comissão. Pode ser que tenha oportunidade para descansar. Afinal, incorre numa pena de prisão entre três meses a dois anos ou no pagamento de uma multa pecuniária que pode ir de 25 a 100 dias.
Dois mesitos já davam para arrumar algumas ideias.






Mas que exemplar ——- tão raro
Mais um que vai prescrever ou vai ser absolvido.
Enquanto deputedo, não é inimputável?
Este coiso devia estar no governo.
Um desperdício, um desperdício!