Bananeirismos militantes

Bem ao invés daquilo que as oficialistas  “Rádios Moscovo” querem fazer crer, a questão dos feriados não é um mero pormenor ou um ínfimo fait-divers. Além do descarado trabalho gratuito roubado para ser oferecido à cleptocrática “competitividade” mais acintosa, quando se encara o Dia da Restauração da Independência como uma data dispensável, existe uma retinta mensagem política subjacente e tão clara como os veículos da Guardia Civil espanhola, na Páscoa estacionados sobre a placa do Monumento aos Restauradores. Paulo Portas sabe disso tão bem como qualquer outro português e dentro do próprio CDS o mal-estar sentiu-se fora do Largo do Caldas, não valendo a pena qualquer  teatrinho de ocultação. Ribeiro e Castro está a falar a sério e não vai desistir.

No que concerne ao 5 de Outubro – que cada vez mais é bem um símbolo do estado a que chegámos -, é tão válida a exigência da sua re-imposição arbitrária seguindo o esquema “implantação” de 1910, como seria o regresso do 24 de Julho, sendo esta uma data muitíssimo mais prenhe de consequências para a construção do Portugal de bese constitucional que a nossa classe política aparentemente defende. O “5 de Outubro” foi uma nódoa negra e como as pífias mas milionárias “celebrações” evidenciaram,  é uma caquética vergonha dispensável. Nem com milhões despejados em catadupa o povo aderiu. Se alguns deputados também resolverem retirar o mamarracho estatuário que preside aos trabalhos no Parlamento, melhor ainda. Não faz falta alguma. Eles que se dediquem a mitigar os resultados de um quarto de século de rapina generalizada a que o “esquema vigente” submeteu o país.

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