Reorganização curricular para totós

O MEC apresentou, ainda no ano passado, uma proposta de revisão da estrutura curricular – seguiu-se um período de consulta pública e em março de 2012, foram anunciadas as principais linhas condutoras do currículo. No fundo trata-se de saber que disciplinas vão os alunos ter em cada um dos anos e qual é a carga horária de cada uma delas.

O tempo foi correndo e começaram a surgir todo o tipo de especulações sobre a demora do MEC em publicar a versão final. No fim da semana passada (25 de maio) foi finalmente divulgada uma obra de arteumas páginas soltas com uns quadros que indicam como vai ser, então, a organização do currículo.

Como alguém aqui da casa escrevia, os Professores falam TANTO… E não se percebe nada.

São várias as explicações possíveis – o emissor emite mal. O receptor recebe mal ou é mesmo um problema de conteúdo, já que o canal, o AVENTAR é pouco mais que perfeito! (este parágrafo é dedicado ao Mário!)

Trata-se, fundamentalmente de uma questão:

– de emprego,  no caso dos docentes mais novos;

– de afirmação no caso dos docentes menos novos.

Para os primeiros, basta dizer aos menos entendidos nestas coisas, que os alunos passam no 2º ciclo de 34 tempos por semana para 30. Isso, vão estar menos 4 horas na escola – assim, em cada 6 turmas há um docente despedido. O MEC, está visto, prefere pagar subsídios de desemprego e ter os miúdos na rua do que pagar salários e ter os alunos na escola. (esta tirada demagógica vai com dedicatória ao candidato a Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho!)

No caso dos docentes mais velho, colocam-se questões de reconhecimento das respectivas  disciplinas porque o tempo semanal acaba por ser associado ao prestígio de cada disciplina – por isso, matemática e língua portguuesa têm mais tempo que educação musical. Fala-se também do cumprimento de programas e do apoio aos alunos mais complicados.

Em síntese, esta proposta do MEC foi apresentada de um modo bem original porque só se conhecem os anexos e não o conteúdo  da lei propriamente dita. Por outro lado, a proposta é brutal no que ao emprego diz respeito.

É um momento que vai ficar marcado na história da Educação Portuguesa e não é pelos melhores motivos.

Comments


  1. Vergonha! Andamos desde a 1ª República a apostar e a mudar a Educação para não fazermos nada por ela!
    Que dirigentes vergonhosos que queimam as gerações vindouras!

    Lusitanos levantai-vos!

Trackbacks


  1. […] mesmo ministério aparece com uma proposta diferente – tal como o Paulo, também penso que a proposta mais recente não é igual à de […]

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