Quem nos protege dos nossos protectores?

Segundo o cidadão, tudo começou quando um dos agentes lhe tira à força dois documentos negando devolvê-los. Indignado com o abuso, o cidadão insiste que lhe devolvam os documentos. O agente acaba por chamar reforços (1 carrinha + 2 ou 3 carros patrulha). O cidadão aflito chama o filho para o seu colo momento em que a polícia decide detê-lo.

Toda a Morais Soares assistiu indignada. Embora rapidamente afastados, até velhotes transeuntes tentaram impedir que separassem pai e filho.

Actualização: segundo a própria PSP o hediondo crime que justifica esta “abordagem” –  falar ao telemóvel enquanto conduzia -, e esse eterno clássico policial:  injúrias.  A justificação, publicada no Facebook, é todo um tratado, de contradição e língua portuguesa, que  aqui reproduzo:

Tendo em conta as imagens de vídeo recentemente difundidas através de redes sociais, a PSP comunica o seguinte:

Um elemento policial em serviço remunerado na Rua Morais Soares em Lisboa, intercepta um cidadão a exercer condução fazendo uso de telemóvel. Durante a abordagem, apercebe-se de que o cidadão se encontra acompanhado por um filho menor (de colo) e por um cunhado. O condutor assume uma postura agressiva e injuria o polícia. O Elemento policial, em função da situação solicita reforço para o local. Já na presença do reforço, o elemento policial interveniente informa o condutor de que a sua conduta constitui ilícito criminal pelo que deveria cessar a sua conduta. Porque aquele a manteve e continuou a injuriar o polícia, este deu-lhe voz de detenção. Apercebendo-se disso, o condutor retirou o filho do colo do cunhado e serviu-se da mesmo como “escudo” para evitar a consumação da detenção. Aquilo a que se assiste no filme é exactamente ao momento em que, com o maior cuidado possível, os elemento policiais separaram e retiram o cunhado, asseguram a integridade física da criança, colocando-a temporariamente sob a atenção e cuidado de uma agente feminina, e depois procede à manietação do condutor, agora detido, sem ser possível verificar qualquer imagem de violência.

Comments


  1. A segunda coisa que os portugueses mais detestam, são os polícias. A primeira, é cumprir a Lei… Talvez por isso gostem de eleger trafulhas e apaparicar rufias…
    A intervenção de uma autoridade em casos extremos nunca é bonita de se ver tendendo quase toda a gente a torcer pelo “mais fraco” mesmo quando este insulta, esbraceja, agride, está bêbado, ou não controla as emoções nem a compostura.
    Se alinharmos com a maioria, as imagem podem ser interpretadas como “violência policial”… Se por outro lado tivermos a paciência e o sangue frio de “raciocinar” talvez possamos ver as coisas de modo diferente. Estes policias – e neste caso em concreto… – não pontapeiam, não dão socos nem empurrões, nem usam de violência excessiva face ao objectivo pretendido. Noutras latitudes (em países “civilizados”), ou no nosso em outras circunstâncias (ou outros tempos), talvez fossem precisos menos agentes, mas o video seria certamente bem diferente…


  2. Mas que maravilha alguém que consegue sempre controlar as suas emoções – assim sendo nem sei para que há polícia – podíamos poupar essa xatice de ter polícia nem sei para quê

  3. Bruno says:

    Os cães de fila aparecem que nem coelhos a sairem do mato. Nem se dá conta onde estão escondidos. Se fossem prender os verdadeiros criminosos deste país…. Pois se o português gosta de fugir à Lei, é porque tem exemplos superiores que fogem. O problema é que irão sempre proteger o cão grande e malhar na arraia. Tinha tantos como na entrada de um estádio de futebol, eheh. Enfim, Portugal no seu melhor. Até pensei que era uma operação stop, daquelas ao fim de semana, para aparato, pois nesse dia deve ser quando há combustível nas viaturas, eheh.

  4. Antonio Ribeiro says:

    Querem ver que foi este cidadão que roubou os milhões de € do BPN……………………..

  5. jack madruga says:

    Não tomo o lugar de advigado de defesa de qualquer das partes, mas é pena que o video, não tenha sido captado desde o inicio da situação, mas uma coisa é certa há muitos cidadãos que não querem saber do eventual perigo de falar ao telemóvel ao mesmo tempo que conduzem, e isso é um facto mais que comprovado, pois no tipo de condução que existe em Portugal não é difícil o acidente, e os números, comprovam-no, e digo com conhecimento de causa pois a minha vida profissional, cá e fora de portas foi ao volante, e já vi muitas reações mesmo sendo apanhados com o pé na argola. Por isso há casos e casos, e estou de acordo com um comentador que diz ter a policia muitos casos em que devia ser mais interventiva mas parece que tem medo, porque será??


  6. Boa pergunta de quem nos protege dos nossos protectores…parece que não fica outra que “comer-se” a condição indefensa que se vive. Sempre há coisas piores, mas este video, só olhá-lo, já causa o bastante de impotência. O aspecto da intervenção de várias pernas e uma só cabeça em nome da lei, já é de por si pavoroso. Neste mesmo video, aprecíam-se mais coisas desagradáveis, como a indecência do gesto que increpa uma pessoa que já está reduzida, próprio de comportamento policial e altanarias relacionadas. Que esperar? Não podem desaprender-se do que são a menos que….mas então, já não aguentarião aí muito tempo. Quanto ao miúdo, pobre criatura!


  7. Também na semana passada fui apanhado nesse hediondo crime que é conduzir e operar o aparelho radio-telefónico de forma continuada. Ficaram com a carta de condução, e querem 120€, no mínimo, que pode chegar a 600€.
    Ontem no JN publicaram todos os detalhes de uma grande fonte de receitas: a caça à multa.


  8. “Good cops go to Heaven, bad cops go to Lisbon” (and Amsterdam too?!) – http://www.liveleak.com/view?i=02a_1337971310

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  1. […] uma chamada telefónica, não é motivo para se passar multa, é até uma injustiça e acaba em brutalidade polícial! Isto tudo, ao que parece, enquanto se tem uma criança ao colo… Portugal no seu […]

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