Muito baralhado com a prova

Anda tudo um bocadinho baralhado com isto das Provas para acesso à Profissão docente.

Para início de papo, é Nuno Crato o baralhado mor. Ele é o responsável pelo Ensino Superior e, por isso, é a ele que compete zelar pela qualidade da formação inicial de professores. O que faz então o senhor Ministro em relação aos cursos e, supostamente, à sua má qualidade?

Nada! Tudo continua na mesma e bora lá fazer uma prova a professores com mais de dez anos de experiência. Todos entendem que alguém que queira resolver o problema da poluição no Douro, deve começar o seu trabalho na Foz do Porto, certo?

Depois, anda baralhada a luta: a FENPROF em setembro chamou à atenção para a questão  e até realizou iniciativas em que os contratados deram a conhecer a sua formação e a sua experiência. Na altura, os do costume, deviam ainda estar a apanhar sol na Caparica. Aliás, para quem esteve atento, este foi um dos pontos que esteve em cima da mesa na Greve que se realizou a 8 de novembro – tenho toda a certeza do mundo que TODOS os contratados que estão contra a Prova fizeram Greve no dia 8 (ironia!).

Foi também a FENPROF que apresentou em tribunal as Providências Cautelares contra a prova – são elas que suspendem tudo quanto é procedimento relativamente à prova.

E, fico também muito baralhado quando vejo iniciativas a surgir como se nunca tivesse havido um ontem, como se a compra do guarda-chuva fosse adequada depois da tempestade. Não quero, nem queremos ser os pais ou as mães de nada, mas não nos façam passar por burros, por favor, ok?

A convergência e a unidade nas lutas não é algo que se consegue na Praça Pública e todos temos os contactos uns dos outros, não?

E, só mais esta para a viagem: a luta contra a prova tem dois palcos:

– o jurídico, onde a vitória, sendo possível, é complicada;

– a GREVE que a FENPROF vai convocar para o serviço de vigilância.

Todas as outras iniciativas são foguetes para Nuno Crato comemorar. Mas, é até 3ª feira que a coisa tem que mexer, ou não…

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