Amadores everywhere

Li ontem no site do Expresso que a Irlanda recusou negociar um programa cautelar com as instituições europeias que integram a Troika por “falta de clareza” das mesmas. As palavras são do Ministro das Finanças irlandês Michale Noonan que, entre outras coisas, afirma que “manteve contactos com os parceiros de alguns países “chave” e com os responsáveis da troika e constatou que, além de obter conselhos diferentes, nenhum deles era baseado em dados sólidos: “Diziam-nos sempre, ‘olhem, decidam como decidirem, apoiar-vos-emos na mesma, porque pensamos que a Irlanda está a fazer tudo bem e que vocês estão numa boa posição'”.

Duas coisas chamaram imediatamente a minha atenção: por um lado, descobri que afinal é possível que os países sob resgate negociem com as instituições que conduzem o resgate. Será que Portas e os seus subalternos sabem disso? Dá a ideia que não, talvez não fosse mal visto que alguém lhes explicasse isso não vão eles querer, sei lá, negociar condições mais vantajosas para o assalto a que estamos sujeitos.

O outro aspecto que me chamou a atenção tem a ver com o nível de amadorismo do BCE e da CE, implícito nas declarações de Noonan: “decidam como decidirem, apoiar-vos-emos na mesma” passa uma ideia muito pouco credível desta gente. Se a isso juntarmos o facto de que os conselhos oferecidos pelos dirigentes contactados pelo ministro irlandês não terem uma base de dados sólida, parece-me que temos ainda mais motivos para ficar preocupados. Já não nos chegavam os incompetentes praticamente inúteis que nos governam e afinal os gajos que dirigem o assalto também não sabem lá muito bem o que andam a fazer.

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