Ser membro de ‘força de segurança’ ou civil não é bem a mesma coisa. É dos livros e acabámos de ter flagrante exemplo. O que, todavia, não valida a abjecta desigualdade da reacção institucional ao exercício idêntico de direitos de cidadania; sobretudo, com recurso aos mesmos formatos e no mesmo local (AR) – manifestações de contestação de políticas do governo.
Participei na manifestação da CGTP a que se referem as imagens seguintes. No final, em período de desmobilização do vasto número de participantes, um grupo, digamos inorgânico, de jovens ‘radicais’ desempedrou os paralelepípedos em frente à escadaria da AR.
Assisti com surpresa que o fazia nas barbas e perante arrastada passividade do pelotão do Corpo de Intervenção (CI), a quem as pedras eram arremessadas. De súbito, certamente por táctica ou estratégia na escolha da oportunidade, os elementos da CI agiram assim:
Mesmo transeuntes sem a mínima ligação com os acontecimentos não se livraram de bastonadas.
Ontem, nas condições que estoutras imagens igualmente testemunham, tudo foi mais pacífico. Veja-se:
O contraste, triste e sórdido, tem necessariamente uma explicação: ontem, de um e de outro lado das “artificiais” barreiras, estava gente de igual estatuto, camaradas ou companheiros de polícias, GNR e PJ. Conquanto os manifestantes se rebelassem contra cortes de salários e outros direitos, idênticos aos que a generalidade dos cidadãos contestam com frequência, tiveram das ‘forças de contenção’ indesmentível colaboração. Esperemos que o mesmo venha a suceder com os civis, em ocasiões futuras.
Fica o sublinhado de que não são racionais e toleráveis clivagens do género entre ‘fardas’ e ‘paisanos’. É esta uma das mensagens históricas do ’25 de Abril’ que jamais alguém poderá evaporar ou depositar em qualquer lixeira. 25 de Abril sempre! Porque o povo unido jamais será vencido!






Reblogueó esto en fermin mittilo.
pergunto porque cidadãos bem formados acham que as forças da policia devem ser sacos de porrada quanto mais passivos melhor e gente que pega numa pedra para partir o que calhe a levar com um paralelipipedo devem ser “protegidos” por estarem no exercicio dos seus “direitos”. E o cidadão que tem filhos e familia que acontece estar nesse dia de serviço deve ser calmo e pacifico mesmo que leve com um calhao em cima por assuntos que ele não tem culpa nenhuma? Vamos experimentar com todos os energumenos.atiramos-lhe um paralelipipedo na caixa dos penteados e estudamos cientificamente a reacção. Se eles partem automoveis ,montras,policias,gangues rivais sem serem provocados presumo que assim sera ainda mais violento que a autoridade que se sente agredida e desautorizada.
Tenham maneiras e chamem os bois(mesmo que da seita) pelos nomes.
Não entendeu o que escrevi. Lamento. Critico a atitude dos imbecis que atiraram as pedras tanto quanto o tempo que a polícia propositadamente levou a actuar, para, atingido o ponto de ebulição, distribuírem a violência a torto e a direito, Chegaram à lamentável atitude de agredirem gente idosa que apenas transitava ou aguardava transporte em paragens. As imagens demonstram a diferença entre a agressividade das primeiras cenas e a clara conivência no segundo caso.
E o que me diz à violência usada pelo CI no Chiado, onde agrediram barbaramente uma jornalista e transeuntes que nada tinham a ver com a manifestação?
Lamento igualmente a linguagem reles da última frase. Mas, não me custa descer a esse tom. Tenho idade suficiente para ter experimentado 30 anos de ditadura, em 1962 fui banhado a azul pelos democratas da PSP no Terreiro do Paço e deixo-lhe a si as lezírias livres.
Frente Produtiva Democrática
Na verdade a situação não está como deveria estar.
Somos todos seres humanos, ms devemos respeitar quem não pode se candidatar a cargos políticos, e nesta balbúrdia destes últimos anos que foram a governar sem pensar no futuro, hoje temos o presente aos trambolhões.
Ora a função publica politiqueira, os seus líderes, lá foram governando, enquanto os que não se podem candidatar a cargos políticos ficaram esquecidos, iam descendo um degrau da escadaria da Assembleia da República, pois os políticos com as suas vicissitudes lá contagiavam os líderes militares e policiais, esquecendo que estes homens não são pessoas que possam concorrer a cargos políticos enquanto exercem, e um dia a verdade pesa, então os líderes quando se chega a situações destas, sabem q aceitaram as vicissitudes dos políticos, ora não são individuo da outra função pública que promete quando ganhar as eleições dará para governar os grupos, ora na vida policial e militar, o líder não pode prometer q se chegar aos cargo mais alto dará, pq qer os militares e polícias não conquistam nada portanto não lhe dão nada, até q surjam umas promoções mas são poucas e para generais. Ora reparemos q até em certas Câmaras Municipais pagaram subsídios aos funcionários camarários, lá, está. Então os líderes têm q saír porque estas não vivem de partidos, são isentos, prtanto entandam. Há a função publica politiqueira e a função pública isenta.
Eu acho que essa chuva de pedras não começou por acaso. E é curioso que à tarde tenham mandado fechar as lojas, e que como diz e muito bem estiveram passivamente a levar com uma chuva de pedras, e depois carregaram fortemente. Não são coisas do acaso.