Conversas vadias 22

António de Almeida, António Fernando Nabais, Orlando Sousa, José Mário Teixeira, Carlos Araújo Alves e João Mendes estiveram de serviço à vadiagem.

A conversa vadiou entre o aniversário do Manuel Dias, covid, os ciganos no Alentejo, a legalidade, a esquerda e a segurança, a esquerda e a autoridade, autoridade e repressão, Rui Tavares e Fernando Medina, o Livre e o PS, Iniciativa Liberal e Rui Moreira, a dívida da Groundforce, Benfica, amor à camisola ou à profissão, as vacinas, Alberto João Jardim, Cuba. E sugestões, muitas sugestões, incluindo um estudo sobre cerveja.

Aventar Podcast
Aventar Podcast
Conversas vadias 22
/

Desproporção (ou inoperância) policial

Durante as últimas semanas tem-se verificado um acréscimo nas acções das polícias (PSP e GNR) em operações stop, colocação de radares e carros descaracterizados, à paisana, naquilo que, na minha opinião, é um aproveitamento do MAI das fragilidades das pessoas. Vivemos tempos difíceis, por conta da pandemia. Os rendimentos desceram e muitos perderam o trabalho que tinham, tendo, agora, dificuldade em arranjar nova colocação. Por tal, é inadmissível o cerco policial (por outras palavras, a caça à multa) que se tem verificado.

Ontem, durante a noite, em Reguengos de Monsaraz, várias pessoas foram atropeladas, durante uma rixa. A polícia esteve presente, neste caso a GNR, e assistiu ao momento. No entanto, nada fez. A passividade das forças de segurança, neste caso, é revoltante e não serve a população.

A gravidade do caso em concreto é de extrema importância. A polícia, em qualquer que seja o caso, deve estar ao serviço da comunidade, nunca contra ela. Ainda assim, e desde sempre, não é isso que acontece. As forças de segurança estão, historicamente, ao serviço das elites. E isso tem de mudar.

Contrastes

Ser membro de ‘força de segurança’ ou civil não é bem a mesma coisa. É dos livros e acabámos de ter flagrante exemplo. O que, todavia, não valida a abjecta desigualdade da reacção institucional ao exercício idêntico de direitos de cidadania; sobretudo, com recurso aos mesmos formatos e no mesmo local (AR) – manifestações de contestação de políticas do governo.

Participei na manifestação da CGTP a que se referem as imagens seguintes. No final, em período de desmobilização do vasto número de participantes, um grupo, digamos inorgânico, de jovens ‘radicais’ desempedrou os paralelepípedos em frente à escadaria da AR.

Assisti com surpresa que o fazia nas barbas e perante arrastada passividade do pelotão do Corpo de Intervenção (CI), a quem as pedras eram arremessadas. De súbito, certamente por táctica ou estratégia na escolha da oportunidade, os elementos da CI agiram assim:

Mesmo transeuntes sem a mínima ligação com os acontecimentos não se livraram de bastonadas.

[Read more…]

Quem tem cu…

Forças de segurança vão receber um aumento de 10,8%.