Para quem tem dúvidas, lá está a etimologia para nos ajudar. O nome Teodora, compõe-se, providencialmente, de theo (deus) e doro (dom), isto é, Teodora quer dizer “dom de deus”. É por isso que ser Teodora é um elevar-se a alturas desconhecidas do comum dos mortais; é um aproximar-se da perfeição.
Assim, perante a perplexidade geral, uma particular Teodora (neste caso a Cardoso) exerceu o seu virtuoso poder trazendo aos seus ignaros concidadãos um caminho salvador. Como acontece frequentemente com estes espíritos superiores, não foi compreendida, outrossim vilipendiada, maltratada na praça pública e pescada nas redes sociais.
E, todavia, Teodora teceu uma hipótese perfeita. Acompanhem-me:
a) éramos obrigados a receber todos os nossos rendimentos em determinadas contas bancárias;
b) de cada levantamento seria feita uma retenção, sendo que o total das retenções constituiria a base do nosso IRS;
c) e tais retenções seriam geridas por quem? – pelos bancos, claro;
d) uma vez que os bancos se encarregariam das operações – com muito gosto, claro – era justo que, além das gordas vantagens que essas avultadas reservas lhes trariam, fossem devidamente remunerados pelo trabalho;
e) e quem lhes pagaria, quem? – o ministério das finanças, claro;
f) e quem paga o ministério das finanças? – nós, evidentemente.
E é aqui que nos abeiramos da perfeição, do créme a la créme da sofisticação financeira: uma PPP em que os protagonistas são as finanças e os bancos! A pureza absoluta! O lucro sem porcarias, sem obras, sem concursos, sem necessidade de ministros corruptos. Uma ideia que é, ela própria, um… theo doro.









Embora de uma forma desajeitada a senhora deve ter mexido em feridas expostas. Acho que poderia tratar-se de um diamante em bruto a merecer ser burilado. Quantas relíquias andarão perdidas no nosso caixote do lixo?
Estamos a receber, com alguma antecipação, as amêndoas da Páscoa.
Ao invés de serem doces, são amargas.
Félicas.
Essas amêndoas têm todo o mesmo rótulo: IMI.
Eu já recebi as minhas!
E os demais, já receberam as vossas?
E por anda o dinheiro para pagar esta conta?
Eu tou lisinho!
Conclusão.O nosso dinheiro,nunca seria« nosso».Seria como pedir dinheiro emprestado,e cobrarem logo os juros á cabeça.