Baltimore já está a arder?

Há coisas que a televisão explica. Bem, The Wire não é bem televisão, talvez seja o primeiro grande romance escrito no séc. XXI.

Comments

  1. s.a. says:

    O Thomas Piketty, que acabou de passar por Lisboa, explica muito bem no seu livro “O capital no século XXI”, com tabelas e gráficos, o que se passa nos EUA – onde a desigualdade tem o seu espelho não apenas num racismo que não arreda mas também nas dotações às universidades, atribuídas em função de rankings, e cujas propinas são proibitivas para a grande maioria (embora os ordenados dos gestores das universidades sejam inacreditáveis). Um modelo que aliás parece ter começado a ser aplicado em Portugal, com os resultados que se conhecem

  2. joão lopes says:

    the wire é uma serie espantosa passada em baltimore,precisamente.pois bem ,um dia emprestei esta serie a um conhecido meu que é policia.ele,não só não gostou da serie como achou que havia “pretos” a mais na serie.ou seja os autores da serie acertaram em cheio,porque a questão do racismo nos EUA ,existe realmente,e esse racismo esta bem enraizado nos eleitores republicanos ,por isso partido republicano tem aproveitado bem para cortar toda e qualquer iniciativa de Barack Obama.


  3. seja republicano ou democrático é tudo igual.. tal qual o PS e o PSD!! LOL

    • Margarida Torres Vieira says:

      não, não É TUDO IGUAL. Há diferenças de fundo profundas. Todas as generalizações são redundantes e não adiantam em nada.

      • Hélder P. says:

        Os democratas de Obama poderão estar próximos do centro-direita, direita social-democrata, enquanto que o Tea Party é a extrema-direita nacionalista e ultra-liberal. Esquerda como bem sabemos não há.
        Os súbditos do Império tem um espectro de escolha muito limitado, ou deverei dizer antes, a ilusão de uma escolha. Sim, porque estamos a falar de um regime onde é legal comprar congressistas. Cá também fazemos mas ao menos chamamos-lhe corrupção. Lá é lobbying e é uma actividade legal e muito idónea. O nível de democracia representativa a que um cidadão tem acesso depende da sua conta bancária.


  4. A ignorância (ou pior do que isso) que para aqui vai…

    «Esse racismo está bem enraizado nos eleitores republicanos…»

    Não. O Partido Republicano foi fundado como congregação de movimentos abolicionistas, e o primeiro presidente dos EUA que conseguiu eleger foi… Abraham Lincoln. Ser não (ou anti) racista é um dos princípios fundamentais dos republicanos. Pelo contrário, o Partido Democrata foi o partido da escravatura e da segregação, e continua a ser o do racismo.

    «Os democratas de Obama poderão estar próximos do centro-direita, direita social-democrata, enquanto que o Tea Party é a extrema-direita nacionalista e ultra-liberal. Esquerda como bem sabemos não há.»

    Não. O Partido Democrata, com Barack Obama, acelerou a «deriva esquerdista» que se iniciara antes, através de Jimmy Carter, Lyndon Johnson, e, até, com Franklin D. Roosevelt. Um partido que agora preconiza, entre outras «causas», o aumento de impostos, a criação de um «sistema nacional (estatizado) de saúde» (o denominado «ObamaCare»), a limitação de posse e uso de armas, o «casamento» entre pessoas do mesmo sexo e o reconhecimento do regime dos irmãos Castro em Cuba não é, certamente, de direita; em termos «portugueses», o PD está entre o PS e o BE. O Tea Party é um movimento que tem como objectivos a diminuiçao da carga fiscal e da presença (e do «peso») do Estado na sociedade; o «nacionalismo» não é um conceito que lhe esteja associado (pelo menos directamente), e não é, indubitavelmente, «liberal», termo que nos países anglófonos é relativo à esquerda – sendo que «conservador» é o correspondente à direita.


    • Olha quem veio tomar um chá e despejar disparates. Quem saiba ler, leu sobre o eleitorado do partido republicano, e não sobre o que foi no séc. XIX. E chamar esquerdista ao partido democrata coloca-se muito bem num diagrama político: ao lado da extrema-direita que anda a empurrar os republicanos para pior ainda do que costumam ser. Os republicanos que de Reagan a Bush são responsáveis por crimes de guerra ao nível de um Hitler ou de um Pol Pot, e os meninos do chá devoto da neo-nazi Ayn Rand.
      Já agora. metade da polícia de Baltimore é negra, e este é um caso de violência policial que não me parece ser directamente racista. Ver o The Wire faz muito bem à saúde, até porque a corrupção endémica e o modo de funcionamento do sistema político americano, que tem com a democracia uma relação anedótica, ficam ali bem à vista. Escolas para pobres que não funcionam e a marginalização social, um dia explodem. Foi o caso.


      • Mas você pensa antes de escrever? Não tem qualquer noção do ridículo? Então «os republicanos de Reagan a Bush são responsáveis por crimes de guerra ao nível de um Hitler ou de um Pol Pot»?! Quais «crimes de guerra»? Andaram a matar milhões, a cometer genocídio? E a Ayn Rand era «neo-nazi»?! Ela que era, fundamentalmente, uma individualista opositora de todas as formas de colectivismo? Não há limite para os disparates que você, sim, despeja?

        Baltimore não é um (bom) exemplo do «modo de funcionamento do sistema político americano»: uma verdadeira democracia pressupõe alternância, e aquela cidade é (des)governada desde 1967 – sem interrupção – por (mayors) democratas. Quase tantos anos como Detroit, que entretanto faliu, e que há mais de cinco décadas não tem um republicano a liderá-la.


        • Já sei: um milhão de iraquianos mortos não conta, são árabes, o Hitler era colectivista, o individualismo é uma forma carinhosa de amor pelo próximo e o sistema de saúde norte-americano é dos melhores do mundo. E democracia é o sistema em que quem tem mais fundos de campanha vai a votos.
          Beba lá mais um cházinho que isso não passa.


          • O «milhão de iraquianos mortos» foi à conta de Saddam Hussein: cerca de 500 mil só na guerra com o Irão, depois sucessivos milhares na invasão do Kuwait (e consequente Guerra do Golfo) e na repressão do seu próprio povo – com destaque para os curdos chacinados com armas químicas.
            Sim, o sistema de saúde norte-americano é (era) dos melhores do Mundo… mas com Barack Obama vai (está a) deixar de o ser.
            Eu de «chá» não tenho falta, ao contrário de outras pessoas.


          • O milhão de que falo é o posterior à invasão americana do Iraque, aquela que se fundamentou numa ameaça que não existia.
            Trate-se lá no sistema de saúde norte-americano, homem, mas sem seguro de saúde. E não compare a taxa de mortalidade infantil com a portuguesa, os números são uma chatice sobretudo quando contrariam a ideologia dos meninos do chá.


          • Se não acredita em mim, então talvez dê mais crédito ao que está em…

            https://www.iraqbodycount.org/

            … em relação ao qual há que assinalar que muitas (talvez dezenas de milhares) das mortes ocorridas nos últimos anos ocorreram já depois de o exército dos EUA ter cessado as suas operações, e da segurança (militar e policial) do Iraque ter passado a estar a cargo dos governos democraticamente eleitos naquele país.


          • http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=3479437

            Isso antes de 2013. E todos os que continuam a morrer são responsabilidade de quem arrasou um estado laico estável. Tal como todos os assassinados pelos wahabitas têm a cumplicidade de quem inventou o seu terrorismo no Afeganistão (e dali desalojou outro governo laico trocado pelos talibãs) e continua a ter a sua pátria, o golfo Pérsico sunita, como aliado, armando países terroristas como a Arábia Saudita.
            E depois não esquecer a Nicarágua, Guatemala, Granada e o Haiti. Chega?


          • O «Estado laico estável» que refere foi uma ditadura sanguinária, das mais ferozes dos últimos 50 anos, que procedeu a prisões, torturas, violações e assassínios em massa, e da qual nem os comunistas iraquianos escaparam. E que, como mencionei acima, foi culpada, directa e indirectamente, por cerca de (pelo menos) um milhão de mortos.

            Se é essa a sua noção de «estabilidade», então estamos conversados.


          • O Iraque, em matéria de prisões, torturas, violações e assassínios em massa, ao pé dos EUA, era uma coisa para crianças. Porque se vamos para lá do cowboy Reagan temos de tudo um pouco, dos massacres na Coreia ao Vietname, passando pela América Latina onde a CIA instalou um Pinochet, um Stroessner , um Baptista, um Videla, etc. etc.
            Mas nem é essa a questão: está o Iraque melhor? instalou-se a paz e a democracia? ainda existe como país?
            Só se for na sua imaginação.

        • joão lopes says:

          você é mesmo um octav(r)io…basta ser do tea party.

  5. joão lopes says:

    sr.octavio,nem uma palavra sobre o The Wire.sendo uma serie americana de um canal privado sobre o dia a dia numa cidade dos EUA,é obra que você só diga troolices.até parece o trool rui silva,parace um…sermão aos peixes.

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