Pedro Cosme Vieira, um génio incompreendido

Francisco Louçã, pela mão de Duarte, Marques, revelou-nos ontem a existência de Pedro Cosme Vieira, professor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto. O Jorge contou aqui a história.

Fui ver. Na sua página de professor da reputada faculdade brinda-nos com fotografias da  juventude:

B-1975-c3e avisa: praticou Kung Fu, investiga Jiu Jitsu e pratica Judo. Licenciado em Engenharia de Minas em 1988 (o curso onde entrava quem não tinha média para outro) faz 9 anos depois um mestrado em Economia a que se segue o doutoramento. Um percurso académico exemplar, para um sobredotado capaz de calcular o PIB per capita do Império Romano, e com um vasto leque de soluções para os problemas nacionais. Um génio que o PSD tem subaproveitado, nomeadamente na sua brilhante solução para o custo do ensino, onde a Constituição é ultrapassada a pé à vertiginosa velocidade de 1000 Km/h, ou na defesa do nuclear, aguardando por isso mesmo o Nobel da Física (o dito da Economia é logo a seguir). Recentemente candidatou-se a Director da Faculdade e consegui obter zero votos. Não é para todos.

Sugiro uma visita ao Económico-Financeiro, um blogue ao pé do qual o Insurgente ou o Blasfémias parecem uma coisa séria, embora a crença no unicórnio cor-de-rosa conhecido por mercado seja a mesma.

Coisas mais sérias: na mesma tasca, uma das melhores do mundo para o Financial Times, já sabíamos no mundo neoliberal do Mário Amorim Lopes, que de informático para ali foi contabilizar o preço de uma vida humana. Lopes e Vieira fizeram uma falta danada ao Adolfo, que parece ter tido problemas com o orçamento dos campos de extermínio.

E no universo do ensino dito superior portuense, neste caso diria mesmo tripeiro, já conhecíamos o Vítor Cunha, outro especialista em vigarices numéricas que ensina cenas com números aos alunos, e já veio em defesa do Cosme com o seu nonsense habitual. Eu diria que anda por ali muita falta de avaliação, pedagógica, científica e psiquiátrica, a começar por quem por lá os meteu,  livrando-os da serventia a pedreiro que uma sociedade sem castas lhes teria destinado, e onde sempre faziam algo de útil com a massa, em balde. É o socialismo que temos. Lembrando as sábias palavras que Vítor Cunha me dirigiu, no ensino privado eram despedidos num instante.

Comments

  1. Em Cuba não há disto says:

    É extremamente engraçado ver um comuna a falar em blogs e no Facebook “de um unicórnio cor-de-rosa conhecido por mercado”, que por sua vez são produtos foram criados e valorizados por esse mesmo unicórnio.

    Por falar campos de extermínio o camarada deve ter uma larga experiências nos gulags, não?


    • Ó idiota, o CERN foi criado pelo mercado? pois foi no estatal CERN que nasceu o que estás a usar, a WWW. Quem está a usar investigação científica que foi resultado do investimento de terríveis estados que supões socialistas és tu. tal como o mercado os usa, e não refila.
      Quanto ao reductio ad gulagorum, mete-o no cu. sempre ficas dispensado de doar sangue.

      • Em Cuba não há disto says:

        És uma comédia, foi o CERN que massificou e optimizou a produção e te meteu os computadores á frente?

        Curiosamente foste tu que enfiaste o dedo no rabo meu paneleirote porque aparentemente o dito CERN está sediado no paraíso do imperialismo capitalista na Europa.
        Oops argumento da merda desfeito.


        • Ó génio dos Cárpatos, massificar e optimizar o vazio resulta em quê? multiplicas o nada que seria a investigação pública não existir e nem um protão obtinhas.
          E desde quando a França, pátria da Comuna e da Revolução, é o “paraíso do imperialismo capitalista da Europa”?
          E porque te desvias do essencial da tua argumentação mentirosa e parola: sem investigação patrocinada pelos estados não havia computadores? vai lá cavalgar o teu unicórnio, pode ser que um coice te espevite, palerma.

          • Em Cuba não há disto says:

            Genebra é na Suíça meu grande atrasado, não te ensinaram Geografia na escolinha? Ou estavas preocupado com a revolução? A educação pública é assim tão má? O dinheiro público não te terá feito num atrasado mental com asas?

            Massificar e optimizar o vazio? És uma risada comuna, tens de me dizer quantos estados por conta própria já conseguiram massificar uma tecnologia como a Internet e mete-la a baixo custo.

            Investigação pública? pahaahaha
            Se tivesses o mínimo de vergonha na tromba sabias que foi nos laboratórios da Xerox PARC, no Vale do Silício, na década de 1970, que a Ethernet foi desenvolvida para conectar diferentes redes de computadores.
            Os próprios pesquisadores perceberam que não poderiam ficar eternamente á espera do dia em que o governo lhes desse o que eles queriam, logo eles resolveram fazer tudo por conta própria arranjando financiamento e condições, o dito mercado.
            Quem saiba de empresas de tecnologia sabe que é algo requer, além de inovações, a habilidade para saber levar estas inovações ao mercado. E os melhores exemplos foram a Xerox e a Apple, são muitos poucos aqueles que obtêm sucesso. Só no teu mundo quadrado é gastar dinheiro em algo resolve pura e simplesmente problemas.


          • O trabalho que te deu andar pelo google para:
            – descobrires o que é o CERN, mas não perceberes que é transfronteiriço, e de resto projecto europeu
            – vires com a ethernet, a partezinha da Rede que veio de um privado
            Agora vais pesquisar a banhada que a merda da Apple deu à Xerox, para veres como funcionam os mercados. Entretanto, no colégio privado onde andaste, única forma de arranjares notas para entrar num curso, foi pena não te terem ensinado a ler. Terias percebido que multiplicar o inexistente resulta na massificação do vazio. Mas dou-te um exemplo; se massificarmos a produção de cérebros como o teu, de betinho neoliberal, coxinha em brasileiro, não obtemos mais cérebros, continuamos com o teu, ou seja, sem nenhum. E agora vai dar banho ao chien, já me divertiste que chegue, e vai comentar para os blogues dos teus gurus. E dá cumprimentos ao asno do Cosme.


        • As artes marciais que o PCV prática obrigam a um grande esforço de meditação. A descoberta do PIBpc no Império Romano nem se fala. O resultado não podia ser outro. O homem está exausto. Os colegas da Faculdade devem ajudá-lo a descer a Estrada da Circunvalação e logo a seguir à Rua do Lidador param, e descarregam a mercadoria, não esquecendo de se informarem dos dias e horas das visitas. Como estou impossibilitado de aceder ao “Dantas” do Blasf deixo aqui a sujestao. Aproveitem e levem – no também.


          • Os dois trabalham perto um do outro.

          • Os Romanos tinham registos says:

            Até o Banco Mundial tem uma estimativa do PIB romano, avestruz.
            http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_do_Imp%C3%A9rio_Romano


          • Ó cretino: “A estimativa do produto interno bruto da economia romana difere entre os vários historiadores” . Eu chamava-lhes outra coisa, mas fiquemos assim.

          • André says:

            É absolutamente impossível calcular com um mínimo de fiabilidade o PIB do império romano, qualquer arqueólogo ou historiador imberbe sabe que estas tentativas não passam de efabulações. Simplesmente não existem dados que comprovem variáveis tão importantes como a população ou rendimento.

            Mesmo a crise do século III, que até se encontra bem documentada, tem variações tremendas dependendo da zona do império que se estude. Observar e estudar o império como um corpo homogéneo é absolutamente redutor e abre caminho para generalizações e efabulações fáceis.

    • Nascimento says:

      Ó filho da puta anónimo; também andas a “investigar” o Jiu Jitsu, como o nazi Cosme? é isso? Vê lá se se te entra o karaté kid pelo traseiro…

      ps. Com estes merdas não há outra linguagem ,nem outra atitude. É sempre a mandá-los prá puta que os pariu. Isto porque não se pode dar-lhes com um mawashi…ehehehheh


  2. porque será que “chulagem” de Portugal, vulgo boys.. vem por aqui?

  3. joão lopes says:

    o tipo existe e é racista declarado,tal como respondeu para quem o quiser lêr.eu dispenso,tema seguinte,por favor…

  4. José Seabra says:

    “E no universo do ensino dito superior portuense, neste caso diria mesmo tripeiro,…”
    “Coisas mais sérias: na mesma tasca, uma das melhores do mundo para o Financial Times,…”

    Eu como beirão não me revejo na estupidez destas frases e no que está subjacente.

    É a Universidade de Coimbra o melhor que há em Portugal?
    Tenha juízo, e seja menos velho do restelo.


    • Eu como beirão e ex-aluno da UC sei ler. A referência à tasca respeita à Fac. de Economia da UP, não a toda a UP. Uma tasca que admite como professores gente desta, com o curricula que tem, pode ser uma escola de negócios, uma fábrica de patrões, cientificamente deixa muito a desejar. Compará-la com a FEUC seria insultar o bom senso.

      • José Seabra says:

        Quer que lhe fale de professores de Coimbra?
        Por amor de Deus JJC, admita que esteve mal, nós aqui no Porto não levamos a mal. É sinal de inteligência admitir que de vez em quando escrevemos, digamos, menos bem.
        Por questões familiares tenho muita consideração pela UC, mas comparar, em 2015, quase todas as faculdades de Coimbra com as do Porto é não só excêntrico como ridículo
        Cumprimentos beirões.


        • A este nível, quero sim senhor.
          E critiquei uma faculdade e quanto muito um instituto. Não posso admitir um erro que não cometi, nem faltava mais nada, a UP tem excelentes faculdades.

  5. AntónioF says:

    Caro JJCardoso,
    pode ser que hoje, este senhor, se cruze com outra «figura parda»: http://oinsurgente.org/2015/04/30/de-regresso-a-fep/#comments

  6. Emplastro do Norte says:

    Quem meteu este anacleto na Universidade do Porto que olhe para o espelho e veja o pesadelo de pôr um bicho destes a importunar quem quer aprender e desenvolver as suas competências!

  7. Ferro Rodrigues says:

    Este tipo é um verme . Um Autêntico nojo!

  8. Norberto Braz says:

    – Como é possível num blog desta natureza apareçam comentários de conteúdo tão despropositados, tão baixos e ofensivos ? Isto nem nos das claques de futebol ou dos bairros degradados ! Senhores ! Tenham contenção e civilidade. Argumentem, critiquem, discordem mas com elevação.


    • Refere-se exactamente a quê? ao pupilo do canalhita que veio aqui tentar defender a dama, ou a quem muito justamente se indigna por com os seus impostos sustentar a besta Cosme?

Trackbacks


  1. […] artigo no Ionline lançou definitivamente na ribalta Pedro Cosme Vieira, o matador de […]


  2. […] também em Paranhos que o homem do momento, Pedro Cosme Vieira (PCV), dissertou sobre o “modelo de financiamento do sistema de […]

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.