Histórias reais – Os assassinos cinéfilos

Catherine Lorre tinha 24 anos quando conheceu dois assassinos em série. Eles eram Angelo J. Buono e Kenneth A. Bianchi, dois primos que ficariam conhecidos como os “Estranguladores de Hillside”. De Outubro de 1977 a Fevereiro de 1978, raptaram, violaram e assassinaram dez jovens mulheres, em Los Angeles.

Certa noite, cruzaram-se com Catherine. Ela ia a pé, eles pararam o carro e abordaram-na. Mostraram-lhe distintivos falsos da polícia, quiseram ver a identificação dela. Catherine trazia na carteira uma foto sua, em criança, com o pai. Como os assassinos viriam a confessar à polícia, quando viram que a rapariga era filha de Peter Lorre, o assassino de crianças de “M”, o clássico de Fritz Lang, o vilão perturbado e perturbador de tantas histórias, deixaram-na ir. Admiravam tanto o pai que não conseguiram matar a filha. Tanto quanto se sabe, foi a única mulher a escapar aos assassinos.

Os primos eram psicopatas, mas cinéfilos. E, como qualquer sujeito de inegável bom gosto, entusiastas de Peter Lorre. Não deve haver um único admirador de Lorre que não seja capaz de imaginar o sorriso que se desenharia no rosto do actor se pudesse ter sabido da história. Esse, exactamente esse.

(Mais informação sobre o caso aqui).

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