Algumas perguntas sobre incêndios


Quem foi o Ministro da Administração Interna que em 2006 decidiu acabar com a carreira de guarda florestal?
Quem foi o mesmo ministro que no mesmo ano recusou um ambicioso Plano de Protecção da Floresta que apostava na prevenção dos incêndios mas que, obviamente, ameaçava os interesses instalados?
Quem foi o Primeiro-Ministro que, em 2016, recusou reverter a medida de extinguir os guardas florestais?
Quem foi o Primeiro-Ministro que há 2 dias defendeu que devemos apostar na prevenção?
Claro! Foi o Passos Coelho.

Comments

  1. ganda nóia says:

    que nojeira de post.

  2. Ricardo Ferreira Pinto says:

    Alguma mentira, ó nojento?

  3. Tempo de dor e solidariedade says:

    Mais um abutre oportunista.

  4. Fernando Manuel Rodrigues says:

    Sendo eu absolutamente insuspeito de qualquer simpatia para com PPC, pergunto como é que ele poderia ter recusado reverter, em 2016, a medida de extinguir os guardas florestais?

    Acaso estava na mão dele, no ano passado, a reversão dessa medida?

    • joão lopes says:

      estava na mão dele,não acabar com os guardas florestais,ou isso,ou acusar o Costa de reverter tudo e mais alguma coisa,como é?

  5. joão lopes says:

    e a polémica lei do eucalipto,tambem foi o…antonio costa?

  6. joão lopes says:

    mais outra pergunta:conhecem os portugueses(incluindo politicos de todos os quadrantes) o país em que vivem? nunca ouviram falar do “petroleo verde”?será que os portugueses(incluindo politicos) passam a vida a ir para o ALLgarve ou para os centros comerciais,consumir informação e debitar parolices?como é,então não é o futebol que é fixe? entendam-se…

  7. Rui Naldinho says:

    Ó Ricardo, essa não compro.
    Então, até 2006, como tínhamos guardas florestais, não havia fogos às centenas, nem vítimas mortais às dezenas, nem enormes áreas ardidas, porque supostamente os Guardas Florestais tinham as catástrofes sob controle.
    Se vamos por aí, não faltam artistas de qualidade em todo este processo.
    Já agora, quem adjudicou o SIRESP, que todos criticam, e que custou a módica quantia de 450 milhões de euros? Adjudicado poucos dias depois de alguém ter perdido as eleições legislativas.
    Já agora, porque razão o governo anterior, em quatro anos e meio, não repôs o Quadro de Guardas Florestais na Administração Pública, dependente do organismo que anteriormente os tutelava, uma vez que são assim tão importantes?
    Quanto aos outros parágrafos, vai desculpar-me a franqueza, mas Portugal está cheio de Planos Ambiciosos de Tudo e Mais Alguma Coisa, custam uma fortuna, para passados uns anos darem em Livros Brancos a justificar a enorme falência desse pretenso Plano.
    Sines é o melhor exemplo disso. E nem sequer vivíamos nessa coisa desgraçada inventada pela “peste grisalha”, a que deram o nome de Democracia.
    Deixámos o país desertificar-se ao longo de décadas, com concelhos completamente despovoados. Autarcas eleitos por esssas localidades, que vivem nas capitais de distrito, e só lá vão durante a semana para despacharem os assuntos correntes ou para as Assembleias Municipais, concentramos tudo nos grandes centros do litoral, e andamos agora a arranjar bodes expiatórios para justificar o nosso modelo de desenvolvimento?

    • Ricardo Ferreira Pinto says:

      Quem adjudicou o Siresp foi António Costa como Ministro da Administração Interna. Isto porque o anterior concurso foi anulado – e bem.
      E também foi António Costa que não aceitou reverter uma medida que ele próprio tomou como Ministro.
      Claro que o Governo anterior também não. Mas não era de esperar que o fizesse.
      Já o actual Governo, era.

      • Carlos Correia says:

        O SIRESP, foi aprovado nos termos da Resolução do Conselho de Ministros nº 129/2008, de 06 de Agosto.
        António Costa foi presidente da Câmara Municipal de Lisboa de 1 de Agosto 2007 a 6 de Abril 2015, e neste âmbito não lhe pode ser adjudicada ou atribuída a aprovação do SIRESP.

        • “Em Junho de 2007 entrou em serviço operacional a Fase A, correspondente aos distritos de Lisboa e Santarém. Em Junho de 2009, com a entrada em funcionamento das estações móveis correspondentes à Fase E, atingiu-se um total parcial de 444 estações, abrangendo mais de 80% do território nacional.

          Em Janeiro de 2010 ficou concluída a implementação do SIRESP no território continental e na Região Autónoma da Madeira. Para tal foram instaladas 502 torres de comunicações que vão servir um universo de 53 500 utilizadores. A rede inclui ainda seis comutadores de tráfego, 53 salas de despacho e 2 estações móveis de reforço com sistema de comunicação via satélite.

          De modo a garantir a disponibilidade deste Sistema em locais e situações de particular risco, tem sido dada especial atenção a áreas geográficas com necessidades especiais, como por exemplo a cobertura dedicada às redes de Metro (a de Lisboa já se encontra operacional). Em acções programadas ou em casos de emergência, consegue-se, através das duas estações móveis, obter-se um incremento pontual de cobertura e capacidade do sitema.

          Nos ensaios já realizados, as taxas de cobertura efectivamente medidas superam largamente as requeridas no Contrato SIRESP. Até ao momento já foram registadas mais de 2 milhões de comunicações, com uma taxa de sucesso superior a 99,99% e um tempo médio de estabelecimento das chamadas na ordem de 0,1 segundo.”
          http://siresp.com/ponto_de_situacao.html

      • Rui Naldinho says:
  8. Rui Mateus says:

    Deixemos de demagogia, os governos de há 30 anos para cá, são os principais responsáveis pela não implantação do ordenamento do território. O resto vem de arrasto.

  9. Konigvs says:

    Deviam era amarrar-te a um sobreiro, regar-te com gasolina e botar-te fogo, o mesmo tratamento que se deveria fazer a todo e qualquer incendiário. O sobreiro depois recuperava bem.

    • Ricardo Ferreira Pinto says:

      Fixe. É sempre bom saber o que farias a quem não pensa como tu se um dia chegasses ao poder.

  10. Fernando Manuel Rodrigues says:

    Mas afinal alguém sabe o que é isso de “ordenamento do território”? Quem vai ordenar o quê? Vamos deslocar populações para o interior? Como – à força? Vamos repovoar as aldeias? COM QUEM?

    E vamos obrigar os proprietários septuagenários a andar de forquilha, ancinho e podão a rapar o mato durante a Primavera? Quem já tentou rapar o mato de uma encosta com uma inclinação de 45 graus atire a primeira pedra.

  11. Carlos Correia says:

    Estou certo que quem escreveu o texto não conheceu o modus operandi de um guarda florestal. Nos pontos mais isolados por exemplo, o seu modo de transporte era a sua própria bicicleta. Era vê-las encostadas aqui e muito além na berma da estrada em pleno verão. E eles, os guardas florestais, o que faziam no interior da sombra da mata?
    Mas para além destes, outros postos foram extintos e que não mostrou interesse em mencionar, como por exemplo: os
    cantoneiros, guarda-fiscais, guarda-rios, regedores e outros.Todos eles e por razões óbvias também focados na floresta. No entanto, e também como exemplo, foram criados postos de “trabalhadores qualificados da floresta, pesca e caça” com direito a vencimento chorudo e viatura.
    Quanto a reverter e a aprovar isto e aquilo, acho que o governo de Passos Coelho em quatro anos e meio, teve tempo mais que suficiente para as reversões e aprovações por si apregoadas.

  12. Antonio lourenco says:

    Este blog e cada vez mais parecido com o observador

  13. JgMenos says:

    Todos os governos são culpados menos o Geringonço que não era suposto reverter as trovoadas secas.

  14. Tem piada, a ironia é muito perigosa quando mexe com políticos, uns não entendem… tadinhos! outros dá-lhes a volta ao estômago se lhes mexe com os amigos.
    Sim, não faltam culpados ao longo de décadas, claro que quem teve papel ativo no setor pode ter mais responsabilidade em termos de visibilidade, pois os interesses obscuros não se manifestam às claras nem se iluminam com a luz do fogo.
    Gostei do post, penso que o PAN desta vez é o única força na AR que ainda não tem historial para se lhe poder atirar pedras, mas com o tempo talvez também suje a mão e sem ser no combate ao fogo

  15. É triste que se use uma tragédia para fazer campanha política, a favor de A ou B, pouco importa, os nossos queridos Marcelo e Costa, foram a correr mostrar aos locais que se importam, e devem ter recebido um pomposo jantar, patrocinado pela autarquia local, enquanto os nossos bravos bombeiros apenas pediam água …

    No entanto, pior ainda é mentir, a guarda florestal foi extinguida em 2005 no governo Sócrates, sendo integrada na GNR fonte aqui ( https://www.publico.pt/sociedade/jornal/guardasflorestais-contra–a-sua-integracao-na-gnr-51249).

    Por falar em responsabilidades onde anda a esganiçada?
    http://www.esquerda.net/artigo/incompetencia-do-governo-nao-pode-encontrar-justificacao-na-meteorologia/38148

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