Nunca desiludem


Há sempre um soldadinho de chumbo pronto para o primeiro tiro.

Sofia Vala Rocha nasce no Canadá em 1972 e vem para Portugal com quatro anos de idade. Estuda em Peniche e licencia-se em Direito, na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, com 14 valores. Além de jurista na cadeia Intermarché, foi chefe de divisão na Secretaria Regional de Educação da Madeira, assessora da vereação da Câmara Municipal de Lisboa, adjunta do Secretário de Estado da Cultura e consultora jurídica do PSD, na Assembleia Municipal de Lisboa.”

É público, vem na Caras, em entrevista à própria. Político na oposição não desilude, e muito menos com autárquicas à porta.

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Estive para escrever este texto para o Aventar, mas como estou um pouco longe de casa, e apenas com o telemóvel na mão, vou partilha-lo aqui.

    A VIDA COSTA !

    Há falta de “boas notícias” para os partidos da direita, com os resultados económicos a contrariar o seu discurso, esperava-se que um cataclismo natural, pudesse enfim, trazer o Diabo de volta, dando ânimo às suas hostes, perante a ausência de uma narrativa diferente da do governo. Eis senão, quando num acalorado dia de Primavera, mas já com suores a estio, um enorme incêndio resolveu queimar milhares de hectares de floresta, destruindo aldeias inteiras e ceifando dezenas de vidas.
    Apesar de trágico, terá chegado a tão almejava oportunidade de fazer mossa na Geringonça.
    Analisando friamente, está criado um novo facto politico, por muito que nos custe aceitar. Nada será como dantes para António Costa, ainda que tudo fique como na mesma, para os portugueses, note-se. Oxalá eu estivesse enganado, mas para o ano, repetir-se-ão os incêndios ainda que noutras localidades.
    A direita espreita por estes dias com os dentes cerrados, por uma oportunidade para renascer das cinzas. Furiosa com o Presidente da República que eles próprios elegeram, por este andar a “dar beijinhos no dói-dói”, em vez de fazer aquela cara de encavacado, e se recusar a entrar naquele discurso do, “há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos”, tal como fez o seu antecessor. O tal Senhor, que depois não se coibiu de dar cobertura ao maior ataque aos direitos dos cidadãos, de que há memória. Feitios!
    Infelizmente para eles, este Presidente sabe tão bem como todos nós, que este fatídico evento mostrou em todo esplendor, trágico, todas as nossas fragilidades como sociedade organizado num Estado, a começar pelos políticos e as instituições que deviam zelar pela segurança dos cidadãos, mas também a comunicação social que por aqui se vai fazendo. E esse Estado não nasceu hoje. Foi-se desenvolvendo perante a nossa própria falta de exigência cívica.
    O que temos a mais em voluntarismo, temos a menos em planeamento, disciplina e método. Como escrevia Raquel Varela, há dias, “falhou tudo, Senhor Presidente!”
    O SIRESP falhou mais uma vez. Pior, gastaram-se umas centenas de milhões de euros num sistema de comunicações de emergência que tarda em acertar à primeira, se é que alguma vez aquilo funcionará de forma eficaz. Ou não terá sido este mais um daqueles negócios ruinosos para o Estado, onde PSD e PS tem culpas no cartório?
    O SIRESP foi adjudicado numa primeira fase por Daniel Sanches, Ministro do governo de Santana Lopes, uns dias depois de este ter perdido as eleições, em 2005. Daniel Sanches que posteriormente foi trabalhar para a SLN, a dona do BPN, sócia maioritária do SIRESP. Quando António Costa tomou posse como Ministro da Administração Interna, anulou o Concurso, e renegociou-o. Mas o que renegociou foram as contrapartidas financeiras e não a tecnologia implementada. Ou seja, o atual Primeiro Ministro não pôs em causa a “ferramenta”, mas sim o seu custo. Ninguém se preocupou em saber se aquilo era eficaz, se funcionava mesmo, mas apenas se não estávamos perante mais uma negociata.
    Já aqui escrevi várias vezes, que o PS como partido que se afirma da esquerda, está muito longe desse desiderato. Mas pior ainda, é querer imitar o PSD, e mal, sem ao menos tirar as contrapartidas financeiras que a direita saca quando está no poder. O SIRESP é um bom exemplo disso. Quem ganhou com o negócio foram os responsáveis do falido BPN, todos do PSD, mas quem vai ficar com o odioso será António Costa.
    Ah, Costa, Costa… a vida Costa!

    • Mas pior ainda, é querer imitar o PSD, e mal, sem ao menos tirar as contrapartidas financeiras que a direita saca quando está no poder.

      Caro Rui
      Consideram mesmo que os socialistas não tiram contrapartidas financeiras? Poderia atirar já com alguns nomes a contas com a Justiça. Mas aponto outro caminho, Pina Moura, Jorge Coelho… Prefere que lhe recorde alguns “dinossauros” autárquicos? Considera os socialistas tótós? Ou versão light do PSD? tem certeza?…

      • Rui Naldinho says:

        António, o PS nesta matéria tem muitos telhados de vidro.
        Mas o PSD com a sua habitual propensão para “a eficácia liberal” tem nos negócios entre o público e o privado, um historial imbatível. Nunca visto. Mas sempre ignorado por uma comunicação social sustentada pelos seus donos, para escamotear esta realidade. Podíamos começar na Banca, na Energia, nas Universidades Privadas, nos colégios, e acabar no SIRESP, por exemplo.
        O que me repugna no PS é a sua hipocrisia. O querer imitar o PSD, sem perceber que nunca tirará as mesmas vantagens, por razões óbvias. Veja a posição dos PSEuropeus no acordo do CETA.
        Por isso é que eu me recuso a votar neste PS.
        E secmais não fosse, eu desejo que este fatídico acidente, ao menos lhes tire qualquer hipóteses de alcançarem uma maioria absoluta.
        O PS é um partido que só consegue viver decentemente, açaimado por terceiros.

    • Rui Naldinho, A VIDA COSTA ! Felicito-o por este seu excelente comentário, nele contida tanta verdade factual que não pode ser ignorada nem esquecida. Obrigada !

  2. Mas a senhora parece mais um produto em fabricação política. A entrevista e as poses!!!
    Quem não te conhecer que te compre…
    SIRESP?!!! Os incêndios são um grande negócio. O resto são artifícios para enganar, conversa gasta.
    Desde a organização e gestão da floresta, até os meios de combate é um pagode completo. Discursos de atrasados mentais para tentar vender a prosa.
    Até as TV vão a jogo…
    Agora é hora de outro ramo do negócio, a “solidariedade das coisas”.
    Povo histérico…

  3. Valha-te Deus, Sofia, essa de te colocares em bicos de pés a reboque da imprensa “amiga” demonstra no mínimo falta de memória. O diabo, afinal não veste Prada, veste-se sim de Laranja. O seu representante aqui em Portugal, Passos Coelho, de pin na lapela, fazendo ao mesmo tempo o triste papel de primeiro-ministro no exílio, tenta fazer esquecer que foi um seu governo que duma forma assassina, extinguiu os guardas-florestais sem antes ter tomado decisões compensatórias para o acentuar da descalabro na floresta que esta insensata medida providenciou. Isto para não falar na célebre negociata do SIRESP entre gente do PSD/BPN/SLN que afinal serve para tudo menos para situações de crise. Claro que Passos irá ler a tua inusitada entrevista e certamente passarás a constar da lista dos próximos governáveis é desta gente de seguidores que ele gosta. Os verdadeiros criminosos andam por vezes escondidos.

Trackbacks

  1. […] alguns gemidos quanto à actuação do Presidente da República e desmandos como o da senhora Sofia Vala Rocha. Mas o potencial da desgraça era demasiado tentador para não ser usado no combate político e, […]

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