Floresta queimada, trancas à porta


Fotografia: Lusa@Sapo

Milhares de hectares de floresta queimados depois, o Ministério da Administração Interna decidiu reactivar 72 dos 236 postos da Rede Nacional de Postos de Vigia, desactivados vá-se lá saber porquê, que fogos florestais parece ser coisa que não nos assiste.

Mas pior do que esta política de “casa roubada, trancas à porta”, só mesmo a perplexidade que me provoca perceber que estes postos estão desactivados, apesar de precisarmos tanto deles, para poupar um custo miserável que não tem sequer comparação com as várias formas de despesismo com que este e os anteriores governos nos costumam brindar. A começar pela dispendiosa elite política balofa que temos em Lisboa e nas autarquias, com alguns deputados e presidentes de câmara a receber por mês ajudas de custo que chegariam para pagar um salário mensal digno a um vigia ou guarda florestal.

Mas não se preocupem: para o ano há mais.

Comments

  1. Ana A. says:

    Era o que faltava gastarem dinheiro com vigias que iriam sabotar os “diligentes” provocadores de fogos, que por sua vez dão tanto dinheiro a ganhar às empresas de combate aos fogos, aos madeireiros, …

  2. É um fogo que arde sem se ver. says:

    Quando eles querem sabem tudo sobre todas as coisas!
    É assim tão difícil saber quem deitou fogo às 03.00 da matina?
    Ná. Não me parece que seja assim tão difícil.

  3. Os politicos, boys/girls e funcionários do banco de Portugal estão fora da Austeridade Expansionista. Os Eucaliptos que se amanhem e avisem, são uns piegas

  4. Fernando Manuel Rodrigues says:

    Infelizmente tem razão em tudo o que escreveu. Já vai sendo tempo de quem manda perceber que os fogos não querem saber de “época de incêndios” (ainda mais quando têm mão criminosa por detrás).

    A medida de mandar desactivar os postos de vigia a partir de 1 de Outubro só pode ser classificada como “imbecil” e própria de quem nunca pôs os pés numa floresta.

  5. A questão central é: Queremos reduzir radicalmente os fogos florestais? Muitos querem, uns poucos indiciam que não querem porque isso lhes trará proveitos em sentido lato, nem que seja a masturbação sexual-orgasmo após a ignição.
    Todos nós temos uma função importante também nesta matéria.
    No concelho onde resido vou agir com outros concidadãos.
    Contudo, ainda não percebi muito bem qual a vantagem prática do pacote recente da legislação sobre a ordenação do território e da floresta, nomeadamente as responsabilidades das agências governamentais, apesar de já ter lido parte dela.
    A discussão construtiva já começou…

  6. Achei particularmente interessante o aviso que foi tão difundido nestes quatro dias de “férias”, do imenso risco de incêndio. Era mais ou menos a dizer: Pirómanos toca a sair da toca!

    Mas não se preocupem, quando chegarem as primeiras chuvas, inundarão cidades como Lisboa, e alguém dirá que “não há nada a fazer”.

  7. mas qual floresta? onde fica a floresta portuguesa?. estou farta de procurar e não encontro

    .https://www.pefc.pt/certificacao-gfs/introducao/floresta-portuguesa

  8. Depois de andar pela floresta azul na BÉLGICA acho uma blasfémia chamar floresta a um matagal, em conjunto com alguns castanheiros. pinheiros e eucaliptos. se calhar estou errada, mas é o que conheço do matagal de Pedrogão grande!!!!!!!

    http://www.magnusmundi.com/hallerbos-a-floresta-azul-da-belgica/

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