Desde ontem,

as portuguesas estão a trabalhar de graça. A propósito de equidade salarial.

Comments

  1. Fernando Manuel Rodrigues says:

    Como diz o povo, há três tipos de mentiras: As pequenas mentiras, as grandes mentiras e as estatísticas. As estatísticas são as maiores de todas.

    Onde está o “estudo”? Gostava de conferir números e metodologia. É que tenho sérias dúvidas.

    A conversa, deixo-a para os títulos de jornais ou para os paineleiros do costume. Assim, como assim, já estão habituados a falar do que não sabem (como aqui).

  2. Fernando Manuel Rodrigues says:

  3. Fernando Manuel Rodrigues says:

    E agora venham os paineleiros do Aventar, com a habituais “cassetes”. Bye bye.

    • ZE LOPES says:

      Ah! Valente! Assim é que é! Os paineleiros (que termo tão marooooooto! É invenção sua, não é? Manganãããão!) citam relatórios? Tomem lá video que é para aprenderem, seus paineleiros!

      Presumo que uma das personagens da peça é V. Exa. Ora diga-me: é quem fica à direita ou à esquerda? A não ser que…Ah! Já vi! Está lá atrás disfarçado de candeeiro! Não admira, está no seu papel: V. Exa. veio aqui para a todos iluminar!

      É certo que há muitos mal agradecidos. Mas V. Exa. até nem tem sido mal recebido quando tem tentado V. Exa. botar aqui umas paineleirices mais do tipo “neocon” (neoconices, para abreviar). Daí ser difícil de entender tão ostensivo amuo.

      Ficamos muito tristes. E sim, pelo menos eu tinha uma cassette para lhe recomendar: “Discursos de um Bolsoneiro” com letras do próprio e música de Agnaldo Timóteo (participação especial de Alexandre Frota). É comovente aquela música cuja letra começa com “Fui pela tortura, mas evoluí(…)”.

  4. Paulo Marques says:

    Embora seja óbvio para qualquer pessoa sem deficiências intelectuais que as mulheres são muito menos respeitadas, a começar pelo salário, “dizer que deixaram de ser pagas” é a pior maneira de o dizer. Faz lembrar a parvoíce libertária de que se deixa de ganhar salário a meio do ano e nada tem a ver como as coisas funcionam.

    • Ana Moreno says:

      ????

      • Paulo Marques says:

        A formulação de deixar de receber é uma cópia de um argumento burguês contra os impostos e, como sabe, a burguesia será sempre qualquer tipo de igualdade, pelo que há que ter cuidado com os argumentos.

  5. Miguel Bessa says:

    Tão mas tão batido que o gender gap não existe.
    Estatisticamente e na prática.
    Porque escolhem trabalhos diferentes, porque tiram mais tempo de licença de maternidade, porque não trabalham tantas horas extra, porque não são tão agressivas a negociar. São factores que normalizados explicam a desigualdade estatística!
    Na prática, se um patrao (capitalista e explorador segundo a doutrina de quem defende o gender pay gap) pode contratar o mesmo serviço por menos custo porque não contrata? Simples, porque o que é comparado nesta estatística não é o mesmo serviço.

    Não precisa de responder. Alguém que é questionado sobre a origem dos dados que indica e fica ofendido reconhece que tem pouco para argumentar.

    • Ana Moreno says:

      Ofendido? Quem?
      Falta de paciência, é o que é.

      • Miguel Bessa says:

        Cara, falta de paciência logo ao 1o comentário?
        Se traz um tema que não existe fora da estatística deveria estar preparada para contrapor os seus argumentos a quem apenas lhe pediu a origem dos dados.

        • ZE LOPES says:

          Constatando que V. Exa. tem as certezas todas, seremos levados a crer que também possui dados estatísticos relevantes. Ficamos à espera!

          É pena que se tenha limitado ao bostapescadismo habitual, mas não me surpreende.

          • Miguel Bessa says:

            Nem de propósito: https://observador.pt/2018/11/06/cinco-em-cada-seis-trabalhadores-em-portugal-com-formacao-em-tic-sao-homens/amp/.

            Demonstrativo da diferente escolha de áreas entre homens e mulheres (se não o ofender o facto de só existirem dois géneros!).

            O gender pay gap por definição só existe numa sociedade em que 100% dos trabalhos sejam divididos igualmente por mulheres e homens ou em que todos os trabalhos paguem exatamente o mesmo. É isso que quer? Obrigar mulheres a ir para as obras? Ou pagar o mesmo a uma médica que ao entregador de pizza?

            Coloque no Google ou no Youtube. É um tema tão batido que nem faz sentido ser discutido.

        • Ana Moreno says:

          Ok Miguel Bessa, vou-lhe explicar a falta de paciência logo ao primeiro comentário: com o link colocado no post, qualquer pessoa pode ir, tanto como eu, verificar a fonte e aprofundar a procura; aliás a notícia veio na maior parte dos órgãos de comunicação social (mais) credíveis.
          Agora, entrar em discussão sobre a credibilidade de estatísticas, não obrigada, não preciso de terapia ocupacional. Quem não quiser dar crédito, não dê.

    • ZE LOPES says:

      Numa coisa V. Exa. tem razão: estatísticamente há muito mais mulheres a parir do que homens. Deve ser por isso que elas têm tendência a tirar mais tempo de licença de maternidade.

      Direi mais: nunca vi nenhum homem gozar um dia que fosse de licença de maternidade. Deve ser por uma das seguintes razões: a teimosia dos recém-nascidos a preferirem leitinho a bifes, o facto de não ficarem satisfeitos com a atividade das glandulas mamárias do pai e o facto de a licença se chamar licença parental.

      Gender gap? Ná! Quem as manda a elas preferirem, por preguiça, refastelar-se nas limpezas em vez de trabalharem no duro como banqueiros? E irem para casa às cinco só porque as crianças estão a berrar em vez de fazerem horas extraordinárias num jantar de negócios? E por dizerem bom dia ao patrão em vez de lhe pregarem dois murros antes de lhe pedir aumento?

      Depois há gente que se agarra às estatísticas para fazer queixinhas!Este país está um horror, Mr. Bessa! Isto é consequência da “geringonça” que implantou neste país um regime socialista, logo, uma ditadura e agora é só comunas por todo o lado, como esta Ana Moreno, a exigir igualdade!

      É por isso que V. Exa. deve dar de frosques para o paraíso Verde-amarelesco, antes que o regime o prenda por comentários como o que aqui fez e o mande para um campo de concentração onde poderá passar um mau bocado a ouvir sermões do Bolsoneiro e a ver filmes do Alexandre Frota com músicas do Nelson Ned. Fuja, Bessa, fuja!

      • Miguel Bessa says:

        Tanta letra gasta para não conseguir contrapor nada a não ser o nome de uma burocracia! Veja lá se precisa de um safe space para não se sentir ofendido pela minha expressão não politicamente correta! (Mas simultaneamente tem de ter cuidado porque há minorias que defendem que os homens podem ter período).

        Não conseguiu foi juntar nenhuma letra para explicar porquê que um capitalista explorador prefere contratar o mesmo serviço a pagar mais quando podia pagar menos! Explorador incompetente, com o mesmo dinheiro podia explorar mais e escolhe explorar menos. Lol.

        Quem manda os homens por preguiça certamente refastelarem-se na construçao! Está a ver, o argumento de trazer disparate dá para os dois.
        O que é factual é que os homens não usufruem de tanto tempo de licença de maternidade / paternidade / parentalidade (chame lhe o que lhe aprouver, para mim e para o facto em questão é indiferente).
        O que é factual é que as mulheres escolhem profissões diferentes dos homens. O que é facto é que os homens em média trabalham mais horas . O que é facto é que, indiferentemente aos seus disparates, os homens negoceiam mais do que as mulheres.

        PS. Nos states começa a surgir um termo para caracterizar as pessoas como você, que falam falam mas só dizem banalidades e que quando são colocadas perante factos se refugiam em mais banalidades ou em “chamar nomes”: NPC. Você é um npc.

        • ZE LOPES says:

          Ainda bem que V. Exa. não caiu nessa de chamar nomes. Só enobrece o seu elevado caráter. Estou-lhe muito agradecido! Peço humildemente desculpa e nunca mais lhe chamarei liberalote nem liberal-tanso..

          Cumprimentos do NPC

          ZE LOPES

        • ZE LOPES says:

          E, já agora, relembro a V. Exa. que, em resposta a um comentário meu sobre o facto de V. Exa., como apoiante de um louvador da tortura, estar farto de viver em democracia pelo que deveria dirigir-se para o paraíso Bolsoneiro foi V. Exa. que me chamou xenófobo e apoiante de Trump.

          O que lhe valeu o título de DBT (Dono dos Brasileiros Todos).

          É claro que, como trollezinho de segunda categoria V. Exa. refugia-se em frases interrogativas de caráter “retórico”, para ver se a gente “lá chega” (qual brilhante lampião, iluminante dos esquerdalhos).

          Por exemplo, e seguindo o seu raciocínio, escrever qualquer coisa como “sob essa capa de “liberal” não será V. Exa. um fascistoide?” não é insulto, porque ninguém lhe chamou fascistoide. É uma pergunta retórica.Quem a faz, (que não sou eu! cruzes, canhoto!) não quer afirmar nada sobre V. Exa. É só uma pergunta retórica, espera-se que V. Exa lá chegue.

          E que chegue ainda mais depressa ao paraíso Verde-amarelesco de onde esperamos liberal novidades.

          Cumprimentos do NPC

          ZE LOPES

          • Miguel Bessa says:

            Você é ignorante ao ponto de não perceber a diferença entre ser contra as críticas a ser apoiante.
            Eu sou contra a vossa necessidade de rotular tudo e todos os que não professam a religião do marxismo cultural de xenofobo, homofóbico, fascista. Ponto.

            O fascista de 2018 é o neo liberal de 2013! Apenas um papão que a esquerda acena para demonizar quem não é de esquerda.

          • Carlos Almeida says:

            Em 74 e 75 apareceram o Arnaldo de Matos, grande Educador do Povo e da Classe Operaria”, curiosamente do mesmo partido do “Cherne” que se passou para o renovado partido do Marcelo Caetano e chegou a altos cargos na UE.
            Agora aparecem os iluminados da direita que não gostam que se lhes chame o que são, para ver se conseguem enganar mais uns incautos até à hora de conseguirem tomar o poder. As vezes com a ajuda dos militares (Portugal -1926), (Chile- 1973) outras vezes com a ajuda dos “Bata Preta”, como foi agora no Brasil

          • Paulo Marques says:

            Não me apetece dar para a discussão sobre a desigualdade dos sexos, mas dizer que o neoliberalismo é um chavão não passa.
            O neoliberalismo é o modelo económico mundial de garantir os lucros do capital através de um stock de desemprego e baixos salários, bem como a criação da classe dos pedintes da dívida, menosprezando todas as evidências que isso nada tem a ver com a inflação, crescimento económico ou estabilidade económica. Como demonstrado por vários queridos líderes da direita, a começar pelo próprio Reagan.
            Que a auto-intitulada esquerda se espalhe ao comprido e aumente a desigualdade por tentar seguir à risca o que a direita no poder aldraba não altera a realidade, as “contas certas” são, por definição dos criadores, neoliberalismo.

        • ZE LOPES says:

          Bessa, leia isto:

          1º – “Nos states começa a surgir um termo para caracterizar as pessoas como você, que falam falam mas só dizem banalidades e que quando são colocadas perante factos se refugiam em mais banalidades ou em “CHAMAR NOMES”: NPC. Você é um npc.

          Agora, leia isto:

          2º – “VOCÊ É IGNORANTE ao ponto de não perceber a diferença entre ser contra as críticas a ser apoiante”.

          Um pequeno teste:

          Quem escreveu o 1º?

          A) Miguel Bessa

          B) Luis Vaz de Camões

          C) Cristiano Ronaldo

          Quem escreveu o 2º?

          A) MIguel Bessa

          B) Amália Rodrigues

          C) Pélé

          Respondeu A) A)? Ah! Ah! V. Exa acaba de receber o título de NPC! Viva Bessão! É merecidão!

          • ZE LOPES says:

            Já agora, mais uma citação:

            “O fascista de 2018 é o neo liberal de 2013!”.

            (NOTA: ponto de exclamação incluído!).

            E quem sou eu para duvidar, Bessa? Trata-se, concerteza, de um desabafo baseado na sua própria experiência!

            Ainda bem que a partilha connosco. Aliás, será uma evolução natural!

            Se aqui tivesse à mão uma pedra-mármore creia que, neste momento, tão insigne afirmação já estaria transformada em lápide.

  6. Anonimus says:

    Uma médica recebe menos que um médico? Uma engenheira recebe menos que um engenheiro?
    Se calhar a desigualdade tem a ver com os sectores. Em especial no trabalho braçal.
    Ja eu, não trabalho de graça, mas trabalho para pagarvo passe do Dr. Silvano.

    Feliz web summit
    https://sicnoticias.sapo.pt/pais/2018-11-05-As-locomotivas-e-carruagens-abandonadas-na-ferrovia-portuguesa

  7. Ana Moreno says:

    Conclusão: com o que se constata que, sobre este assunto, mesmo com estatísticas de entidades oficiais, nacionais e europeias, o mecanismo de negação da realidade – uma realidade perceptível a olho nu, a quem quer ver – está a ser amplamente utilizado. Depois admirem-se dos exageros.

    • Carlos Almeida says:

      Ana

      Os documentos oficiais para determinados “liberais”, só interessam quando apoiam as suas teses e para defesa dos seus interesses, não quando frontalmente as contradizem. Se não, veja os dados científicos que existem sobre as alterações climáticas e veja as posições “liberais” sobre o assunto, mesmo quando ciclones e tempestades tropicais que nunca chegaram à nossa posição geográfica no Oceano Atlântico, nos tocam. Como aconteceu em Outubro de 17 e agora em Outubro de 18
      O de 2017 ficou a 400 Km da costa Portuguesa e apenas causou ventos muito fortes que foram aproveitados pelos incendiários, mas o de 2018 entrou mesmo no Continente.
      Mas dizem os do costume que não existem alterações climáticas. Eles sabem bem porque o dizem

    • Miguel Bessa says:

      Não quer discutir a estatística mas afirma que é realidade perceptível a olho nu.

      Se fosse perceptível a olho nu porque é que os exploradores não contratam trabalho mais barato? Essa é a realidade.

      • ZE LOPES says:

        Porque são bonzinhos! É uma caraterística dos exploradores do trabalho alheio, nos nossos dias! Antigamente era a lei do chicote, mas caiu em desuso por falta de motivação dos empresários. Ouvir aquele barulho é lixado!

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