“Deixem lá, somos melhores alunas na mesma”.

“…os rapazes são mais propensos ao insucesso escolar”.

Géneros de poder

É necessário ter muito poder para mandar retirar livros do mercado. É quase como viver numa casa em que marido e mulher são ambos ministros, para nenhum ficar chateado e a bem da igualdade de género. Um género muito especial de poder.

Igualdade de género e censura

Na Constituição da República Portuguesa, a palavra “mulher” aparece cinco vezes, duas das quais em Artigos a ela especialmente dedicados. A primeira é no Artigo 59º, onde está escrito que incumbe ao Estado assegurar as condições de trabalho, retribuição e repouso a que os trabalhadores têm direito, nomeadamente “A especial protecção do trabalho das mulheres durante a gravidez e após o parto”. A segunda é no Artigo 68º, o qual estabelece que  “As mulheres têm direito a especial protecção durante a gravidez e após o parto, tendo as mulheres trabalhadoras ainda direito a dispensa do trabalho por período adequado, sem perda da retribuição ou de quaisquer regalias”. A palavra “homem” aparece duas vezes, nenhuma das quais referindo questões específicas do género masculino. A palavra “cidadão” aparece oitenta e nove vezes. Até nisto a Constituição está bem feita. Ela “sabe” que todos os cidadãos, independentemente do seu género, são iguais ante a Lei, mas que as mulheres devem ser alvo de uma atenção especial, por via de uma natureza também especial que as define e as distingue dos homens: gestam, dão à luz e são mães.

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Assunção Cristas, chique a valer

Na apresentação da poderosa coligação que reúne CDS-PP, PPM e MPT em torno da candidatura de Assunção Cristas à CM de Lisboa, Gonçalo da Câmara Pereira, vice-presidente dos monárquicos, elogiou a candidata por ser, “acima de tudo“, “uma mulher casada, que provou, como a maioria das portuguesas pode trabalhar e ter filhos“, uma vez que “não descurou o trabalho e não descurou a casa“. Podíamos ficar horas à volta destas declarações, que colam a mulher ao papel de simples dona de casa, numa era em que os casais modernos dividem irmãmente as tarefas da lida, e que de resto nos transportam para as declarações de Paulo Portas em Setembro de 2015, que dissertava sobre o papel da mulheres na sociedade, que ” sabem que têm de organizar a casa e pagar as contas a dias certos, pensar nos mais velhos e cuidar dos mais novos“. Porque o homem, Deus nos livre e guarde, tem tarefas mais másculas para fazer. [Read more…]

Uma boa notícia é uma boa notícia

Patrões e trabalhadores do sector do calçado chegam a acordo histórico:

O problema do Género

Portugal continua a ser um país que as notícias dão como muito mal situado nos “rankings” da Igualdade de Género. Num Índice do Fórum Económico Mundial, já do ano de 2014, o nosso país aparece classificado em 39º lugar, numa lista de 142 estados fechada pelo Iémen, o Paquistão e o Chade. No topo da lista aparecem a Islândia, a Finlândia e a Noruega.
Este é um tema que tem trazido preocupados sucessivos governos e que mantém na comunicação social uma actualidade constante há vários anos. É, certamente, uma área das políticas públicas e privadas que mais atenção merece e sobre a qual há ainda muito a fazer.
O quadro que se segue é um pequeno resumo estatístico retirado do Pordata, com números do ano de 2014.

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Design Social

A maravilha do Design de sistemas sociais é a sua subtileza. Vivemos hoje socialmente atolados nas “questões de género”, em nome das quais subvertemos os ritos, destruímos instituições, arrasamos as colunas que sustentam o chão e tecto da nossa casa comum, da ordem que nos permite a convivência e a própria viabilidade biológica que nos foi outorgada in illo tempore.
Não nos apercebemos, daí a subtileza, que o que está em curso é uma desqualificação ontológica e simbólica do matriarcado e a sua transformação em simples força de trabalho.