Combater o machismo também passa por aqui

A educação sexual continua a estar refém de tabus. (…) uma forma de se tentar pôr fim ao “faz-de-conta” que ainda muitas vezes marca a abordagem à sexualidade promovida pelas escolas.

 

Comments


  1. O ser humano é único animal que cobre o corpo de roupas e que se esconde quando vai copular. Até se fizeram leis para proibir a nudez, quanto mais fazer sexo onde apetecer!

    Os pais continuam a não conversar com os filhos sobre sexo – e esses são os principais responsáveis da educação dos filhos, porque as escolas são para ensinar – e depois o poder político, vai ainda atrás de todas estas teias de aranha, e acham que as crianças descobrem as coisas espontaneamente.

    E o problema é que a pornografia não foi feita para fazer pedagogia nos mais novos.

  2. Paulo Marques says:

    A bem ou a mal, mal ou bem, os alunos aprendem sexualidade nas escolas. O resto é, de facto, faz-de-conta.

  3. Julio Rolo Santos says:

    Que machismo?, que feminismo? O que se deve ensinar às “criancinhas” nas escolas é que a mulher deve ser feminina e não feminista e o homem deve ser macho e não machista. Este é o conceito que deve prevalecer, o contrario, é preconceito e que leva á guerra dos sexos e, nesta, não se devem envolver as crianças.

    • Ana Moreno says:

      Caro Júlio, não sabe o que é o machismo nem como se manifesta? Em que planeta vive? O que é ser feminina? Não é imprescindível as criancas receberem educação sexual sem preconceitos? Quer que aprendam através de filmes pornográficos? Ou guarda-se tudo para a eventual noite nupcial, onde as femininas noivas devem chegar virgens?
      Perguntas sobre perguntas…

  4. Julio Rolo Santos says:

    Sim, pelos vistos e ao contrário da Ana, sei o que é o machismo e o feminismo, conceitos que não me agradam. Mas também não aceito que ensinem às criancinhas que o machismo é mau e que está associado ao homem e o feminismo é bom e está associado a mulher. Se quer ser isenta acho que se deve ensinar às crianças a verdadeira razão desta guerra de sexos. Nada de tabus.

    • Ana Moreno says:

      Qual guerra, qual carapuça, Júlio. Pelo contrário, juntos, em equidade para bem de ambos os géneros.
      E com educação sexual na escola para se conhecerem bem.

  5. Julio Rolo Santos says:

    “juntos em equidade para bem de ambos os géneros”. Não é isso que sugere o título que escolheu “Combater o machismo”, e o feminismo? Se é de educação sexual na escola que se trata porque é que ainda não foi implementada se já há muito se fala sobre o assunto? Talvez por culpa do tal deputado do PSD que se escandalizou com a aula sobre sexualidade numa escola recentemente e de uma Senhora Psicóloga que apelidou de vacas as reparigas que participam no concurso de um canal televisivo intitulado “Quem quer casar com o meu filho”.
    Se para si só o machismo a incomoda, a mim, incomodam-me ambos (o machismo e o feminismo). Prefiro os sexos masculino e feminina.

    • Paulo Marques says:

      «uma Senhora Psicóloga que apelidou de vacas as reparigas »

      Ora bem, gente que distorce o que é feminismo não falta, mas repare, a senhora a falar assim destrói a própria causa porque, afinal, acha que as mulheres não têm os mesmos direitos.
      O dicionário do Google é pobre, mas a Priberam tem «Movimento ideológico que preconiza a ampliação legal dos direitos civis e políticos da mulher ou a igualdade dos direitos dela aos do homem». É só isto.

  6. Ana Moreno says:

    Feminismo não é o contrário de machismo, Júlio. Machistas, consideram o homem superior à mulher. Feministas, querem uma sociedade em que para trabalho igual, os salários de homens e mulheres sejam iguais; que a proporção de mulheres e homens em posições de poder seja equilibrada; que as reformas de homens e mulheres sejam suficientes para viverem; que o assedio e a violência doméstica sejam punidos sem recurso a referências e morais bíblicas; que os trabalhos domésticos sejam divididos equitativamente, etc. Enquanto isto não for realidade, é preciso que homens e mulheres sejam feministas.

  7. Julio Rolo Santos says:

    Mas há empregos onde as mulheres estão em maioria sentadas a uma secretária, agora se se refere a’ construção civil onde as mulheres estão em minoria ou não as há sequer, então aí já dou o braço a torcer. Feminismo não é o contrário do machismo, diz bem, mas é o oposto. Existe mas não o quer reconhecer.

  8. Fernando Antunes says:

    Há muitos que se sentem ameaçados pela educação sexual. Porque será?

    Dizem que esse é o papel dos pais, mas todos sabemos como os pais, sobretudo os mais conservadores, são “abertos” nessa matéria. Todos sabemos também como valores patriarcais e religiosos são fantásticos a ensinar sexo seguro, ou respeito pelo nosso corpo e o dos outros, ou respeito pela mulher, ou respeito pelas escolhas de cada um(a).

    Os tabus (em vez de educação) têm resultado brilhantemente há séculos. Para quê mudar? Olha o Brasil, onde os tabus elegem presidentes e matam líderes LGBT e fazem outros se exilar. Para quê ideias radicais de progresso se a Idade Média é tão fascinante?

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