PPM barriga de aluguer para Chega e D21

O PPM foi um partido com tradição no panorama político português, tendo inclusivamente integrado dois governos constitucionais. Até agora mereceu o respeito mesmo dos que discordavam do seu programa, tão legítimo quanto qualquer outro em democracia. Presta-se agora ao triste papel de barriga de aluguer para projectos políticos que apostaram tudo nas redes sociais, mas que não conseguiram até ao presente a necessária legalização no Tribunal Constitucional, que lhes permitiria disputar eleições. [Read more…]

Anomalias de temperatura por país entre 1880 e 2017

Anomalias de temperatura por país [-2ºC .. +2ºC], entre 1880 e 2017, com base em dados GISTEMP da NASA.
Fonte: Pascal Bornet (@Linkedin & @Flickr).
Portugal está ali no quadrante direito inferior.

Para a discussão: [Read more…]

Educação ou o campo de minas

No que se refere à Educação, esquerda e direita não têm pensamentos, têm tiques e reacções. O ideólogo de serviço, neste momento, é João Costa. Atacado por um vago esquerdismo que aparenta pensar nos mais desfavorecidos, já glosou a habitual treta da escola que deve preparar para a vida, apareceu, ainda, a combater a “acumulação de saberes” e inventou a Cidadania e Nova Inclusão.

A reflexão sobre a cidadania sempre foi inevitavelmente transversal, porque qualquer área do saber a implica. João Costa, no entanto, como todos os que desprezam os professores e as escolas, sentiu que era necessário impor uma disciplina, ao mesmo tempo que desvaloriza os saberes, especialmente os ligados às Humanidades. Por causa de mais uma criação desnecessária, as disciplinas de História e de Geografia estão a perder horas em algumas escolas. Não sei como é que a acumulação de ignorância e e o cultivo de generalidades formam cidadãos.

Cada vez mais, no entanto, dou por mim a pensar que a culpa, em parte, é dos professores e das escolas, que aderem entusiasmados às modas que equipas ministeriais vão impondo aos sabores das mudanças eleitorais, sempre de acordo com tiques e convencidos de que tiveram ideias brilhantes. Deus nos livre de quem se julga brilhante!

Passe Único na Área Metropolitana do Porto: mais uma manobra de propaganda

 

No passado mês de Outubro de 2018, o jornal Expresso anunciava em grandes parangonas uma verdadeira revolução nos transportes públicos da Área Metropolitana do Porto. O Passe Único, dizia o presidente da AMP, entraria em vigor, naturalmente no dia 1 de Abril, e nas seguintes condições:

  • Abrangeria todos os 17 Concelhos da Área Metropolitana do Porto
  • Nas viagens entre Concelhos teria um custo máximo de 40,00€ e seria utilizável no Metro, nos STCP, na CP e nas empresas privadas de transportes.
  • Uma família, independentemente do seu número de membros utilizadores do Passe Único, pagaria, no máximo, 80,00 €.
  • O Passe Único seria gratuito para crianças até aos 12 anos de idade.

Para surpresa de alguns – cada vez menos -, o Passe Único, afinal, não vai abranger todos os Concelhos da Área Metropolitana. Uma grande parte ficará excluída desta medida. A CP, afinal, não fará parte do plano, nem a medida referente às famílias, que garantia um gasto máximo de 80,00€, será implementada. A gratuitidade para crianças até aos 12 anos também não, tendo que esperar até Setembro. Pelo menos.

Um lesado de última hora

 

Jornal de Negócios, 15 de Março de 2019

 

Depois de transferir a sua sede europeia de Lisboa para Moscovo, na sequência do ultimato do governo português ao Estado venezuelano e subsequente apoio ao “presidente interino” Juan Guaidó, a empresa estatal Petróleos da Venezuela vem agora exigir 2 mil milhões ao Fundo de Resolução do BES. O advogado da petrolífera afirmou o seguinte: “Vamos ver se o Fundo de Resolução tem dinheiro e se o Estado não tem de injectar mais dinheiro, como já fez no passado”.

No subsolo deste conflito parece correr algo bem mais sério, como uma reconfiguração importante da geopolítica e geoestratégia portuguesas, à qual não são alheios fenómenos como o Brexit – a Espada de Dâmocles com que o Império Britânico tenta destruir a Europa -, a política  de guerra comercial de Donald Trump e o poder das agências de notação.

Portugal parece já ter escolhido o seu lado da barricada.

“Pára de negar, a Terra está a morrer”

Exactamente: pára.

Foto: Inês Fernandes/Público.

Belzebu no comando

Standard & Poor’s subiu o rating da dívida portuguesa, que fica agora dois degraus acima do caixote do lixo. Continua fraquinho, portanto.