A discriminação dos professores contratados

Imagina que o teu horário de trabalho era de 40 horas semanais, mas o teu patrão só considerava 20 para efeitos de Segurança Social.
É precisamente o que se passa actualmente com os professores contratados. Têm horários incompletos e por isso mesmo as escolas só lhes fazem descontos pela componente lectiva, ou seja, pelas horas dadas efectivamente em sala de aula.
O Ministério da Educação paga essas horas e os professores trabalham-nas, mas no fim da carreira, quando chega a reforma, é como se essas horas não existissem. Os professores contratados não prepararam aulas, não estiveram presentes em reuniões, não fizeram nem corrigiram testes.
Definitivamente, estamos a falar de uma classe à parte. A mesma que, aqui há 20 anos, era a única em todo o país que não tinha direito a subsídio de desemprego.
Governo de Esquerda? Um Governo que discrimina assim uma classe profissional, atropelando os seus direitos mais básicos, devia ter vergonha quando diz que é Esquerda.
Os Partidos que o apoiam também.
Quanto aos sindicalistas, não os aborreçam muito, que ao fim de um ano de trabalho árduo sem dar aulas já devem estar à espera de ir de férias.
9 anos, 4 meses e 2 dias? 9 anos, 4 meses e 2 dias? 9 anos, 4 meses e 2 dias?
Esqueçam! Este país não é para professores contratados… até porque nenhum sindicalista o é.

Comments

  1. Agostinho Lisboa says:

    A facilidade com que conclui o post, sobre a falta de “vergonha” daqueles que não governam ou defendem direitos, não demonstra uma estranha precipitação?

  2. Julio Rolo Santos says:

    Se bem percebo os professores queixam-se de que o dinheiro que recebem por “baixo da mesa” (sem descontos) vão ter reflexos na aposentação? Se assim é porque não recusam recebimentos sem descontos? Dá jeito? E nestes pagamentos por “baixo da mesa” estão contempladas as horas de preparação de aulas? Isto remete-me para a fatura da luz e da água que, além de pagarmos os consumos, também temos de pagar a disponibilidade de vários serviços. Injusto, não?

    • Ricardo Ferreira Pinto says:

      Não percebeu.
      Os professores descontam sobre todos os valores que recebem. Mas depois esses descontos não são contabilizados para efeitos de reforma.

      • Julio Rolo Santos says:

        Descontam e não conta para a reforma? É uma incongruência que importa averiguar