Será o CM feito por um bando de garotos excitados?

A capitã Patrícia Almeida poderá, muito em breve, sair do Comando do Destacamento Territorial da GNR de Santarém. A oficial que protagonizará, em conjunto com a cabo Teresa Carvalho, o primeiro casamento gay da história daquela força de segurança, pediu para ser transferida para o Comando Administrativo e de Recursos Internos (CARI), em Lisboa.

In Correio da Manhã

O Correio da Manhã faz destaque hoje desta informação. Com chamada à primeira página. Parece que por lá dizem ser uma ‘notícia’. Não consigo é perceber porquê.

É a primeira oficial da GNR a fazer um pedido de transferência? É a primeira oficial de nome Patrícia a pedir a transferência? É a primeira vez que o Correio da Manhã publica uma notícia sobre a GNR? É a primeira vez que o Correio da Manhã (CM) publica uma notícia? Ou não há notícia e o CM tinha falta de assunto? O CM faz notícias de todos os pedidos de transferência? Ou só dos pedidos de transferência de elementos das forças de segurança? O CM faz notícias ou é o boletim interno da GNR?

Só não quero é acreditar que o CM faz esta ‘notícia’ – e com chamada à primeira página – porque quem pede a transferência é uma senhora homossexual que vai casar. Porque não quero acreditar que o CM seja um feito por um bando de miúdos que se excitam com informações deste teor.

A hipocrisia não é um lugar assim tão estranho

Roy Ashburn defende-se com o argumento que a maior parte dos políticos medíocres utiliza: as posições que defendeu não reflectiam o que pensava ou queria mas o queriam os seus eleitores. Defendia-as sem um espírito crítico, sem remoques de consciência, sem vergonha. Convicções? Nada. Enfim, mais um parasita da política. Ou um mentiroso.

Ashburn, 55 anos, pai de quatro filhos, era um assumido anti-direitos dos homossexuais. Mesmo daqueles radicais. Ao longo de 14 anos tudo fez para contrariar os direitos dos gays. Este ano, por exemplo, vetou um dia para homenagear o activista pelos direitos gay, Harvey Milk e leis contra a discriminação e o reconhecimento do casamento homossexual que fosse celebrado fora do Estado da Califórnia.

Na realidade, era como se um político negro vetasse o dia de homenagem a Martin Luther King. É que esta semana, Ashburn foi apanhado a conduzir sob efeitos do álcool, à saída de um bar gay. Acabou por confessar ser homossexual. Entretanto, já afirmou que não volta a candidatar-se a nenhum cargo político. Mas, claro, apenas porque foi apanhado.

O problema de uma grande parte da classe política é que faz sublimar os maiores defeitos de uma parte da sociedade: incoerência, hipocrisia, mentira e uma enorme falta de bom-senso.

Os constitucionalistas não gostam dos gays…

É só olhar para a sua interpretação :

Jorge Miranda : “A Constituição define o casamento como uma união heterossexual”

Paulo Otero : O PR tem vários argumentos para enviar o diploma para o TC”

Manuel Costa Andrade :” O PR pode legitimamente ter dúvidas quanto à constitucionalidade do casamento homossexual”

Jónatas machado : ” enviar a proposta para o TC é uma forma inteligente do PR passar a batat quente para o tribunal”

” O facto de a Constituição estar alinhada com a Declaração Universal dos Direitos do Homem, que consagra o direito ao casamento entre homens e mulheres,” é um dos argumentos de Jorge Miranda e Paulo Otero.

Paulo Otero diz ” que os heterossexuais têm direito à exclusividade no uso do termo “casamento” – e a não serem confundidos com o vínculo jurídico homossexual.”

Costa Andrade alerta que quando foi feita a “Constituição portuguesa o termo “casamento” remetia para a união entre homens e mulheres. Assim, não basta mudar a Lei, mas tambem a Constituição.”

Jorge Miranda : ” A Constituição define o casamento como uma união heterossexual, pois um dos seus pressupostos é a filiação”

Paulo Otero : O diploma será sempre inconstitucional”

Mais do que um problema jurídico é um problema de sociedade.

Olha prá Zèzinha…

A Zèzinha há 30 anos que anda de emprego em emprego pagos por nós todos. Nada a segura, é com o CDS, é com o PSD, é com o PS e agora é com o PSD na AR e com o PS na CML.

 

Sempre muito politicamente correcta e com opiniões chegadas aos movimentos mais conservadores, gente de poder que lhe vai dando acesso aos empregos, à comunicação social.

 

No DN não está por menos e titula " A coisificação da criança ".

 

" Não há discriminação quando se trata diferentemente o que é diferente,  nem o que é diferente passa a ser igual através da alteração de alguns artigos do Código Civil" .

 

" A única consequência será destituir de qualquer sentido o casamento civil, que, ao perder os seus pressupostos e objectivos, fica reduzido a um contrato subtraído à liberdade das partes, por uma inexplicável ingerência do Estado".

 

"Porque se duas pessoas do mesmo sexo se podem casar não há razão para proibir o casamento a termo certo ( 5,10,20 anos) ou o casamento poligâmico (um homem e três mulheres, uma mulher e três homens). Fazia mais sentido a devolução desse contrato às partes, hetero ou homossexuais, permitindo que cada um estabelecesse livremente o modelo da sua união."

 

"Quanto à adopção, enquanto o casamento envolve duas partes, a adopção implica terceiros,crianças que não têm capacidade de exprimir a sua vontade e, por isso, precisam de quem as represente."

 

" O casamento homo acarreterá, automaticamente, o direito a adoptarem."

 

" Esta lei pode ser a consagração da "coisificação" das crianças, a sua utilização como uma coisa, um adorno de uma mera simbologia. Uma irresponsabilidade atroz para a qual ninguem recebeu mandato!"

 

PS: esta do adorno é bem real

O casamento homossexual

O Aventador Prof. Dr. Raúl Iturra junta história e argumentos para defender o casamento homossexual.

 

Como comentário a esse texto o nosso leitor  Felício J, defende que a procriação em si mesma é factor distintivo e suficiente para manter o casamento restrito a duas pessoas de sexo diferente.

 

Conseguida a "união de facto" que assegura, em termos jurídicos, todos os previlégios face aos direitos de propriedade, não se percebe porque querem os homossexuais casarem. Afastando a brincadeira óbvia, que assim ficam mais perto do divórcio, não vejo razões suficientemente fortes para reduzir o significado da instituição casamento.

 

O casamento tal qual o conhecemos é um dos pilares da sociedade, e não se esgotando na procriação, é na procriação que encontra a sua razão de ser mais nobre.

 

E não posso deixar de me interrogar o que levará aqueles e aquelas que mais lutaram contra o casamento o quererem agora para si e para os seus.

 

A ideia é mesmo tirar-lhe o significado social e familiar que ainda carrega?