150 anos da Comuna de Paris

A primeira grande experiência de poder operário aconteceu em Paris, há 150 anos. De lá para cá outras lhe sucederam mas quem vive do seu trabalho continua à procura de um regime político que abandone a exploração do ser humano pelo ser humano e abra caminho a uma sociedade baseada numa relação igual entre todos os iguais, sem que a propriedade dos meios de produção se sobreponha a tudo o resto. Enquanto não nos voltamos a encontrar nas barricadas, é ir lembrando o cancioneiro que os pioneiros nos deixaram.

Comments

  1. Filipe Bastos says:

    Outros tempos. A esquerda de hoje está mais interessada na Beyoncé e em pronomes pessoais. Desigualdade? Só entre o ‘privilégio branco’ e o resto do planeta. Sim, até a Beyoncé. Ou a Meghan.

    Os operários da comuna de Paris eram uns opressores privilegiados. E nem sabiam. Faltava lá o Paulo para educá-los.

    • Paulo Marques says:

      Se me vai referir, ao menos não ponha palavras na minha boca.

    • Filipe Bastos says:

      Eu disse alguma mentira? As prioridades da actual esquerda, o Paulo confirma-as todos os dias: raça, LGBTQXPT+, etc.

      Os operários da comuna, sendo franceses, deviam ser todos ou quase todos brancos (e cis). Logo, privilegiados.

      Talvez pensassem que o não eram; tal como os brancos pobres de hoje também pensam. Mas o Paulo logo os esclarece.

      • Paulo Marques says:

        Eu não sabia que eu era a esquerda, ou que a intervenção em posts dos quais não escolho o tema define a Agenda da mesma. Tenho que pensar o que fazer com esse poder.
        Mas não, nem quero saber da Beyoncé, apesar da voz, nem da aristocracia, nem sei nada sobre a demografia francesa no século XIX. Só sei quem são os sacos de pancada hoje, porque as verdadeiras vítimas são o capital.

    • British says:

      Filipe Bastos

      ” A esquerda de hoje está mais interessada na Beyoncé e em pronomes pessoais”.

      A esquerda de hoje não, a esquerda, a direita etc. Em resumo toda a geração de merda

  2. JgMenos says:

    A cretinice da igualdade continua a ser bandeira de atrasados mentais!
    Da igualdade perante a lei ( e sempre aí se ponderam níveis de consciência e responsabilidade9, partem para o negacionismo da diversidade.

    Em vez de promover o que os melhores podem fazer pelos mais fracos, todos convida à mediocridade exaltando a ralé.

    • Filipe Bastos says:

      …partem para o negacionismo da diversidade.

      É bonito ver a direita usar a léria da ‘diversidade’; já não é só a esquerda. Curioso é o seu significado no dicionário direitalha: pelo visto quer dizer direito divino a mamar no pagode.

      Jg, só bilionários e otários defendem este sistema iníquo.
      Confira a sua conta bancária para saber qual deles v. é.

      • CHEGA, Menos ! says:

        Você ainda não percebeu que o JgMenos é o verdadeiro André Ventura, na versão rasca.

        • POIS! says:

          O quê?

          Há uma versão rasca do Venturoso Enviado? Como é que é possível?

        • Filipe Bastos says:

          Faço meu o espanto do POIS: o Jg parece apesar de tudo menos rasca que o Ventura.

          É só um carneiro do culto do ‘mercado’; o Ventura é pior que isso. É, ou quer ser, um pastor do culto.

          • POIS! says:

            Sim, apenas perguntei se era possível. Porque duvido.

            Ao nível da rasquice o Venturoso Enviado é assim como o zero absoluto: abaixo disso não há nada!

      • Paulo Marques says:

        E acha que a direita sempre justificou a desumanização como? Valha-me Loki.

    • Paulo Marques says:

      “Em vez de promover o que os melhores podem fazer pelos mais fracos”
      Tantos séculos depois de Smith, o melhor continua a ser pouco mais que nada.

  3. Luís Lavoura says:

    Enquanto não nos voltamos a encontrar nas barricadas

    O povo atualmente não está nada interessado em ir para barricadas.

    A sociedade é cada vez menos violenta e muito pouca gente está interessada em andar aos tiros por seja o que fôr.

    • Paulo Marques says:

      Dê-lhes tempo, a austeridade continuará a fazer o seu caminho.

    • abaixoapadralhada says:

      Lavoura

      “A sociedade é cada vez menos violenta e muito pouca gente está interessada em andar aos tiros por seja o que fôr.”

      Não foi essa a opinião dos Trumpistas que assaltaram o Capitolia
      Ou não deu por nada ?

  4. estevesayres says:

    VIVA A COMUNA DE PARIS!

    “Se a Comuna for derrotada, a luta só será adiada. Os princípios da Comuna são eternos e não podem ser destruídos: serão sempre postos de novo na ordem do dia, enquanto a classe operária não tiver conquistado a sua libertação.”

    Processo-verbal de um discurso sobre a Comuna

    Karl Marx

    “Paris operário, com a sua Comuna, será sempre celebrado como o gérmen glorioso de uma nova sociedade. A recordação dos seus mártires é piedosamente conservada no grande coração da classe operária.”

    A Guerra Civil em França

    Karl Marx

    “Teria a Comuna de Paris durado um único dia, se não se tivesse servido dessa autoridade do povo armado face à burguesia? Não se lhe deve, pelo contrário, censurar o não ter feito maior uso dela?”

    Da autoridade

    F. Engels

  5. JgMenos says:

    Alimentam-se destes episódios de violência e divisão para o culto do igualitarismo.
    Mas assumem a idiotice de pensarem que os homens que liquidaram a comuna, eram diferentes dos que a fizeram.
    Partem a igualdade às postas sempre que lhes satisfaz a imagem que mais os emociona: o saque da riqueza!
    Dos fossados à comuna, da comuna aos comunas, nada mudou.

    • Filipe Bastos says:

      O que o assusta tanto na igualdade, Jg? Ser confrontado com as suas insuficiências? Com a sua incapacidade de manter os privilégios de que se julga merecedor?

      Não tenha medo. Ninguém quer a igualdade absoluta, nem tal seria possível: todos somos diferentes, e ainda bem. O objectivo é tão-só evitar a desigualdade extrema, a riqueza excessiva, a distância obscena e injustificável entre haves e have nots.

      Ninguém faz tudo sozinho; todos beneficiam do trabalho de todos. Este mundo não reflecte isso. Tem de reflectir.

  6. JgMenos says:

    «a desigualdade extrema, a riqueza excessiva»
    A desigualdade extrema existe, sempre existiu e existirá: entre um idiota e um génio, entre um vigarista e um trabalhador honesto…
    Pôr fim à riqueza extrema implica uma taxa progressiva sobre o rendimento ou a fortuna de 100%, o que significa pôr a economia na mão de uma camarilha política de comunas.

    Mas o consolo do saque sempre foi a ambição permanente dos miseráveis e dos ambiciosos…

    • Paulo Marques says:

      O contabilista não sabe contas? Ui, se o patrão sabe.

    • abaixoapadralhada says:

      Nazi negativo

      “Mas o consolo do saque sempre foi a ambição permanente dos miseráveis e dos ambiciosos…”

      Tens razão, mas deves estar a referir-te ao regime do Estado Novo que ainda hoje defendes

      Que é que mais nos faltará ler, vindo de um assumido Salazarista e obviamente colonialista militante.

    • POIS! says:

      Pois compreendo perfeitamente os lamentos de V. Exa.

      Não teve a sorte de nascer génio, nem ao Menos conseguiu ser trabalhador honesto, daí sentir-se, pelo Menos, eternamente marginalizado. É compreensível!

      Mas pode ser que a sua ambição permanente o conduza, pelo Menos, ao consolo.

  7. Fernando Manuel Rodrigues says:

    Faço minhas as palavras do comentário do Filipe Bastos. A “esquerda actual” (que de esquerda não tem nada, não é operária nem camponesa, é sim burguesa, por isso lhe chamo “esquerda caviar”) está mais interessada em “folclores” como o BLM ou o #metoo, ou nas “lutas” do SOS Racismo e do ILGA, do que na verdadeira luta por uma sociedade mais justa e mais igualitária, em que haja justiça e solidariedade social seja dada uma igual oportunidade a todos.

    Se quiser ser adepto de uma “teoria da conspiração” diria que a !esquerda” foi tomada pelos burgueses para distrair os trabalhadores das suas verdadeiras lutas, entretendo-os com lutas fratricidas, e distraindo-os assim do essencial, enquanto eles, burgueses” engordam.

    Isto para usar uma linguagem com léxico entendível.

    • Filipe Bastos says:

      Em cheio, Fernando. Linha e bingo.

      Creio que os burgueses / mamões têm dois grandes aliados.

      A nova intelligentsia esquerdista, também burguesa ou com aspirações a tal, como o Guardian ou o New York Times, catedrais da histeria identitária e do politicamente correcto.

      E os inevitáveis idiotas úteis que os consomem e divulgam por fóruns e twitters afora, julgando que estão a avançar a causa da esquerda. Na verdade estão a enterrá-la.

      O resultado está à vista: Trampas, Venturas e Bozonaros. Mas eles continuam de cabeça bem enterrada na areia, a dividir as pessoas e a fazer pela vidinha. Pela vidinha deles.

    • Paulo Marques says:

      Claro, não vai às fábricas, não se junta aos piquetes, não exige mudanças à lei do trabalho, não denuncia o assédio moral, nem as falsas transferências de contracto. Sonhei.

      • Filipe Bastos says:

        Vai? Junta-se? Exige?

        Talvez o faça no intervalo do ‘activismo’ no Twitter, ou das 459 intervenções diárias a chamar racistas a 90% dos seus eleitores, ou a clamar por justiça para o Mamadou, ou novas casas-de-banho e pronomes “assumidos”.

        É possível. Mas as prioridades da nova esquerda são claras. O Paulo costuma aqui representá-las bem.

        • Paulo Marques says:

          O Bastos é igual ao Menos, acha coisas, e a realidade que se dane, mas pior, porque fá-lo enquanto passa mais tempo no twitter a queixar-se de quem faz o que tem a certeza que não faz.

          • abaixoapadralhada says:

            Paulo Marques

            “O Bastos é igual ao Menos”

            Ate que enfim percebeste !
            Chiça que é muito tempo para isso

    • anticarneiros says:

      Fernando Manuel Rodrigues

      “A “esquerda actual” (que de esquerda não tem nada, não é operária nem camponesa, é sim burguesa, por isso lhe chamo “esquerda caviar””

      Parece a conversa dos MRPP ha 40 anos atras

  8. Filipe Bastos says:

    A desigualdade extrema existe, sempre existiu e existirá: entre um idiota e um génio, entre um vigarista e um trabalhador honesto…

    Sim, se há coisa que a História e a experiência confirmam é o mérito e a honestidade de quem acumula riqueza… veja-se os monarcas, os ditadores, os oligarcas, os bancos, os fundos abutres, os cartéis, os traficantes, o Salgado, o Mexia… só gente genial, seríssima.

    Jamais chulos, trafulhas, corruptos, vigaristas, gatunos, criminosos, herdeiros, sortudos e rentistas. Aliás, a lista dos mais ricos coincide com a lista de membros da Mensa; e todos os pobres do mundo são gente burra, desonesta e sobretudo preguiçosa – basta ver qualquer campo, fábrica ou oficina. Uns calões.

    Quando quiser falar de ‘saque’, Jg, olhe primeiro para os seus heróis. A saquear a Humanidade e o planeta desde as pirâmides.

    • POIS! says:

      Pois é verdade!

      E o JgMenos já lá estava! Foi ele que construiu a pirâmide de Quéops mas, como era muito grande e não se vendia, costruíu também a de Miquerinos para servir de brinde.

      Uma vez foi até surpreendido a tentar procriar com a Esfinge, foi uma risota lá no Egipto.

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