Globalização encalhada

Um porta-contentores encalhado no Canal do Suez é um símbolo certeiro do manifesto falhanço das políticas liberais da globalização que o governo português teima em promover com suspeita devoção, no caso do acordo EU-Mercosul.

P.S. E a pressão braquial que o Governo português anda a exercer na promoção do UE-Mercosul ocorre num período em que Portugal, estando na presidência do conselho da UE, supostamente deveria manter a isenção própria dessa função. Mas quando toca a fortes interesses, lá se vão as maneiras por borda fora…

 

Comments

  1. Ana G. Paredes says:

    Esta Cripto-Comuna é mesmo burrinha , fosca-se ! ainda há disto ? Só te falta dizer que a terra é plana.

    Ana G.

    • brasucaprobrasil says:

      “Só te falta dizer que a terra é plana.”

      Deves ser brasuca . Fica a saber que 10% desses matumbos, acreditam que a Terra (não terra , badalhoca) é plana.

  2. AMCD says:

    “Sempre Verde”

    Vão lá queimar petróleo para outro lado.

    Ecoterrorrismo da Natureza sob a forma de um supercargueiro encalhado, empurrado para o lado por uma tempestade de areia.

    Por aqui não!

    Vão pela rota do Cabo, seus cagadores do mundo.

  3. JgMenos says:

    Um chorrilho de lugares-comuns do corretês!

    ‘Travar a expansão do consumo’ é o que esse bando de cobardes nunca diz.
    Pelo menos os da Bíblia acreditavam no maná, estes palhaços acreditam em quê?
    Num vazio preenchido com palavras-de-ordem!

    • abaixoapadralhada says:

      E tu Sa Lazarento seródio. Ainda acreditas em quê, palhaço repugnante ?

    • Paulo Marques says:

      Ao menos não acreditam na acumulação de capital por procura externa de quem nos tira o que tem margem de lucro.

  4. francis says:

    Se aquela tralha toda fosse fabricada na Europa, dava emprego a muita gente e não estava agora encalhada.

  5. Ana Moreno says:

    Sem dúvida, JgMenos, há que travar a expansão do consumo. E passar a contabilizar as emissões da aviação e da navegação e acabar com os subsídios aos combustíveis fósseis, e, e, e.
    É claro como a água.

    • Ana Gomes says:

      A cripto-comuna acha-se no direito de impedir que um cidadão europeu faça uma troca voluntária com um cidadão chinês por um lado , e pelo outro defende o direito à liberdade !

      Ah pois, o conceito Liberdade é definido pela cripto-comuna, e assim estabelecemos a coerência “a la carte”.

      Ana G.

      • Anita, não bebas mais! says:

        “Ah pois, o conceito Liberdade é definido pela cripto-comuna, e assim estabelecemos a coerência “a la carte”.”

        Com essa tirada ficamos todos a perceber qual é o teu conceito de liberdade.
        AVenturada mulher que o mundo liberal pariu.
        Também deves fazer parte do “Portugueses de bem”.
        Um porta contentores vindo daquelas democracias asiáticas, onde o trabalho é pago ao preço de um prato de arroz ao dia, é para ti sinónimo de quê?
        Democracia?
        Vai passear o caniche, vai!

      • Filipe Bastos says:

        uma troca voluntária com um cidadão chinês

        A piada do dia.

        E um dos clichés do capitalismo: é tudo voluntário, somos todos livres. Sim, até o chinês no campo, na mina ou na fábrica é livre – é livre de alombar ou morrer de fome.

        A funcionária da fábrica de sapatos, o estafeta da Uber Eats, a senhora que lava as escadas, todos são livres de escolher.
        Podem continuar a dar no duro por peanuts, todos os dias, toda a vida, ou podem ir para empregos fáceis e bem pagos. É só escolher. Que tal futeboleiro? CEO da EDP?

      • brasucaprobrasil says:

        Anita G

        Tens pinta de brasuca badalhoca.

        • Ana Gomes says:

          Badalhoca é a cona da tua mae, filho da puta.

          Ana Gomes

          • POIS! says:

            Pois…

            A avaliar por tão brilhante comentário…parece que o “brasuca” terá acertado qualquer coisa.

            Mas temos Pena, Ana! Pena, Ana. Pena.

  6. Ana G. says:

    Olha mais um com peninha dos pobrezinhos.É um sentimento muito nobre mas que é desacompanhado de um pouco, um pouquinho só de raciocínio, pois não consegue perceber que aquele barco significa o sustento de muito desses pobrezinho de que finge preocupar-se.

    Ana G

    • Filipe Bastos says:

      Sim, Anocas, muita gente depende de trabalhos merdosos e insustentáveis, graças ao seu deus ‘mercado’ e aos mamões que nele mamam – dos donos das fábricas aos que cá vendem, com lucros obscenos, as bugigangas que lá fazem por cêntimos.

      A Anocas acha isto lindamente porque, aposto, não está a alombar nas fábricas, nem nos barcos, nem nas lojecas de centro comercial que vendem as bugigangas, e que pagam o salário mínimo às funcionárias que lá vão rodando.

      Mas fãs deste lindo sistema, como a Anocas, nunca explicam: se tudo é feito lá, que fará a malta cá? Vamos todos vender pechisbeques no centro comercial? Vamos todos ser designers? Futeboleiros? CEOs da EDP?

      • Ana G says:

        Realmente estas ideias comunas só pegam quando existe algum problema cognitivo profundo, como se pode ver na linha argumentativa deste Filipe Bastos. Será muito difícil ver o que se passa na Coreia do Norte , Venezuela , Cuba e todos os outros paraísos onde se aplicam estes tipos de “protecções” ? E em contraste ver o nível de vida nos outros sítios onde estes iluminadas ideias não entram ?

        Ana G.

        • POIS! says:

          Pois tá bem!

          Na Republica Popular da China, governada pelo Partido Comunista Chinês não há “proteções”. O Vietname também não consta do cardápio, também não deve haver. A Federação Russa é mesmo um paraíso liberal, nem se fala.

          Enfim, a coisa das “proteções está reduzida a quatro países. É o “fim da história”, não há dúvida. Da História da Carochinha, obviamente.

        • Filipe Bastos says:

          Para contrastes não é preciso ir à Coreia, temos os seus caros EUA: milhões com dois e três empregos, outros sem acesso a saúde, outros em pobreza abjecta ao lado de torres de luxo e fortunas cada vez mais obscenas.

          Enquanto a classe média tiver popó na garagem, farpelas baratinhas da Primark e gadgets feitos por semi-escravos asiáticos para brincar, o seu lindo sistema aguenta.

          Mas dê-lhe tempo. É a coisa começar a apertar, o planeta a piorar, os recursos a acabar, as máquinas e Amazons a tirar emprego até aos semi-escravos, e logo vê como acaba o seu culto do ‘mercado’ e capitalismo selvagem.

          Só milionários e otários defendem o que v. defende, Ana. Verifique a sua conta bancária para saber qual v. é.

          • Ana G. says:

            Por isso é que os mexicanos tiveram que fazer um muro na fronteira para impedir os americanos de fugirem da miséria e irem para o paraíso dos seus vizinhos como o México Honduras Brasil Colombia Argentina etc, etc .
            Fosca-se nem é preciso ser inteligente …

            Ana G.

        • Anita, não bebas mais! says:

          “Por isso é que os mexicanos tiveram que fazer um muro na fronteira para impedir os americanos de fugirem da miséria e irem para o paraíso dos seus vizinhos como o México Honduras Brasil Colombia Argentina etc, etc .
          Fosca-se nem é preciso ser inteligente …”

          Se não fosses mesmo ignorante, eu explicava-te que os norte americanos deslocalizaram uma boa parte da sua produção industrial para cidades fronteiriças no México, junto ao Texas, como por exemplo Juarez, e à Califórnia, como por exemplo, Mexicali, entre outras cidades. Aliás, o México está cheio de indústrias, grandes multinacionais, norte americanas.
          E fizeram-no porque a mão de obra é substancialmente mais barata do outro lado da fronteira. Porque o México tem legislação laboral que lhes facilita tudo, contrariamente a outros Estados. Mesmo assim, vê lá que eles continuam a atravessar a fronteira. E continuam a traficar tudo o que podem.
          Qual a razão?
          Talvez porque nos EUA abundem muitas Anitas Gomes.
          Mas pronto, para ti isto não te diz nada.
          Tivessem eles um emprego digno e com perspectiva de um futuro estável, talvez preferissem ficar na terra deles, a emigrar de forma clandestina, ou não?


          • Exacto, as “Anitas Gomes” dos Estados Unidos precisam de empregadas domesticas, jardineiros e limpadores de piscinas. E se saírem baratinhos melhor.

          • POIS! says:

            Nem mais!

            No México abundam as chamadas “Maquiladoras”, zonas de exploração desenfreada onde não entram impostos sobre a importação, nem leis laborais, nem sindicatos, por exemplo.

            As empresas aí instaladas podem importar os bens de produção sem pagamento de impostos e produzem bens destinados a serem exportados. Os trabalhadores podem ser contratados por prazos curtos, até ao dia, e livremente despedidos. Ganham 1/6, em média, dos salários pagos do outro lado da fronteira norte. Mesmo assim ainda são superiores á generalidade dos outros trabalhadores mexicanos.

            Ás mulheres é frequentemente exigido que façam testes de gravidez, não sendo contratadas se estes derem positivo.

            Muitas empresas aproveitam também para não cumprir os padrões ambientais que lhes são exigidos nos países de origem.

            E o muro não foi feito a pensar especificamente nos mexicanos. Têm existido períodos, ditados pelos ciclos económicos, em que há mais mexicanos a regressar a casa do que os que tentam emigrar. O problema são os oriundos dos tais países das Américas de que fala a tal “Anita”. Mas aí a culpa deve ser…do comunismo…

        • Paulo Marques says:

          Sim, é muito difícil comparar a evolução do nível de vida de países com proteccionismo seleccionado, como países de onde surgiram marcas desconhecidas como Samsung, Hyundai, Kia ou Toyota.

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