Comissão de inquérito à amnésia colectiva dos socializadores do calote

Quem não teve a oportunidade – ou a paciência – de assistir à comissão de inquérito ou de ver os resumos da comunicação social, teve no Domingo a oportunidade de se deslumbrar com a versão light do Ricardo Araújo Pereira, que de resto conseguiu resumir bem o forrobodó dos grandes devedores do Novo Banco: receberam centenas de milhões de euros, derreteram a pasta toda sem saber como e não se lembram de nada. Motivo pelo qual nada acontecerá. A não ser a habitual socialização do calote.

Vigaristas como Bernardo Moniz da Maia ou António João Barão, outrora elogiados empreendedores com direito a destaques na Exame e restante imprensa económica, são imediatamente transformados em socialistas, ou vítimas do socialismo, ou produto do socialismo, na total amplitude da palavra que pode albergar tudo o que mexe desde o MRPP ao PSD, por vezes até ao CDS, dependendo do grau de fanatismo e indigência mental de quem põe a coisa a girar. A imprensa vassala e o spin dos mestres de propaganda da direita radical e da extrema-direita fazem o resto. Mas não vale a pena estar aqui com merdas: todo este emaranhado de empréstimos sem garantias, paraísos fiscais, fundações de fachada e criminalidade económica são um subproduto da sociedade capitalista em que vivemos. E quanto menos o regularmos, mais disto teremos. E não, o problema não é o capitalismo em si. O problema é a incapacidade que temos de o domesticar e de o por a trabalhar para todos, não apenas para esta elite parasita que sofre de amnésia colectiva quando lhe convém. Sorte a deles, não se chamam José Sócrates, motivo pelo qual já ninguém se lembrará deles daqui por uma semana

Comments

  1. JgMenos says:

    «são um subproduto da sociedade capitalista em que vivemos»
    «o problema não é o capitalismo em si»
    «E quanto menos o regularmos, mais disto teremos»
    Mas do falecido 35º do Código das Sociedades Comerciais, nascido de uma directiva europeia, logo posto em estado de coma induzido e posteriormente mumificado pela tolerância abrilesca, nunca se fala… manter emprego e proclamações de crescimento anémico, ainda que à custa de um ambiente de vigarice, parece ser a tónica geral.

    • POIS! says:

      Pois pois!

      “Tolerância abrilesca”? Induzida por quem?

      E o que é que isso tem a ver com o caso? Quando foram levantar massa estas empresas-fundações ou fundações-empresas tinham todas ampla solvabilidade, solidez e um futuro radioso. Mesmo que tudo fosse inventado.

    • Paulo Marques says:

      Resolvia tudo, quem já ouviu falar em conluio de accionistas? Era impensável.
      Manter o pleno emprego, em zona em que o desperdício é medido em derivado de um suposto excesso de emprego com a inflacção atrás da porta? Menos, Menos, dedique-se às continhas do planeamento fiscal que a economia é muito para si.

  2. Rui Naldinho says:

    E que tal uma Comissão de Inquérito à Amnésia dos Partidos da Direita, acerca dos desmandos da sua Família Política?
    Essa nunca, pois seria catastrófico!
    Para a direita, cujas responsabilidades da sua “aficion” política na nossa dívida soberana está na casa dos 20% do calote, isto a tirar por baixo, fora a dívida privada, representando eles uma minoria da população, o problema é sempre do Polícia, quando estão na Oposição. O problema só passa a ser do ladrão, quando estão eles no Poder.
    A sua lata atravessa vários episódios recambolescos da nossa vida democrática dos últimos 47 anos. A começar logo pelos resgates.
    Ainda os hei-de ver e ouvir dizer que os elefantes brancos do antigo regime, como Sines, por exemplo, também foram culpa da esquerda.
    É lógico que Sócrates tem uma “fona cunda”, a tal ponto, que lá cabem todas as culpas do regime, incluindo as da direita Tuga.

    • JgMenos says:

      «os elefantes brancos do antigo regime, como Sines»
      Só mesmo um tótó para imaginar trazer o antigo regime a justificar a cretinice desta democracia de medíocres!
      As leis de esquerda é suas tolerâncias é que fazem os ladrões de todo o espectro olítico.

      • POIS! says:

        Pois, tá bem!

        Quais “leis de esquerda”? As do Cavaco? As do Nogueira? As do Barroso? As do Passos? As do Sócrates?

        • Abstencionista says:

          “…filho do abrantes recebe tacho do Medina, edil da CML, no valor de 3.750 euros”.
          (dado à estampa pela CS cá do burgo)

          Querido Xô abrantes,
          Serve a presente para te “parabenizar” pelo tacho “meritocraticamente”alcançado na câmara do Medina.
          O teu pai bem o merecia, pelos serviços prestados noutra câmara.
          Imagina tu que redundantemente não te imaginava filho de tal narrador, apesar de achar que tinhas muitas afinidades com o bloger do Sócrates, como sejam os lombos luzidios, (como a careca do pedro marques lopes), a escrita aos solavancos e as ideias variadas conforme sopram os gases do chefe.

          No entanto, apesar do elevado preço que cobras ao erário público, não posso deixar de te chamar a atenção sobre as argoladas que acima referes impróprias de um “trás-me-isso” bem pago.
          Ao contrário do que dizes os vigaristas apontados não surgem apoiados pelas leis que foram feitas, mas sim pela desregulamentação que se iniciou na banca e se propagou a toda actividade económica.
          Foi essa desregulamentação que deu o alibi ao inútil do Constâncio para não intervir no roubo do BPN enquanto este ainda decorria.
          Cumps

          • POIS! says:

            Novamente…”Xô”?

            É xôôôôô! xôôôôô! xôôôôô melga abestancionista!

            Pois verifico,

            Que lhe deram folga lá nos “Psicopatas Anónimos”, para V. Exa. vir aqui fazer currículo.

            Sim, porque segundo parece, a atividade de “bullyer” e caluniador militante é bastante valorizada por aqueles que lhe dão “emprego”. É pena não avisarem disso os clientes, com as consequências que se sabem.

            Pelos vistos, V. Exa. insiste em ligar-me a um tal “abrantes” que nunca conheci. Tentei informar-me e, como o país é pequeno, vim a saber que é um utente dos “Psicopatas Anónimos”, instituição onde V. Exa. se arrasta há anos sem grandes progressos e bastos retrocessos. V. Exa. não está a conhecer? Costuma ir acompanhado do Sócrates.

          • Paulo Marques says:

            Isso é que é um elefante branco?

          • POIS! says:

            Pois não, Paulo! Está a ver mal!

            A tromba é do próprio “Abstencionista”! E aquilo não é branco, é tinto! Começa logo de manhã!

          • Abstencionista says:

            “A tromba é do próprio “Abstencionista”!”

            Xô abrantes,

            Os teus insultos revelam que não tens educação nenhuma.
            Apesar das correcções que faço às tuas ideias estrambólicas e dos bons conselhos que te endereço no sentido de melhorares ética e moralmente, reages insultando.
            Comunico-te que vou ficar odendido durante uns tempos e, por isso, vais ficar sem a minha orientação espiritual e moral.
            Escusas de pedir desculpa pelos teus desaforos porque, já diz o povo, “palavra fora da boca é como pedra fora da mão, não volta atrás”.
            Mas desde já ficas avisado que,(sem a minha orientação), vais ficar com os teus chakras completamente phodidos, além de que, quando esticares o pernil, vais reencarnar num porco ou num cão rafeiro, daqueles que fazem xixi nos pneus dos carros e ladram aos ciclistas.

            Cumps ao teu pai!

          • POIS! says:

            “Xô”?

            É xôôôôô! xôôôôô! xôôôôô melga abestancionista!

            Desde que não reencarne em Psicopata Abstencionista nada me preocupa.

            Em matéria de “ameaças” V. Exa. vai de psicopata a psicopateta! Estamos todos tão assustados!

            Então já reconheceu o “abrantes”? Consta que até se senta ao lado de V. Exa. lá nos Psicopatas Anónimos. O estilo de “bullyier” e caluniador de V. Exa. é certamente inspirado por ele. Confesse lá!

            O comentário acima vai-lhe, aliás, proporcionar variados benefícos: um beijinho na boca do seu companheiro “abrantes” e uma promoção dos seus patrõezinhos. Desgraçada da clientela…

      • Rui Naldinho says:

        Só mesmo uma abécula como tu pode imaginar que este país vive sob o jugo de um Ordenamento Jurídico fabricado pela esquerda.
        Quais? As que permitiram as privatizações da EDP, REN, GALP, CTT, ANA,…?
        Ou as que permitiram as PPP”s ?
        Talvez as que permitiram ex governantes saltar para as empresas privadas que tutelaram enquanto ministros?

        • JgMenos says:

          As privatizações não passaram de um meio para manter a esquerdalhada a navegar no charco da tolerância ´porque sim’.
          Desde que perderam a guerra civil e foi cumprido o mandato soviético sobre o Ultramar ficou claro que havia que esmolar para manter a doutrina dos coitadinhos na Constituição de 76.
          E está lá até hoje, com abrigo crescente no orçamento do Estado, em emprego, subsídios e fretes de toda a ordem. E não me venhas com partidos e governo deste ou daqueloutro: o princípio é sempre o mesmo: doses cavalares de tolerância e escassez de responsabilidade.
          E não me venhas com a treta da esquerda, que da verdadeira só há uma – fim da propriedade privada dos meios de produção – e dessa já ninguém fala porque faliu e não há tomates nem vontade para a restaurar!

          • Filipe Bastos says:

            As privatizações não passaram de um meio para manter a esquerdalhada a navegar no charco da tolerância ´porque sim’.

            Só por curiosidade, Jg: o que seria preciso para v. conceder que o país, e aliás o mundo, é controlado pela Banca, pelos ‘mercados’ e outros mamões – todos privados, todos capitalistas?

            E que todos os governos, a começar por este gangue sucateiro que se autodenomina ‘socialista’, são meros fantoches desses DDT?

            Acha que algo neste mundo o faria admitir isto? Ou talvez uma visita de deus, do Pai Natal, quiçá de extraterrestres?

          • JgMenos says:

            Dizer que os tipos que fazem as leis, comandam polícias e exércitos são paus mandados é dizer que são a escória da humaniade.

          • Paulo Marques says:

            Emprego? Onde?
            O fim de controlos da produção pelo estado acabou? A China e o Vietname faliram e ninguém avisou. Nem sequer o Boris é o Biden receberam o memorando e arriscam-se a ajudar mais à nossa recuperação que Bruxelas.

          • JgMenos says:

            Marques não desesperes, tem esperança.
            A falência do sistema de produção socialista não extinguiu os comissários políticos, nem tudo está perdido.
            Mesmo por cá ainda há vagas para esses postos, tens é que mostrar melhor serviço.

          • Paulo Marques says:

            O “fim da propriedade privada dos meios de produção” só é acreditado por dois tipos de pessoas, os que ainda beneficiam do actual sistema para ter alguma estabilidade, até ao dia, e os que acham que a revolução foi falhada por Estaline. Ou nem isso.
            Nenhum dos dois grupos tem noção ou interesse em igualdade, emprego, estabilidade material,
            yadda, yadda, e ambos só têm interesse numa hierarquia que lhes dê/mantenha o privilégio.
            Percebe-se o interesse nos moinhos de vento, mas o mundo não é esse. Muito menos depois do “fim da história” e de teres ganho tantas vitórias de Pirro.

  3. luis barreiro says:

    O socialismo é o melhor amigo e o maior financiador das empresas amigas e berço de empregos da famiglia, por isso a esquerda berra contra os sistemas dos países nórdicos.

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