Lembram-se daquele Guião da Reforma do Estado, em corpo 16, a 2 espaços, que não saiu do papel?

Se Passos aponta o dedo aos powerpoint de Costa, é bom não esquecer que quem aponta tem 3 dedos a apontar para si mesmo.

Comissão de Inquérito? Vou antes cortar o cabelo

JGui

Foto@Correio da Manhã

A amnésia tem sido uma das maleitas predominantes nas várias audições da Comissão de Inquérito ao caso BES. Aparentemente, ninguém se lembra de rigorosamente nada do que por lá se passou. Às vezes, fica mesmo a sensação que nenhum destes sujeitos lá trabalhava. Como diria Mariana Mortágua, tudo amadores.

Segundo a edição de hoje do Expresso, amnésia poderá também ter sido a justificação para que o empresário José Guilherme, o tal que deu uma prenda de 14 milhões de euros, em numerário, a Ricardo Salgado (outro com longo historial de problemas de memória), se tenha esquecido de passar pela Comissão de Inquérito ao caso BES, para a qual notificado, alegando motivos de saúde e o facto de estar em Luanda para não comparecer na comissão parlamentar. Contudo, e pela relação comercial de 40 anos que mantém com o barbeiro Aurélio Robalo, José Guilherme conseguiu contornar estas vicissitudes e dar um salto a Lisboa para aparar as pontas. Podia ter-se lembrado de passar na comissão mas é possível que estivesse com pressa. First things first.

A Amnésia

Gostei de Ler

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Socorro!, querem voltar ao “faz-sismo”!

E não é que a coisa chega pela boca do arrependido residente em Belém?  Ora-ora, lá teremos de voltar a engolir coisas terceiro-mundistas e famélicas da fome como a Famel Zündapp, a FNAC, os Cabos d’Ávila, a Covina  fabricante e não armazém espanhol de vidros, as baterias Tudor e outras fabriquetas que tais? Canada Dry em Portugal uma vez mais? Não nos digam que lá voltarão as campanhas do trigo, o pão afarinhado de e por Portugal? Era só o que mais nos faltava voltarmos a”levar com” os fertilizantes e sabões da Quimigal e a termos os supermercados cheios de lataria assardinhada Made in Allgarve e Setúbal. Não queremos voltar a ver a branca frota bacalhoeira “do Tenreiro” despejando peixe seco mal cheiroso ali às portas do Arsenal. Nada de Lisnave e Setenave cheia de fatos-macaco  fascisto-comunas  construindo barcos a torto e a direito! Nunca mais!

Cavaco Silva quer agora re-industrializar o país e ainda não se lembrou da necessidade de voltar a encher de ouro o Banco de Portugal. Como será isso possível, se aquela montanha reluzente veio da moçambicana percentagem das minas do Rand e dos milhares de toneladas de volfrâmio e de conservas vendidas por bom preço  à Alemanha? Sonha com os campos louros de trigo e milho e verdejantes de hortaliças, alfaces e couve em barda. Para cúmulo, anda de boca aguada com a perspectiva de uma bela posta de atum fumegante no seu presidencial serviço de porcelana Vista Alegre da ida Monarquia. Tiques passadistas, ecos gloriosos de um passado extravagante. Mas não era o yuppismo o futuro garantido de Portugal? Viu-se! Vê-se…

Tratem-lhe da Saúde, Por Favor

Cavaco Silva sofre de amnésia política. Ainda ao menos se estivesse calado

Primeiro-Ministro esquece-se da filha

O primeiro-ministro britânico saiu de um bar com a mulher deixando para trás a filha pequena.

Nós já sabíamos que os políticos perdem a noção da realidade e do que é mais importante: as pessoas e os valores humanos essenciais. Calculamos que a família de um primeiro-ministro fique relegada para segundo e terceiro planos. Mas não passava pela cabeça de ninguém até hoje, que fossem esquecer um filho num pub, ainda mais uma criança de 8 anos. A segurança do PM não funcionou num episódio doméstico e simples como este.

Todos os políticos sofrem de uma espécie de amnésia que afeta, sobretudo, a família. Essa amnésia é ainda mais aguda se o político fôr PM ou PR. A família só vai aparecendo para a fotografia.

O PM britânico não só se esqueceu da filha no pub, como é natural que se esqueça dela diariamente desde que assumiu o cargo…

Político que é político esquece-se de tudo o que é importante e que vale a pena investir.

Amnésia Intencional

Paul Krugman chama “A Grande Recessão” à actual crise e compara o desempenho de algumas economias europeias agora e durante a crise de 1929, a chamada “Grande Depressão”, concluindo que a generalidade dos países europeus está agora pior.

Mas Krugman vai mais longe e põe o dedo na ferida, num artigo intitulado “O fiasco da austeridade“, quando afirma que esta tragédia era completamente desnecessária e foi causada por decisores políticos, analistas e economistas que decidiram “esquecer-se do que sabiam”, por razões políticas.

Por causa disso, continua Krugman, o que enfurece é que milhões de trabalhadores estão a pagar por esta amnésia intencional.

Desiludam-se, no entanto, os que esperam ver perigosas derivas esquerdistas nestas palavras de Krugman, como essa fúria por causa dos trabalhadores. O seu blogue continua a chamar-se, como antes, “A Consciência de um Liberal”.

A consciência de Krugman é que é diferente da desses liberais que, por cá, persistem num caminho que já mostrou não resultar.

A Amnésia e a Sobranceria Afectam Cada Vez Mais Portugueses

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