Ao cuidado da direita indignada com o despesismo

sm

que vocifera, com toda a razão, contra os salários obscenos que se pagam na função pública, seja a um António Domingues ou a um perigoso sindicalista, desses que só sindicalizam e não querem trabalhar, e que ainda por cima são comunistas, os nababos! Peço um minuto da vossa atenção e indignação para que atentem neste dispositivo contabilístico, gentilmente disponibilizado pela Geringonça, que nos permite assistir em directo ao acumular de euros por parte do antigo secretário de Estado privatizador de Passos Coelho, que o próprio Passos Coelho escolheu para vender o Novo Banco, e que em 14 meses já nos levou qualquer coisa como 365 mil euros, sem que ninguém tenha ainda percebido para quê, dada a inexistência de resultados que justifiquem os cerca de 25 mil euros por mês que aufere.

Como sei que a vossa indignação é honesta e genuína, e aqui alargo o convite a todos os paladinos anti-despesismo da nossa cândida direita, estejam eles no comentário político televisivo, nas colunas de opinião anti-esquerda, na blogosfera liberal/conservadora ou nos grupos de ódio laranja nas redes sociais, ficarei a aguardar, com expectativa, pelos vossos contributos indignados. E caso para dizer: e o Sérgio Monteiro, pá?

Foto: Diana Quintela/Global Imagens@DN

Uma história de TERROR!

bes

Carlos Paz

BES / NovoBanco – Algo está PROFUNDAMENTE ERRADO!
Não pode ser SÓ incompetência. Não é possível!

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Para percebermos um pouco do que se está a passar (é impossível perceber tudo – é tão mau que não existe NENHUMA explicação plausível, aceitável, credível, etc…) vale a pena revisitarmos um pouco a história de tudo o que se passou:

A – Período BES/GES

1) Sob a direção de Ricardo Salgado, José Maria Ricciardi, José Manuel Espírito Santo, Ricardo Abecassis, Fernando Manuel Espírito Santo, Manuel Fernando Espírito Santo, António Ricciardi, Pedro Mosqueira do Amaral e Amílcar Morais Pires, entre outros, o Grupo Espírito Santo (GES) fez uma gestão de tal forma desastrada de todos os seus investimentos que entrou em processo de colapso financeiro;
2) O referido colapso financeiro foi sendo escondido ao longo dos anos através de uma série de operações que drenaram os fundos do BES para o GES;
3) Este processo correu SEMPRE sem que a supervisão do Banco de Portugal (BdP), dirigida primeiro por Vitor Constâncio e depois por Carlos Costa, se apercebesse do que quer que seja daquilo que se estava a passar (desvios massivos de dinheiro do BES e dos seus Clientes para esconder os PÉSSIMOS resultados de Gestão do GES);
4) Depois de totalmente destruído o GES, o BES estava perto da falência, numa altura em que todos no mercado falavam disso (auditores, jornalistas, comentadores, etc…), MENOS o regulador/supervisor (Carlos Costa e o seu BdP);
5) Em último estertor os supracitados gestores do GES/BES, com a anuência de Carlos Costa e do BdP, promoveram um processo de aumento de capital do BES – recordemos que Banco estava tecnicamente falido, mas estava a ser protegido pela INCOMPETÊNCIA (para bem da nossa sanidade mental coletiva enquanto Nação, vamos acreditar que nessa época os atos e as decisões decorreram SÓ de pura incompetência) de regulação e supervisão do BdP;
6) Este processo de aumento de capital de um Banco que estava FALIDO teve o alto patrocínio do Banco de Portugal (de Carlos Costa), da CMVM (de Carlos Tavares), do poder político (Cavaco Silva e Maria Luis Albuquerque) e de diversos jornalistas e comentadores (como Marcelo Rebelo de Sousa, amigo e visita de casa da “família”);
7) Nesta altura Carlos Costa (e o BdP) já se tinha apercebido de indícios de Gestão Danosa no BES (em favor do GES e de amigos) mas não tinha coragem para afastar Ricardo Salgado e a sua clique da Administração do Banco – nessa altura Carlos Costa pede (e paga com o NOSSO dinheiro) diversos pareceres jurídicos para provarem que NÃO podia afastar Ricardo Salgado, tendo no entanto a maioria dos jurisconsultos consultados optado por referir que Carlos Costa, se quisesse, podia MESMO afastar Ricardo Salgado;
8) A Administração do BES apercebeu-se que já NADA seria possível fazer para salvar o Banco (BES) tendo havido alguém (ainda se espera um esclarecimento das autoridades judiciais) que promoveu uma imensa purga de fundos, numa única semana, que arruinou definitivamente o Banco;
9) Apercebendo-se tarde, demasiado tarde, do ENORME problema que tinha entre mãos, Carlos Costa afasta finalmente Ricardo Salgado que nomeia para seu substituto o seu próprio braço direito (Amilcar Morais Pires, Administrador Financeiro do BES) que estava envolvido em TODO o processo e, aparentemente (continuamos a aguardar esclarecimentos das autoridades judiciais), em TODAS as decisões;
10) O Banco entra numa espiral negativa e no final da semana fatídica da purga de fundos (nunca esclarecida pelas autoridades judiciais), Carlos Costa é finalmente obrigado a agir (o BdP já não podia continuar a fingir que não percebia o que se estava a passar);
11) Carlos Costa que tinha feito parte da equipa de Durão Barroso em Bruxelas, recorre às autoridades Europeias e promove a montagem, com o patrocínio (ou o comando, nunca o saberemos) da Comissão Europeia e do BCE, de uma operação de “resolução bancária” para o BES;
12) Convém aqui recordar que, apesar de ser este o modelo definido pela TROIKA para os problemas dos Bancos Europeus, este tipo de solução foi ensaiada no BES e NUNCA mais voltou a ser usada em lado nenhum da Europa (mesmo no BANIF em que o “nome” foi o mesmo, a operação foi muito distinta). [Read more…]

Este banco não é para novos

antero

Cavaco Silva ainda tentou avisar que isto podia correr mal, mas quem a sabia toda era o Antero. Venderam-nos uma mentira, e o país engolindo e pagando, ao sabor das contradições que se multiplicavam, quiseram fazer de nós otários, o que de resto até acabaram por fazer com assinalável distinção, ou não estivéssemos todos a pagar a engenhosa solução encontrada pelo anterior governo, com a preciosa ajuda do amigo do Banco de Portugal, anunciaram vendas, que se aproximariam de alguns milhares de milhões, sem nunca se concretizarem, e juraram a pés juntos que tal empreendimento não custaria um cêntimo aos contribuintes. Como o outro senhor que também nacionalizou um banco com a mesma promessa, um banco que acabou comprado por um outro ao qual agora preside. [Read more…]

Maria Luís e o Novo Banco: “Digo o que sempre disse: contribuintes não serão chamados a cobrir prejuízo” (*)

Há merdas que chateiam. E depois há isto: Novo Banco: supervisor escolhe Lone Star mas avisa para impacto nas contas públicas.

ahah disse-vos que não iam pagar o Novo Banco e acreditaram LOL

Se é para isto que o Sérgio Monteiro está no BdP a ganhar 25 mil euros/mês, vou ali e já venho.

(*) Título de um artigo no Expresso
Nota: Antecipando o argumento “ah e tal, nós fizemos bem, o Costa é que não soube vender”, fica já aqui a pergunta: então o BPN, não o souberam vender, foi?

O meu vencimento obsceno é melhor que o teu

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho (E), acompanhado pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, durante a visita à Associação Empresarial do Baixo Ave na Trofa, 31 Janeiro 2015. ESTELA SILVA / LUSA

Pois é, Jorge. O pessoal da telha envidraçada e a sua infinita cara-de-pau. Já quase ninguém se lembra dele. E sabes bem que passar despercebido é um talento valioso que poderá explicar em parte o salário que ganha. Que não é assim tão diferente daquilo que irá (?) auferir António Domingues mas que tem o condão de não levantar grandes discussões. Pelo menos mediáticas. Contudo, e apesar de pouco se saber sobre a venda do Novo Banco, Sérgio Monteiro já se encontra em funções desde Novembro do ano passado. Um ano. E, segundo noticia o Expresso, ficará pelo menos mais três meses até “concluir a venda”. A ver se desta é que é.

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E o Sérgio Monteiro, pá?

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho (E), acompanhado pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, durante a visita à Associação Empresarial do Baixo Ave na Trofa, 31 Janeiro 2015. ESTELA SILVA / LUSA

Os media, António Domingues e Sérgio Monteiro, por Daniel Oliveira

António Domingues foi nomeado para presidente da CGD por um novo governo para dirigir o maior banco português. Não há suspeitas de favorecimento político, tem uma longa experiência de gestão bancária e ninguém, dos que criticam o seu salário, põe em causa a sua competência técnica e profissional. Vai receber por funções muitíssimo claras 30 mil euros mensais. Sérgio Monteiro foi nomeado “vendedor” do Novo Banco por um governo demissionário de que era secretário de Estado e quase todos põem em causa as suas habilitações curriculares para a tarefa. Está a receber, para fazer ninguém sabe muito bem o quê, quase 30 mil euros mensais. Nos sites do “Público” e do “Diário de Notícias” as referências ao salário de António Domingues foram cinco vezes superiores às do salário de Sérgio Monteiro. Nos do “Expresso” e da TSF foram três vezes mais. No do “Correio da Manhã” seis. Não é possível fazer estas contas nos canais de televisão, mas arrisco uma proporção ainda mais favorável a Domingues. Criticar esta parcialidade não é assumir que a polémica é inadequada. O que se critica é a desproporção. Sobretudo quando o caso menos tratado é objetivamente mais difícil de justificar do que aquele que alimentou maior polémica mediática. Estas coisas não acontecem naturalmente. É a agenda política de quem marca a agenda mediática.

Foto: Estela Silva/Lusa@Esquerda.net

O que ERA a Ongoing?

SCAB

Foto@Sol

Em 2010, durante uma sessão da Comissão de Ética na Assembleia da República, o então deputado Agostinho Branquinho levantou uma célebre questão:

O que é que é a Ongoing?

Meses depois, o então vice-presidente da bancada parlamentar do PSD despedia-se do hemiciclo e rumava ao Brasil, para dirigir uma empresa do grupo. Para trás ficava um Agostinho Branquinho visivelmente indignado, que questionava a opacidade da informação disponível sobre o grupo e a proximidade entre o governo Sócrates e o Diário Económico, controlado pela Ongoing, mas que não hesitou em dar largas ao seu lado mais empreendedor juntando-se ao negócio. Nunca mais lhe ouvimos uma palavra sobre o assunto. [Read more…]

Da série “os contribuintes não serão chamados a cobrir o prejuízo” do Novo Banco

Novo Banco com prejuízos de mais de 362 milhões de euros” no primeiro semestre de 2016. Boa Maria Luís! Ainda bem que a Caixa não tem dinheiro lá metido.

(Quase) crime, disse ele

UPNRS

Pedro Passos Coelho convidou António Costa a exercer o seu mandato de primeiro-ministro com outra serenidade e a escolher melhor as palavras que utiliza. Como se a política portuguesa fosse serena e feita apenas de floreados. Veio isto a propósito das seguintes declarações do primeiro-ministro:

O PSD não tem a menor credibilidade para falar em matéria de sistema financeiro. O PSD para encenar uma falsa saída limpa do ajustamento escondeu o BES, escondeu o Banif e escondeu tudo o que pôde esconder.

referindo-se à preocupação manifestada por Passos Coelho sobre a situação “inaceitável” da CGD. [Read more…]

Coincidências

Por que motivo o Novo Banco anuncia um despedimento colectivo no dia em que uma grande agência de rating elogia o governo português?

Novo Banco reestrutura dívida a amigo de Ricardo Salgado

NB

Há reestruturações de dívida e reestruturações de dívida. Se a dívida a reestruturar for, por exemplo, a de uma nação como Portugal, imediatamente se eleva um coro de moralistas liberais e conservadores que protesta com veemência, ora por se tratar de uma irresponsabilidade, ora porque se trata de um mau sinal para os investidores, ora porque as dívidas são para pagar porque os devedores devem ser indivíduos de palavra e os credores não lhes pediram que se endividassem. Mesmo quando o próprio FMI afirma que a dívida de uma nação como Portugal devia ter sido reestruturada por ser insustentável. [Read more…]

Na mouche…

Para o governo uns são filhos da mãe, outros…
Para esta gente, fez sentido utilizar-se a dívida sénior para limpar o balanço de um banco. No entanto, na semana anterior noutro caso, tal não era possível e fez-se apelo a um gigantesco apoio dos contribuintes portugueses.

A revolução bolivariana chega ao Banco de Portugal

PPC CC

Durante meses, os profetas da desgraça leais ao anterior governo anunciavam a catástrofe que adviria de um governo de esquerda. Após as eleições, e principalmente depois da implementação da solução encontrada à esquerda, os mesmos catastrofistas hastearam a bandeira do caos que se instalaria na economia portuguesa, que para sua enorme tristeza tardava e tarda em chegar. Nem a queda do BANIF, que o anterior governo se esforçou por mascarar e adiar para que o inevitável não prejudicasse o resultado eleitoral, teve o impacto esperado nos juros da dívida. [Read more…]

Porque não o bail-in?

O Banif arrastou-se durante 3 anos sem ação. A carta de aviso da abertura formal de investigação por parte da DG-Comp (Comissão Europeia) esteve 5 meses para ser publicada. De um momento para o outro, no dia 18 de Dezembro, o Diário da União publica uma carta com data de Julho de 2015 e precipita a resolução do Banif com um avassalador custo para o contribuinte: perto de 3 mil milhões de euros. Pode ver o detalhe aqui e aqui.

O BES/BANCO BOM/BANCO MAU teve o colapso em Agosto de 2014. Nessa altura, o Banco de Portugal considerou que imputar prejuízos aos investidores detentores de dívida sénior era prejudicial ao país, pois afetaria a sua credibilidade e afastaria investidores de Portugal. Agora, cerca de 18 meses depois, muda radicalmente de ideias e, numa medida desesperada a 2 dias do final do ano, decide atirar para o Banco MAU obrigações com um valor de balanço de 1985 milhões de euros (emitidas pelo banco antes da resolução de Agosto do ano passado). Dessa forma recapitaliza o Banco Bom e condena os investidores internacionais à perda total. [Read more…]

La banque c’est moi

Mas Estado não enterra 1985 M€ no BES.

Parabéns aos obrigacionistas seniores do Novo Banco que serão banqueiros!

O Novo Banco ainda não está muito bem capitalizado, ao que parece necessita de mais um aconchego. O Banco de Portugal, qual pai extremoso, nada nega. Os obrigacionistas sénior serão donos involuntários de parte do banco. Confirmação amanhã.

Sérgio Monteiro, “O predador”

A radiografia do privatizador, por Mariana Mortágua.

Contribuinte, o Novo Banco precisa do seu dinheiro. Outra vez.

As medidas de reforço de solidez que o Novo Banco propõe ao BCE pretendem gerar mais capital do que os 1.400 milhões detectados nos testes de stress. A folga serve para fazer face a outras exigências e a perdas futuras.
O plano de capital do Novo Banco prevê medidas destinadas a reforçar a solidez da instituição num valor acima dos 1.400 milhões de insuficiências detectadas nos testes de stress do Banco Central Europeu (BCE).

 

E as boas notícias não terminam aqui. O mesmo Jornal de Negócios revelou ontem que o Novo Banco registou prejuízos de 552 milhões de euros na operação bancária em Portugal. Resta-nos saber até quando durará esta mentira e quando chega a factura. E você, também acredita que o prejuízo da venda do Novo Banco não sairá do seu bolso?

Um governo, uma maioria, 3 embustes

Passos Portas

No programa Eixo do Mal (SIC Notícias) do passado Sábado, Pedro Marques Lopes sintetizou aqueles que considera serem os 3 grandes embustes do governo Passos/Portas. Poderiam ser muitos mais argumentará o caro leitor. E argumenta muito bem. Mas esta selecção ilustra na quase perfeição aquilo que foi a governação PSD/CDS-PP. Senão vejamos:

Embuste nº 1: A devolução da Sobretaxa

Na verdade, são dois embustes num só:

  1. Não há nem nunca houve sequer intenção de devolver o que quer que fosse. Devolução aconteceria se nos fossem efectivamente devolvidos os valores cobrados pela máquina fiscal deste o início da vigência deste imposto extraordinário. A utilização da palavra “devolução” mais não foi do que um dos inúmeros truques semânticos orquestrados pela máquina de comunicação do PSD/CDS-PP para enganar os portugueses e obter o seu voto.
  2. O conto para crianças da devolução da sobretaxa é, desde o início, um esquema eleitoralista concebido para aldrabar os portugueses, um clássico desta pandilha que remonta a 2011, quando Pedro Passos Coelho garantiu aos portugueses não aumentar impostos ou não vender património do Estado “como quem vende os anéis para ir buscar dinheiro”, e que se repetiu em 2015 quando, já na recta final da campanha, fontes do governo asseguravam uma devolução de 35% da sobretaxa do IRS. Passadas poucas semanas do acto eleitoral, todas as previsões apontam para uma devolução na casa dos 0%. Surpresa? Nada disso, quem não engoliu a propaganda eleitoral do governo já sabia onde isto ia parar. Ou achará o caro leitor que alguém como Luís Marques Mendes roía a corda da forma como o fez no Domingo passado?

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Depois do estágio, o emprego de sonho

Sérgio Monteiro entusiasmado com novas funções

Isto até ao dia da eleição não interessada nada

Bruxelas divulga documento que contradiz o Governo: contribuintes podem ter de pagar perdas do Novo Banco [Expresso]

O Novo Banco dos contribuintes

Nacionalizadíssimo, caso ainda houvesse dúvidas. Diferente da solução do BPN my ass.

Vídeo e título roubados a Luís Vargas

Continua: Novo Banco vai-lhe ao bolso

“Governo paga mais juros ao FMI por causa do Novo Banco” [DN]. Obrigado Passos Coelho pela solução sem custos para os “contribuintes” (como se o resto do país não fosse gente).

Mentir é parte da estratégia. Só a engole quem quer.

Défice

O BCE, essa organização tomada de assalto por temíveis milícias de extrema-esquerda, publicou na passada semana um estudo sobre o impacto orçamental do apoio ao sector financeiro durante a crise, que arrasa a actuação dos governos portugueses no período 2008 – 2014. O estudo refere que os portugueses gastaram 19,5 mil milhões de euros (11,3% do PIB) para ajudar a salvar os bancos das aventuras dos seus dirigentes, que continuam a usufruir de imunidade absoluta e patrimónios generosos e intocáveis. Eu sei que não teve nada a ver com estes esquemas caro leitor, mas a verdade é que já teve que desembolsar nada mais nada menos que 1950€ para limpar os danos causados pela trafulhice bancária. E se pensa que ficou por aqui desengane-se. [Read more…]

♠♣♥♦ *

novo banco, velhos hábitos

Recomenda-se vivamente ao PS ouvir como reagiram o BE, o PCP e…. o programa humorístico “Isto é tudo muito bonito mas…” face ao desmoronar da argumentação da PAF. Podiam, por exemplo, ter lembrado que “o Estado está a receber juros pelo dinheiro que o Estado emprestou ao Estado.” [“Isto é tudo muito bonito mas…”]

Ou então, que “três anos passados de saque ao povo e ao país, temos um défice idêntico ao de 2011 e, pasme-se, a tal dívida que Passos Coelho anda a dizer que anda a abater, afinal, tem vindo a crescer oito milhões de euros por dia, dados divulgados ontem pelo Banco de Portugal.” [Jerónimo de Sousa]

Ou ainda, que hoje “é o dia em que a campanha eleitoral da direita morreu”. [Catarina Martins]

António Costa, continuando a falar do seu programa, depois desta hecatombe, é uma boa explicação para os mentirosos  continuarem com vantagem eleitoral. Não lembra ao menino jesus este governo ter feito o que fez aos portugueses e isso não ser assunto sistemático de campanha para este partido.

* Ideograma que representa o jogo do governo com o NOVO BANCO, no que respeita a nacionalização que faz de conta que não o é, apesar do Estado nele ter metido 3.9 mil milhões do dinheiro dos “contribuintes”, como gosta de dizer a malta da PAF. Traduz, ainda, o jogo de mentiras sobre o défice que era importante até hoje e que, agora, já tanto faz.

Novo Banco: contradições e contos para crianças

Conto

No final de Agosto, a possibilidade de adiar a venda do Novo Banco chegou a ser equacionada mas o governo bateu o pé, defendendo a venda o mais rapidamente possível. Duas semanas depois, perante os sucessivos falhanços nas negociações, primeiro com o Anbang, depois com o Fosun, algo mudou e o primeiro-ministro afirmou “Não temos pressa nenhuma“. Haja coerência!

Entretanto, os técnicos da UTAO, a tal unidade técnica à qual a coligação exigia que a análise do programa do PS fosse sujeito, vieram alertar o governo para as consequências do adiamento da venda do Novo Banco, que poderá obrigar à emissão de dívida pública ou a recorrer aos depósitos da administração central, a tal que tem os cofres cheios. Já Marques Mendes, porta-voz não oficial do governo na SIC Notícias, informou no Sábado os portugueses que o processo será adiado até ao final do ano, após os testes de stress do BCE, confirmando os receios levantados pela UTAO. E Marques Mendes costuma estar bem informado. Mas não se preocupem que o governo já garantiu, ao melhor estilo de Cavaco Silva, que o processo não terá custos para os contribuintes. Durmam descansados.

Boa noite!

Até quando durará esta mentira?

PPC NB

No debate de ontem com Catarina Martins, Pedro Passos Coelho voltou a insistir no conto para crianças que o J Manuel Cordeiro desmontou de forma simples e objectiva. Ficam aqui algumas citações do primeiro-ministro, que ontem voltou a negar a realidade, aumentando o stock de mentiras com que insiste em bombardear os portugueses:

Ao contrário do que a senhora deputada Catarina Martins disse, o estado não perdeu dinheiro e portanto os contribuintes não perderam dinheiro com o Novo Banco. Nem irão perder. Quer dizer, o Estado emprestou ao Fundo de Resolução 3,9 mil milhões de euros, que vai receber porque emprestou, vai receber, e vai receber com juros, como de resto fez relativamente a outros bancos.

Não há nenhum impacto directo para os contribuintes, e não há porque será a banca que irá pagar qualquer prejuízo que possa haver, se houver prejuízo. Segundo, se isso acontecer, claro que o banco público que é e CGD terá a sua parte nessa matéria. Mas, nós não podemos querer ter um banco público para muitas coisas e depois, quando se trata de serem os bancos a pagar a factura, não ter custos.

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Tal como o BPN, também o BES foi nacionalizado

fundo de resolucao

Como já referiu o João Mendes, o fundo de resolução do NOVO BANCO contou com 4900 milhões de euros, dos quais 1000 milhões vieram da banca, CGD incluída, e 3900 milhões vieram directamente do Estado.

Isto é importante por dois motivos. Em primeiro lugar, ao contrário do que o governo PSD/CDS afirma, o BES foi nacionalizado. O processo apenas teve um nome diferente. E em segundo lugar, significa que os prejuízos não serão consequência de termos um banco público, tal como afirmou a ministra das finanças, mas sim do Estado ter entrado com a fatia de leão.

Vamos por partes. [Read more…]

E você, também acredita que o prejuízo da venda do Novo Banco não sairá do seu bolso?

Se acredita não fique alarmado. Anda por aí muito boa gente que acredita no Pai Natal, na inocência de José Sócrates ou na justiça portuguesa. Mas factos são factos, independentemente do que digam as Marias Luís Albuquerques desta vida. Quando um banco rebenta, você paga, não bufa (ou bufa um pouquinho vá lá) e nem se chateia muito com isso. Se chateasse não continuava a votar naqueles que resgatam bancos com o seu dinheiro. Isto no caso de integrar o lote, cada vez mais pequeno, da maioria da população que continua a votar no bloco central que resgata banqueiros.  [Read more…]

O governo é o responsável pela solução BES

Sem o aval do representante do accionista para isso mandatado, o governo, nunca a CGD teria entrado com os milhões para a solução BES. Caem por terra os argumentos do governo sobre ter sido responsabilidade do Banco de Portugal a escolha da solução BES.