Ceuta, Melilla e Gibraltar

Ontem, mais de seis mil marroquinos entraram em Ceuta a nado. Sim, a nado. Hoje, até ao meio dia, já são mais 2.700. Isto numa cidade autonómica com 80 mil habitantes. Ou seja, em dia e meio já entraram o equivalente a 10% da população da região. A nado, repito.

Esta crise humanitária levou o Primeiro Ministro espanhol a cancelar a sua viagem a Paris e está, a esta hora, a fazer uma declaração ao país. As relações entre Espanha e Marrocos nunca foram as melhores. Contudo, nunca estiveram tão azedas.

Para quem vê de fora fica a pergunta: Qual a razão para Espanha continuar em Ceuta e em Melilla? Qual a razão para a Grã-Bretanha continuar em Gibraltar?

Comments

  1. JgMenos says:

    Para quem vê de fora?
    Ceuta, como outros portos do norte de África era couto de piratas que D.João I de Portugal tratou de conquistar em 1415 Em 1640 o capitão da praça permaneceu fiel ao rei de Espanha.
    Em todo esse período e mais além, não existia o reino de Marrocos.
    Ponham os invasores num cercado a pão e água, ou ponham-nos à força para lá das cercas ou esta MERDA nunca mais acaba!!!!

    • POIS! says:

      Pois, ou seja…

      É tudo uma questão de pirataria.

      Em 1415 deu-se uma mudança de piratas. Em 1640 o pirata de serviço manteve-se ao serviço.

    • POIS! says:

      Pois impõe-se uma urgente resposta…

      À candente interrogação de JgMenos: “Para quem vê de fora?”.

      Embora se compreenda que toda a Humanidade estará, neste momento, em profunda reflexão. Eu, pelo Menos, apaguei a luz a fim de acelerar a meditação, mas ainda não cheguei a qualquer resultado.

      Receio não estar à altura de tamanha profundidade.

  2. Tal & Qual says:

    Ehehehehehe !!
    Coisas da História antiga !
    Além disso Ceuta é portuguesa.
    a cidade decidiu manter a sua bandeira que é composta por gomos brancos e pretos, à semelhança da bandeira da cidade de Lisboa, ostentando ao centro o escudo português.

  3. Tal & Qual says:
  4. Luís Lavoura says:

    Eu compreendo que o Reino Unido queira manter Gibraltar, que é uma base militar útil.
    Mas não compreendo para que quer Espanha manter Ceuta e Melilla, que só dão chatices e despesa, tal como anteriormente Ceuta deu a Portugal.

  5. Rui Naldinho says:

    Antes as grandes potências davam-lhes armas para se matarem uns aos outros. Foi assim durante a guerra fria e mesmo nos anos subsequentes. Era a luta tribal pelo Poder, pelas ideologias, … eram os grandes impérios económicos tipo Total, BP, Shell, etc a fomentar golpes de Estado, cujo único fim seria colocar um amigo que lhes facilitasse a exploração de petróleo, do gaz ou mineira, a baixo preço, à custa da miséria local.
    Com a globalização em força máxima a partir dos finais do século passado, e a aceleração do início do século, muitos destes países ficaram em boa parte entregues a bandos de criminosos, fundamentalistas islâmicos, vejam o caso da Líbia, por exemplo, da Etiópia, outro exemplo, da Síria, o Iraque, tudo países traçados a régua e esquadro pelos colonizadores. Depois a globalização mudou indústrias e tecnologias para a Ásia e América do Sul, tornando a Europa obsoleta.
    O que sobra é miséria, fome e pobreza. Maioria das vezes a própria morte, até pela falta de recursos. Sem alternativa resta-lhes a única porta de saída. A emigração a qualquer preço, mesmo com o risco de vida.
    Não, não estou a inferir que lhe voltemos a dar armas para se matarem uns aos outros. Estou só a pensar se é com esta actuação (des)concertada a nível internacional, até no plano económico financeiro, que vamos resolver estes problemas. Gostem ou não, acabarão por ser também nossos.

    • JgMenos says:

      A clareza da lógica esquerdalha:
      1 – Os exploradores do ocidente deixaram o controlo dos territórios que tomaram o controlo dos seus recursos e passaram a ser dirigidos por criminosos e corruptos.
      2 – Em consequência exportam os miseráveis que criaram para os países dos antigos exploradores
      3 – Então, há que resolver o problema, sem guerras, sem colonialismo, sem outros meios que não subvenções e investimentos que escapem à sanha da cambada dirigente e outros milagres.
      E se começarmos por impedir as entradas dos invasores?
      Aí virá a doutrina dos coitadinhos e a busca de mão-de-obra que sustente os ócios da cambada indígena!!!

      • POIS! says:

        Pois atenção, portugueses!

        O JgMenos é um grande patriota! Quer os seus ócios sustentados por gente de cá! Louvado seja!

      • estevesayres says:

        Estas sua posições/declarações tem um pouco de salazarismo, dos neofascistas do “Chega”….

      • Paulo Marques says:

        Estuda, Menos.
        1 – Regra geral, quem lá estava a mandar era criminoso, e quem lá ficou, regra geral, e quando não é para o caos, não ficou por acaso. Por ex, lá era a França capaz de deixar ex-colónias sem dependência de moeda estrangeira;
        2 – Em consequência do bonito serviço, continuam a ir para a “metrópole”, pois
        3 – E que tal sem exploração mercantilista, desde o CFA Franc, ao financiamento das ditaduras, venda de armas, e demais tácticas antigas.
        Se o teu querido coisinho e camaradas quisessem mesmo impedir a imigração ilegal, bem que ficavam sem financiamento de quem depende disso para dar lucro.

        • JgMenos says:

          Para o tadinho do Marques, este é um mundo de tadinhos:
          Tadinhos porque foram colónias
          Tadinhos por deixaram de ser colónias
          Tadinhos…tadinhos!

          • POIS! says:

            Pois, e…

            Para o tadinho do Menos, este é um mundo tadinho:

            Tadinho porque foi para as colónias
            Tadinho porque deixaram de ser colónias.
            Tadinho porque voltou das colónias.
            Tadinho…tadinho!

          • Paulo Marques says:

            Tadinho do menos por não saber ler, além de não saber fazer contas, e ainda ter orgulho nisso.

  6. Rosa de Lourdes Ribeiro says:

    E porque Olivença está na “posse” de Espanha?

    • POIS! says:

      Ai é? Pois está!

      E se eu for para lá, também fico “possuído”? Oxalá que sim!

      • Xantipa says:

        Tens tanta graça!

        Sais ao teu pai abrantes, que também me fazia rir muito!

        • POIS! says:

          Pois tá bem!

          Xantipa?

          V. Exa. além de psicopata agora é travesti?

          Pois não sei quem é esse tal “abrantes”. Só sei que frequenta os “Psicopatas Anónimos”, tal qual V. Exa. e o seu alter-ego.

          V. Exa. não está a ver quem é? Costuma ir às sessões acompanhado do Sócrates. Ainda noutro dia me relataram que lhe fez muitas cócegas no traseiro e V. Exa. gostou bastante.

          Riu-se muito!

          • Xantipa says:

            Bem me dizia o meu amigo Abstencionista, um jovem muito culto e inteligente, que não devia dar-te confiança que tu és como a canalha…abusas.

          • POIS! says:

            Pois, confiança..

            E alguém lhe a pediu? Deixe-se estar quietinho a fazer coisas mais úteis, como coser meias, aspirar a marquise, ou coisa assim e já ninguém “abusa”.

            Ou seja: abstenha-se de psicopatices e estamos conversados!

    • Tal & Qual says:

      O Tratado de Badajoz, também referido como Paz de Badajoz, foi celebrado na cidade espanhola de Badajoz, em 6 de junho de 1801, entre Portugal, por uma parte, e a Espanha e a França coligadas, pela outra.

      Este diploma colocava fim à chamada Guerra das Laranjas, embora tenha sido assinado por Portugal sob coação, já que o país encontrava-se ameaçado pela invasão de tropas francesas estacionadas na fronteira, em Cidade Rodrigo.

      Pelos seus termos, bastante severos para Portugal, estabelecia-se:

      Portugal fecharia os portos de todos os seus domínios às embarcações da Grã-Bretanha (art. II);
      A Espanha restituía a Portugal as fortificações e territórios conquistados de Juromenha, Arronches, Portalegre, Castelo de Vide, Barbacena, Campo Maior e Ouguela, com artilharia, espingardas e munições de guerra (art. III);
      A Espanha conservava, na qualidade de conquista, a praça-forte, território e população de Olivença, mantendo o rio Guadiana como linde daquele território com Portugal (art. IV);
      Eram indemnizados, de imediato, todos os danos e prejuízos causados durante o conflito pelas embarcações da Grã-Bretanha ou pelos súbditos de Portugal, assim como dadas as justas satisfações pelas presas feitas ilegalmente pela Espanha antes do conflito, com infracções do território ou debaixo do tiro de canhão das fortalezas dos domínios portugueses (art. V).
      Os termos do tratado foram ratificados pelo Príncipe-Regente de Portugal, D. João, no dia 14, e por Carlos IV de Espanha, a 21 do mesmo mês

      Por isto Dª Rosa !

  7. Paulo Marques says:

    Ceuta não sei, mas em relação a Gibraltar, os habitantes não querem (ou não queriam) mesmo não pertencer ao Reino Unido, pelo que a questão não se põe.

  8. Filipe Bastos says:

    Ah, que fácil é fazer de conta que não temos à porta 1.2 mil milhões de africanos e magrebinos desejosos de para cá vir.

    Isto fora todos os turcos, sírios, iraquianos, libaneses… sem falar dos indianos, bengalis, paquistaneses, afegãos…

    Não é nada connosco, né?

    E que fazer? Um muro não pode ser, tapa a vista… pomos minas no mar, como os alemães na II Guerra? Jaulas e bastões, como no ‘Children of Men’? Elegemos Le Pens, Orbáns e chulecos Ventura?

    Ou esperamos que os DDT resolvam a questão, lá dos seus bunkers e ilhas privadas, quando a guerra por recursos começar a sério e o excesso de população for… resolvido?

    • Paulo Marques says:

      Para quê um muro se temos um fosso? E aviões para os retornar, e acordos para não receber muitos refugiados (que nunca seriam, mas enfim).
      Quais Le Pen e Coisinho, se quem os financia ganha bem com imigrantes ilegais? Na Hungria a crise demográfica corre mal, é melhor não ir por aí.
      Mas, que excesso de população, exactamente, há para ser resolvido, com meio país vazio e nascimentos a cair, que obriga a dar valor zero a vidas humanas? Só há um, acharem que não são pessoas.

    • Filipe Bastos says:

      O fosso não chega, como se tem visto.

      O excesso de população não é na Europa, é no mundo; e um dia poderá ser também na Europa, ao ritmo a que os imigrantes africanos e muçulmanos se reproduzem. Claro que é mais fácil fingir que isso é sustentável.

      Tenho contra a ‘Festung Europa’ duas questões de princípio: ninguém escolhe onde nasce; e sendo igualitário não posso aceitar – sem ser hipócrita – tamanha desigualdade.

      A Europa tem a obrigação de ser melhor; mas se tudo cá entra um dia deixa de ser Europa. E isso também não pode ser.

      A melhor solução que me ocorre é ajudar os outros a melhorar. Mas e se os outros não querem ser ajudados?

      • Paulo Marques says:

        A Europa deixar de ser o que é, um antro de xulos, de facto era mesmo horripiliante. Nem as condições materiais têm nada a ver com taxas de reprodução. Enfim, coerência.
        Se não quiser um ou outro governo, quer outro, onde continuam a poupar na viagem. Mas convinha ser acompanhado de não destruir o que resta do clima, senão não adianta muito. E ser mesmo ajuda, não extracção de valor por outros meios.

      • Filipe Bastos says:

        Alguns europeus realmente chularam africanos, indianos, etc. e saquearam recursos naturais. Mas hoje?

        Hoje só um nº ainda mais ínfimo de mamões beneficia dos corruptos caciques locais. Mas tais mamões – a Banca, os ‘mercados’, as multinacionais – não são esquisitos: exploram também os europeus.

        Tal como a obsessão woke com a raça, a velha desculpa colonial já não colhe. A verdadeira divisão não é entre raças ou povos: é entre haves e have nots.

        E se acha que a taxa de fecundidade de africanos, asiáticos ou muçulmanos é sustentável, para a Europa ou para o planeta, está mais zarolho do que eu pensava.

        • Paulo Marques says:

          Pois, não colhe, não se vende armas, não se abriga a acordos comerciais, não se obriga a moedas estrangeiras, não sofrem maior impacto do clima, não há golpes de estado, nada, é tudo pacífico e são pobres porque querem..
          Eu não disse que é sustentável, disse que é indissociável das condições materiais, porque por muito que ainda não se perceba, se se depende da prole, esta é mais frágil, e o planeamento familiar não existe, o incentivo é que haja mais.


  9. Esta caldeirada de comentários consegue passar ao lado de vários problemas cruciais.
    1 – O norte africanos e asiáticos fogem para a Europa, entre outras razões, porque os donos do Continente, junto com o “amigo americano”, decidiram fazer a guerra contra aqueles povos, destruindo países até aí completamente viáveis e até de sucesso (=Líbia, Líbano, etc.).
    2 – Se o Ocidente vai lá saquear os recursos, então que alombe com as consequências. Por alguma razão, países altamente responsáveis pelas guerras (EUA, A. Saudita, Quatar, Emiratos…) recusam receber refugiados.
    3 – “A Europa assim deixará de ser Europa”. Provavelmente, mas pensassem nisso antes de ir lá arrasar aquilo tudo. Se alguém viesse aqui destruir tudo, nós faríamos o quê? Iamos para outro lado, obviamente.

    • Filipe Bastos says:

      “Arrasar aquilo tudo”? A canalha americana e o seu fantoche NATO sempre invadiram e bombardearam quem lhes deu na gana, mas quem o leia pensará que havia muito para arrasar.

      Quanto a consequências: quantos milhões de africanos e asiáticos já cá vivem, num continente tão menor que os deles? Pior: quantos não se integram nem querem integrar?

      • Paulo Marques says:

        Estranho que sendo só tribos no deserto tenham valido o dinheiro das bombas, quando bastava o vento já que nada tinham.

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