Catarina Eufémia sempre, fascismo nunca mais!

Foi assassinada com três tiros nas costas, por um agente GNR, há 67 anos. Por se manifestar por condições mais dignas de trabalho. No tempo pelo qual alguns suspiram, quando os “portugueses de bem” prendiam arbitrariamente, espancanvam, torturavam e assassinavam qualquer um que ousasse desafiar a indigência, a miséria e a ignorância impostas pelo autoritarismo salazarista, que a nova extrema-direita, com o apoio de alguns “moderados”, pretende, a todo o custo, reeditar. Não passarão. Fascismo, independentemente das veste e da propaganda, nunca mais.

Comments

  1. JgMenos says:

    A Nova História da cretinagem esquerdalha!!!

    Não têm um pingo de vergonha nas trombas.

    • POIS! says:

      Pois mas…porquê?

      Será que o autor deveria ter escrito “Fascismo nunca, Menos!”?

  2. JgMenos says:

    Assassínio ou assassinato é o ato ilegal de tirar a vida de outro ser humano sem justificativa ou desculpa legal válida, especialmente a morte ilegal de outro humano com malícia premeditada.
    Vêm estestes coirões que houve a intenção de matar um mulher, desarmada, grávida com um miúde de meses ao colo, no meio de uma multidão que oferecia muitos outros alvos.
    Verdadeiros palhaços que nem a tragédia respeitam!

    • carlos Almeida says:

      Queres escrever a historia, reles guarda livros slazarista ?

    • António Fernando Nabais says:

      O sonho do menos é entrar para a GNR, disparar contra pessoas que estão a protestar, as atrevidas, e ser ilibado porque não fez nada de ilegal. Já te esfregaste na tumba do Salazar esta semana? Foi bom para ti?

    • Filipe Bastos says:

      Interessante, Jg: então não é assassínio caso se esteja numa multidão ou haja alvos mais apetecíveis por perto?

      Bem, pode sempre mudar-se para os EUA e tornar-se advogado de defesa de mass shooters. Trabalho não falta.

      Sabe, voltando à Catarina Eufémia, quando se fala do PREC, geralmente pintado pelos direitistas e centristas como uma época de saque e horror, costumo lembrar-me dela. E da miséria que havia no Alentejo. E não só no Alentejo.

      Sabe porque houve PREC, Jg? Pelo mesmo motivo que houve e continua a haver esquerda. Porque os mamões mamam de mais. Porque a desigualdade e a injustiça matam. Nem sempre com tiros nas costas: costumam matar mais devagar, durante vidas inteiras de pobreza, exploração e desespero.

      O PREC teve um dom: meteu medo aos mamões; mostrou o que lhes pode acontecer. Precisamos que voltem a ter medo.

      • JgMenos says:

        Nem no português nem no inglês pareces competente.
        Provocar a morte de alguém é homicídio que pode ser involuntário, negligente, culposo e provavelmente outras versões que não necessariamente o assassínio.
        Mas esquerdalho e coirão malicioso são sinónimos.

        • POIS! says:

          Pois não me diga!

          Afinal…esquerdalho e Menos são sinónimos? Como foi possível? Ele é cada surpresa!

          Não me digam que entregaram a organização do dicionário a algum abrilesco! Só pode!


    • Claro que Catarina Eufémia não foi assassinada.
      Um pobre tenente da GNR apenas tentou acalmar a mulher que parecia possessa aplicando-lhe 18 gramas de chumbo divididas em 3 doses individuais consecutivas.
      Conseguiu o senhor tenente efetivamente acalmar a mulher. Mas o pobre homem não podia prever que ela padecia de uma invulgar alergia ao chumbo ficando ela em estado de apatia até aos dias de hoje.

    • POIS! says:

      Pois ficamos todos a saber…

      Que o JgMenos, afinal, foi Guarda Republicano. E estava em Baleizão a fazer o tirocínio para cabo quando a coisa se deu. E presenciou que os guardas, na altura, o que fizeram foi distribuir rosas pelas senhoras e cigarros aos senhores manifestantes.

      Não sabe é como as rosas se transformaram, de repente, em balas de calibre de guerra. Terá sido um milagre, mas não se sabe de quem. A Rainha Santa nem sequer estava por perto. Confirmou-se que continuava em Coimbra a repousar, a recuperar do tempo em que o D.Dinis lhe dava muito trabalho.

    • Paulo Marques says:

      Do botas ao IDF, ao menos é coerente no quanto desvaloriza a vida.


  3. Não é verdade que os regimes autoritários do período 1926-1974 “prendiam arbitrariamente, espancavam, torturavam e assassinavam qualquer um que ousasse desafiar a indigência, a miséria e a ignorância impostas pelo autoritarismo salazarista”. Passado o curto período do “reviralho” (até 1931), o regime da altura praticou essas arbitrariedades essencialmente contra comunistas (militantes, simpatizantes ou instrumentos úteis, como Catarina Eufémia e o General Humberto Delgado) – que, para esses regimes, eram aquilo que, sem tirar nem pôr, os “fascistas” são para o autor deste “post” (para ele e para a PM e o COPCON, que no curto Verão de 75, também “prendiam arbitrariamente, espancavam, e torturavam” que lhes apetecia): inimigos do regime constitucional. Mais: em todo o período em causa, e segundo a insuspeita Prof. Irene Flunser Pimentel (in “Vítimas de Salazar. Estado Novo e Violência Política”, Lisboa, 2007), o total de pessoas mortas por acção do aparelho repressivo foi de 41, ou seja, menos 6, em 48 anos, do que aquelas que a GNR mandou para a morte na EN236-1 no dia 17.06.2017. Sendo a violência política dos regimes autoritários do período 1926-1974 uma tragédia, seria útil contextualizá-la, por exemplo, com os mortos pela violência política no período 1911-1926, em que esse total foi mais do dobro (98, a que cabe acrescer as centenas de vítimas das várias insurreições e atentados bombistas), e em que a repressão sobre o movimento operário foi bem mais violenta. Isto não é “whataboutism”, é uma tentativa de contextualizar a “cartilha oficial” sobre os crimes (reais) do regime autoritário, face aos do regime que o precedeu (bem mais repressivo, pese intitular-se “democrático”) e à luz dos 48 anos da sua duração.


    • Claro que não é “whataboutism”.
      Apenas demonstra que não quer comparar maçãs com maçãs.
      Se o quisesse não misturaria as vitimas da ação deliberada de um regime autoritário com as vitimas resultantes do azar ou incompetência na catástrofe de Pedrogão em 2017.
      Foi pena não lhe terem ocorrido os mortos do acidente do avião da TAP na Madeira em 1977 para poder relativizar o massacre de Wiriyamu.


      • Limitei-me a comparar a o número de pessoas mortas, em regra com dolo eventual, pela forças policiais, em 48 anos de ditaduras, com o das que morreram num só dia devido à negligência das forças policiais, em democracia. Quando se qualifica essas ditaduras referindo que “assassinavam qualquer um que ousasse desafiar a indigência, a miséria e a ignorância impostas pelo autoritarismo” e o número de “assassinados”, ao longo de 48 anos, foi de 41, acho que se impõe alguma contextualização. Se quisesse “relativizar” o massacre de Wiriyamu, usava os números e “postava” as fotografias dos massacres do Norte de Angola, em 1961.

  4. Luís Lavoura says:

    Catarina Eufémia foi uma mulher que viveu há quase um século, quando o país era muito diferente do que é agora.

    Não tem qualquer atualidade. Faz parte da história. Tem reduzido ou nulo interesse para as gerações atuais.

    • João L Maio says:

      Por essa ordem de ideias, Jesus Cristo também não tem qualquer actualidade. Faz parte da história. Têm reduzido ou nenhum interesse para as gerações futuras.

      Porquê? Porque viveu há mais de um século, quando tudo era diferente do que é agora.

    • POIS! says:

      Pois muito bem!

      É como o Oliveira de Santa Comba. O interesse, para as gerações atuais ainda será Menos. Só se for para os estudiosos das técnicas de carpintaria de móveis.

      E já não vou falar do Afonso Henriques. Só interessa a meia dúzia de interessados em gajos a cavalo. E a psicanalistas, na parte em que bateu na mãe.

    • António Fernando Nabais says:

      Luís Lavoura, o futuro autor dos programas de História do Básico e do Secundário. Vai ser espectacular!

    • Paulo Marques says:

      Já o império dos descobrimentos…

  5. luis barreiro says:

    Ihor Homeniuk sempre, Socialismo nunca mais. Será que o amanuense pedirá satisfações ao antonio costa?

    • Paulo Marques says:

      Já é dia de o tirar da cartola outra vez? Pensei que era dia de falar mal de imigrantes, raios.

  6. JgMenos says:

    Mais uma história mal contada pelos abrilescos no seu talento de tudo tornar pestilento, ou porque transformam o bem em caricatura ou porque do mal fazem uma farsa.
    Fizeram do Sousa Mendes um herói e vítima do regime, quando não foi uma coisa nem outra. Carregado de filhos e com a secretária engravidada, resolveu cuidar dos seus, fazendo bem a outros; manteve salário e viveu sem outros sobressaltos.
    A Catarina, de infortunada assistente a uma manifestação, fizeram uma lutadora destemida, graduada em comunista, que dá desassombradamente as costas às balas estando grávida e tendo um filho ao colo!!!
    A bala que a matou, não é acidente ou acaso, é assassínio – deliberada intenção de a matar -visando-a de entre a multidão, e pelas costas, não com uma, mas com três balas, que toda a improbabilidade dispensa reflexão. Salva-se milagrosamente o filho para continuar a Luta.
    Vem agora a comissão de verificação das ‘narrativas’ aprovada recentemente.
    Vai ser divertido!!!