Deixem os predadores sexuais em paz, suas vagabundas!

Há tempos foi um revisor da CP. No Domingo foi um condutor dos Transportes Urbanos de Coimbra. E, num caso como noutro, o batalhão de bestas quadradas que patrulha as redes e as caixas de comentários dos jornais deu o ar da sua mentalmente indigente graça e sentenciou o caso: são elas, as vagabundas, badalhocas, vadias e putas que provocam os inocentes abusadores. São as saias, os decotes e o cabelo solto e cheiroso. O homem bem quer ser o sexo forte, mas estas porcas obrigam-nos a ser predadores sexuais. As mulheres, no entender destes trogloditas, deviam vestir-se como na mais radical das ditaduras wahhabitas: tapadas dos pés à cabeça, com uma viseira estreita para não se espetarem contra as paredes. E ser lapidadas em caso de não conformidade. Não admira que estes merdas sejam contra o feminismo. Era o que mais faltava, as mulheres ganharem consciência da sua condição e insurgir-se contra o papel socialmente instituído de subalternas submissas dos homens. Umas radicais! Moderados são os machistas, os misóginos e os violadores. Estivessem elas fechadinhas na cozinha, de avental e bandolete, a cozinhar, limpar, lavar, arrumar e a cuidar dos putos, e estaria tudo bem. No tempo do Salazar não havia estas bandalheiras. Raisparta a democracia.

Comments

  1. J. M. Freitas says:

    “são elas, as vagabundas, badalhocas, vadias e putas que provocam os inocentes abusadores.”
    Não, elas nunca.
    “O homem bem quer ser o sexo forte,”
    Ao homem complete ter um domínio completo e absoluto sobre os seus impulsos.
    As mulheres também gostam de sexo.
    “No tempo do Salazar não havia estas bandalheiras.” Havia, havia.
    “Não admira que estes merdas sejam contra o feminismo.”
    Quem é contra o feminismo é uma besta. Mas em democracia temos de tolerar tudo. E em ditadura também (tudo e mais alguma c coisa).

  2. JgMenos says:

    A uma bestialidade, nada com contrapor outra!

    Esta cambada não tem a menor ideia do que deve ser uma acção educativa em termos de assegurar um mínimo de civilidade neste planeta, e não naquele que habita a merda do corretês!

    Como abordar uma mulher ou como rejeitar um homem, sem incidentes que provoquem ofensas ou a histeria progressista, deveria ser parte dessa acção.
    E já agora o jogo contrário, se estamos em tempo de igualdade de género.
    Não, pelos vistos, tudo está entregue a um qualquer acaso indefinido, sem padrões de conduta como se sexo tivesse emigrado para uma qualquer clandestinidade, provavelmente digital.

    Do que ouvi do caso, não sei o que moveu o homem àquela acção, mas estou certo que se tivesse sido informado que o comportamento era tido por abusivo e que se continuado seria reportado, isso o teria detido.

    Mas não; as cenas decorrem como calha e logo que reportadas o corretês requer a indignação colectiva e, lá vem a cambada falar de tudo à molhada sem rumo nem juízo.

    • POIS! says:

      Pois, pois! Tem V. Exa. toda a razão, Sr. Menos!

      Portanto se V. Exa. começar a sentir sinais, ou sintomas tais como, bafo quente no pescoço, sensação de peso nas costas e toques insistentes no fundo das costas, deve reagir assim:

      “Ó Sr. fuzileiro, não estou a ver o que o move a esta ação. Informo respeitosamente que o seu comportamento pode ser tido como abusivo e, se insistir em continuar, terei de o reportar. Espero sinceramente que V. Exa. se detenha, no máximo, até daqui a meia hora”.

    • Paulo Marques says:

      Portanto, o pobre do homem não sabe o que quer dizer não é precisa de ser lembrado do que é crime, tal a falta de sangue no cérebro.
      Ainda bem que não é muçulmano…

  3. Filipe Bastos says:

    Pelo vídeo, o motorista dum autocarro apanha-se sozinho com uma moça e passa três minutos a ver se tem sorte. Não tem.

    O que torna a coisa mais creepy, além do abuso do cargo, é a insistência e o sorrisinho rebarbado do tipo, de pé em frente da moça sentada, enquanto esta lhe pede para se ir embora. Ela nunca se desmancha, ri-se sempre.

    O Jg tem alguma razão sobre a histeria destes tempos: da impunidade passou-se ao oposto, já só há agressores e vítimas, predadores e presas. Como se a natureza mudasse por decreto.

    Enquanto isso, em culturas mui apreciadas pela cambada woke, milhões de mulheres são realmente brutalizadas, oprimidas ou mortas. Quem lhes dera serem ‘só’ assediadas.

    Ainda assim, uma coisa não desculpa a outra; e o vídeo é algo penoso. A moça ri-se, mas que acontecia se enervasse o tipo? O Jg deve falar assim porque o não viu, ou porque sabe que não lhe acontece a ele. E para um direitalha isso chega.

    • Paulo Marques says:

      Agora imagine que é esse o cenário que tem que ter em conta sempre que vai sozinha, por causa de uma minoria de bestas. Por muito mais iluminados que sejamos, continuam a ir parar ao hospital e à morgue, sem se livrarem dos insultos de oferecida.

    • JgMenos says:

      «A moça ri-se, mas que acontecia se enervasse o tipo? »
      Você que viu, diga-me: se a moça não se ri-se e lhe desse um fora sem dentes à vista, seria maltratada, espancada, violada?
      O homem era um violento predador?

      Tudo cenários da novela de um país em que tudo é suposto ser ralé, e acaba sendo!

      • POIS! says:

        Pois temos de nos render!

        Á ponderada autocrítica de JgMenos.

        Um ser que, por total suposição, acabou sendo.

        Querem mais profundidade? Só no Canhão da Nazaré e na maré alta!

      • Filipe Bastos says:

        Você que viu, diga-me: se a moça não se ri-se…

        Se não se risse, Jg.

        Veja o vídeo. Não digo que a violasse, mas podia tornar-se desagradável. Depende de quão isolados e de quão seguro se sentisse. No lugar dela, gostaria de arriscar?

      • Paulo Marques says:

        Era a primeira, com certeza.

  4. Filipe Bastos says:

    P.S. A história do revisor do CP é muito diferente: pelo que vi, uma ‘modelo’ mamalhuda com um bruto decote ficou muito espantada por lhe repararem nas mamas. Que choque!

    Tirando o abuso do cargo, um funcionário não pode agir assim, ou a moça é tola ou faz-se. Aposto na segunda.


  5. Vi o vídeo. Parece-me que se deve distinguir o “atirar o barro à parede” inicial – que, sob pena de sermos todos uns eunucos sociais (como eu, que jamais faria tal coisa) não pode ser considerado abusivo (salvo do ponto de vista disciplinar, pois o homem está em horário de trabalho), e a insistência (e que insistência!) após o não “aos risinhos” da destinatária (um não claro teria sido melhor interpretado, mas percebe-se o medo da eventual reacção violenta), que é totalmente inaceitável e, naquele contexto, intimidatório. Daí também esta história nada tenha a ver com a do revisor da CP (salvo na infracção dos deveres para com a entidade empregadora), que se limitou a dizer uma piada, admita-se que sem graça – o que se fosse abusivo, implicava que toda a cáfila de “humoristas” que o PS subsidia com o meu dinheiro estivesse presa.

  6. Tal & Qual says:

    Olha que a cáfila dos humoristas do PSD é muito maior…

  7. Carlos Almeida says:

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