Juventude Xuxalista

Na primeira imagem, publicação do BE do dia 26-07-2021; na segunda, publicação da JS de hoje. A imitação não é de hoje, basta seguir as publicações.

 

 

 

 

 

 

 

A Juventude Socialista sente necessidade de imitar as abordagens do Bloco de Esquerda, porquê?

Será por albergarmos mais jovens como partido, sem precisarmos de “jotas”? Ou será uma forma de travestismo político, meramente para captar jovens para a agremiação e eleitores para o PS?

Como se sentem os jovens da JS quando percebem que o PS é radicalmente diferente da sua “jota”? É que a social-democracia da JS passa, rapidamente, a social-liberalismo no PS. Se calhar, é por etapas e passar de um para o outro é evolução.

No Bloco não precisamos de ter uma “jota” a defender X perante uma parte do eleitorado, enquanto o partido age e governa de forma Y. Não é congruente que a JS seja, e cito, “pela soberania e libertação do povo palestiniano” e que o PS, em plena Assembleia, vote contra uma proposta do Bloco que propunha que o governo… do PS… reconhecesse o Estado da Palestina (ver imagem abaixo).

Mas, a 2 de Junho, a Juventude Socialista assinalava o seguinte:

Se isto não é o o filho a contrariar o pai, será, certamente, o filho a angariar clientela ao pai.

A putrefacção do bloco central vê-se, também, nas suas “jotas” – meras escolas de formação de boys, capazes de defender o avesso na jota e o avesso do avesso no partido em si, estratégia que é, sobretudo, identificável no PS/JS (falar da JSD ou da JPP só mesmo com um balde ao lado, porque corre-se sempre o risco de regurgitar, tal é a semelhança dessas “jotas” com o clube-Ventura). Mas talvez esse seja, mesmo, o objectivo, e, neste caso, o inocente seja eu… afinal, os boys sabem sempre melhor.

Isto é gente que não sabe disfarçar.

Comments

  1. Filipe Bastos says:

    Mas talvez … o inocente seja eu…

    Não sei se inocente, Maio, mas certamente confuso: por um lado identifica as jotas como aquilo que são – fábricas de boys, trafulhas e tachistas – mas por outro parece esperar do PS e da JS – talvez a pior delas – alguma espécie de seriedade ou coerência.

    É como ir a um congresso da máfia e vir de lá muito chocado por serem todos uns bandidos. Quem diria.

    Note que a incoerência é neste caso o menor dos males: o PS dir-lhe-á que é ‘diversidade’, ‘pluralidade’ e outras balelas. Além de que faz parte da juventude ser radical, dir-lhe-ão, enquanto os governos têm de ser pragmáticos. E se tentar discordar, recordar-lhe-ão que: 1) v. é jovem; 2) v. é do BE, cujo papel é protestar e não governar.

    Maio, num país só meio decente o PS já nem existia: metade do gangue estava na choça, o resto a caminho. Isso é que devia preocupá-lo, não cartazes duns aspirantes a chulos.

    • João L. Maio says:

      Bastos,

      Como sabe, nada espero. Apenas puxei da ironia para pôr tirar o cobro à hipocrisia das “jotinhas”. No entanto, inocente serei de certeza – quando mais não seja pela juventude que, ainda, pulsa em mim.

      Bem-haja.


  2. Quando a JS começar a imitar os memes da IL é que será preocupante.

  3. Luís Lavoura says:

    imitar as abordagens do Bloco de Esquerda

    Não vejo imitação nenhuma.

    Vejo apenas uma abordagem que teve sucesso e que outros partidos procuram emular, com uma estratégia similar mas sem plágio.

    A Iniciativa Liberal faz o mesmo, produzindo cartazes engraçados, tal como o Bloco em tempos fazia (e porventura ainda faz).

    O Bloco não tem direitos de autor. Trata-se somente de técnicas de marketing (político), que qualquer partido pode livremente utilizar.

  4. Filipe Bastos says:

    OK Maio, quer ouvir o óbvio, é isso?

    A jota do PS copia, ou ‘inspira-se’ na do BE, porque esta é melhor. O BE, com todos os seus defeitos, é mesmo de esquerda: não quer só tacho, quer um país e uma sociedade diferente.

    Por isso atrai jovens como o Maio ou a Mortágua, que têm ideais, criatividade e sangue na guelra, enquanto o PS atrai carneiros, culambistas e pascácios como um tal Miguel Matos, deputedo e líder da Juventude Sucateira, que dá entrevistas a dizer que para uma ilha deserta levava… o António Bosta.

    Então, é normal que, para ir passando por ‘esquerda’, vão copiando a esquerda. O BE é a escolha natural, sendo todo marketing, todo carinhas larocas; comunica melhor que qualquer partido.

    Mas isto é, ou devia ser, irrelevante. Os partidos são meros grupos de assalto ao poder. Não são a democracia. Na sua actual forma são até nocivos à democracia. As jotas também.

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