Livros com géneros diferentes


A verdadeira diferença de género.

Jotas

PÚBLICO, 30/04/2017

O P2 dedicou um artigo às jotas. Lemos sobre o amor à política por parte dos protagonistas e da sua luta contra a má imagem das juventudes partidárias.

Que bonito.

Até que o choque com a realidade mostra como alguns actos falam mais alto do que as palavras. [Read more…]

Bilhete do Canadá – Fenómeno curioso


Continua a Universidade de Verão do PSD, diz a RTP. Passam imagens de molhos de jotinhas a agitar bandeiras da loja e a babarem-se à ideia de virem a ter tacho garantido. Um magrote, sem graça nenhuma, disse sem se rir que está a preparar-se para ser primeiro-ministro. Temos de reconhecer que o Passos Coelho, a Maria Luís Albuquerque, o Relvas, o MarquinToino e quejandos, fizeram escola. O mesmo acaba de se passar com o CDS.

E eis que os criadores de gado entram em fúria porque a palha encareceu. É isto todos os anos. Coisa estranha! Porque será?

A mobilidade social à distância de um balido

Congresso

Tenho pouca paciência para congressos partidários. São exercícios algo hipócritas, onde tudo aparenta ser maravilhosamente belo e convergente, apesar das facas em anexo. O líder tende a surgir perante as massas como uma espécie de Deus, os notáveis fazem fila para polir o seu calçado, os aspirantes voltam para casa com as línguas inchadas e as manifestações de discordância, quando há lugar a tal atrevimento, primam pela timidez e pela contenção politicamente correcta. Salvo raras excepções. No fundo, os congressos acabam por ser um pouco o espelho daquilo que temos na Assembleia da República: elegemos deputados para nos representarem mas os seus braços votam em função daquilo que o topo da pirâmide partidária decide. Como um rebanho que segue o seu pastor. [Read more…]

Os jotas são só os do PSD?

Não raro lemos e ouvimos, sobre um político, “é mais um jota!”. E isto é referido como comentário depreciativo do personagem em causa. Vejamos o CV deste: Licenciatura em Direito, dirigente associativo, militante de uma jota, deputado municipal (Lisboa, 1982 e 1993), deputado à Assembleia da República (1991 e 1995), vereador eleito ao município de Loures (1993), dirigente de um partido político (1987/1990 e desde 1994 até agora), Secretário de Estado (1995/1997), Ministro (1997/2002 e 2005/2007)), deputado e vice-presidente no Parlamento Europeu (2004/2005), Presidente de Câmara (2007/2014?). Trata-se de António Costa, candidato a dirigente máximo do PS, e consequentemente candidato a 1º. Ministro. 

Será o preferido de muita gente, até da Impresa/SIC, mas porque é que ninguém o apelida de “jota” como fazem a outros?

Ao cuidado dos papás

Apesar de se ter tornado uma ambição lusitana comum, o facto é que hoje em dia ser Engenheiro ou Doutor não é princípio de sucesso. Pode ser, sim, reflexo de sucesso, no sentido de alguém, após ter atingido certo patamar social e económico, conseguir ser Engenheiro ou Doutor, o que é bem diferente.

Hoje, é mais difícil arranjar quem saiba de pichelaria ou de carpintaria, do que quem perceba de Direito, Engenharia Civil ou Gestão. O problema é que os primeiros, ao contrário dos segundos, não são tratados por Doutores ou Engenheiros, logo não são tão apelativos. Ainda que os segundos se acantonem, cada vez mais, no “mercado do desemprego”.

Uma medida que poderia potencializar a aproximação do ensino ao mercado de  trabalho, apesar da crise que vivemos, seria criar as licenciaturas em pichelaria, carpintaria, e demais artes, cujos profissionais são mais do que solicitados. Eu tenho-me visto bem mais à rasca para arranjar um picheleiro do que teria, se precisasse, de um pneumologista.

Mas isso depende de mudanças governativas e essas levam tanto tempo a acontecer, que o melhor é desde já os papás começarem a ponderar dar menos importância onde vão pôr o filho a estudar e antes cuidar de os inscrever na mais produtiva juventude partidária. Será mais importante uma inscrição numa boa “Jota”, do que em qualquer escola, colégio  ou universidade. Escola com eventual interesse só se for uma de futebol. O ideal é matricular os filhos numa escola de futebol e, mais tarde, numa “Jota” com boas perspectivas de carreira. O melhor de dois mundos, que tão interligados estão.

O resto, estudos académicos e afins, será o menos. Um bom lançamento pelas escolas  das “Jotas”, será o suficiente para um dia a pessoa até se licenciar por faxe, ou obter mesmo uma pós-graduações antes de ser licenciado. E mesmo que os vossos filhos não se licenciem, não será isso que os impedirá de ganhar milhões de Euros, seja onde for.

Por isso, caros papás, tratem já de garantir o melhor futuro para os vossos filhinhos, não percam as novas oportunidades que o futuro lhes desenha. Pode ser que assim, uma dia mais tarde, eles demonstrem alguma gratidão e vos escolham um bom lar de idosos.