
O silêncio também fala
03/10/2021 by João L. Maio
Filed Under: política nacional, sociedade Tagged With: bpp, Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo, João rendeiro, justiça à portuguesa, o silêncio dos inocentes
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Dos Tradutores Contra o Acordo Ortográfico
“Costuma dizer-se que quem não chora não mama. Ah, esperem, não é isso”.
#abortoortográfico #anedótico #ridículo #línguadescaracterizada #revogação

Os neonazis vão estar em festa na Maia. Não vai haver polícias para nos bater.
Para o presidente do FC Porto, isto é um “contacto” normal. Lembrei-me logo do inofensivo contacto do dia 16 de Fevereiro de 2016.
Efectivamente: 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; etc.
O Bochechas é um castiço.
—Diogo Hoffbauer
Estive contigo há mais de 30 anos nas grades do Coliseu.
Agora é só descer a rua. Anda!
“A maior parte da música é uma merda”
–-Mário Barreiros
“Isto é muito confuso para a tua cabeça”
—Jorge Jesus
“Não está em causa o direito à opinião, está em causa o relativismo opinativo”
—Ana Cristina Leonardo
Mourinho é uma recente prova viva de que as derrotas não são inevitáveis, coisíssima nenhuma. E o jornalista da Cadena SER ficou sem resposta à altura e, pior, sem a informação.

Os africanos invadiram África. Ele há cada coisa…
É verdade. Escreveu aquele “agora facto é igual a fato (de roupa)” e nunca se retractou.

Foto:Paulo Novais/Lusa
The Guardian. O que interessa é a arte, a arte, a arte!

(Foto de Francis Goodman/Getty Images)
Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
Cotrim de Figueiredo dirá sempre que “não cospe no prato onde comeu”, o que poder-se-ia considerar uma atenuante, moralmente aceitável, só que em política as coisas não se passam assim. Se não formos coerentes com aquilo que defendemos e prometemos, tornamo-nos falaciosos. Não podemos ser contra o Sócrates, e acharmos tudo isto uma coisa insignificante.
Aliás, a IL é ela mesma uma falácia em termos ideológicos. Uma das muitas variantes do velho PSD, com conceitos ultra liberais na economia, ainda que preservando alguns valores democráticos, pelo menos na retórica. Convém no entanto dizer que nunca foram postos à prova. No Chile estes liberais apoiaram incondicionalmente Pinochet. Ou seja, são liberais até ao dia em que um ditador de índole fascista saltar para o poder, e aí cai-lhes o liberalismo.
A fuga de Rendeiro deu-se no início da pretérita semana, e o normal seria um coro de protestos e indignação de todos os quadrantes políticos e nos média, em especial aquela direita moralista, cheia de regras sobre a ética, sobre a corrupção, sobre a dívida e a contenção salarial, promotora da parcimónia das classes médias. Não, com algumas excepções, essa mesma direita ignorou por completo o assunto, limitando-se a meia dúzia de lamentações.
Cotrim é mais um desses surdos mudos, que um dia destes virá grunhir contra a falta de lisura um qualquer presidente de junta de freguesia, de um Arroios qualquer que por aí aparecer.
Vem muito a propósito.
Até porque hoje se falou muito dos “Pandora Papers”. (embora o que veio a público relativo á malta de cá seja, mais uma vez, assuntos de “arraia miúda”…)
As práticas do sector bancário-financeiro e as dos seus homens de mão no poder político constituem o maior rombo no casco da tão limpinha ideologia liberalesca, representada por cá pelo Dr. Cotrimtim. Cada vez mais se prova que se trata de atividades intrinsecamente desonestas. A que o poder não põe cobro por razões óbvias.
Basta constatar um facto: os “off-shores” e quejandos só subsistem porque existe comunicação com o sistema bancário legal. De outro modo seriam poços de extinção de ativos.