
O silêncio também fala
03/10/2021 by João L. Maio
Filed Under: política nacional, sociedade Tagged With: bpp, Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo, João rendeiro, justiça à portuguesa, o silêncio dos inocentes
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.


Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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Cotrim de Figueiredo dirá sempre que “não cospe no prato onde comeu”, o que poder-se-ia considerar uma atenuante, moralmente aceitável, só que em política as coisas não se passam assim. Se não formos coerentes com aquilo que defendemos e prometemos, tornamo-nos falaciosos. Não podemos ser contra o Sócrates, e acharmos tudo isto uma coisa insignificante.
Aliás, a IL é ela mesma uma falácia em termos ideológicos. Uma das muitas variantes do velho PSD, com conceitos ultra liberais na economia, ainda que preservando alguns valores democráticos, pelo menos na retórica. Convém no entanto dizer que nunca foram postos à prova. No Chile estes liberais apoiaram incondicionalmente Pinochet. Ou seja, são liberais até ao dia em que um ditador de índole fascista saltar para o poder, e aí cai-lhes o liberalismo.
A fuga de Rendeiro deu-se no início da pretérita semana, e o normal seria um coro de protestos e indignação de todos os quadrantes políticos e nos média, em especial aquela direita moralista, cheia de regras sobre a ética, sobre a corrupção, sobre a dívida e a contenção salarial, promotora da parcimónia das classes médias. Não, com algumas excepções, essa mesma direita ignorou por completo o assunto, limitando-se a meia dúzia de lamentações.
Cotrim é mais um desses surdos mudos, que um dia destes virá grunhir contra a falta de lisura um qualquer presidente de junta de freguesia, de um Arroios qualquer que por aí aparecer.
Vem muito a propósito.
Até porque hoje se falou muito dos “Pandora Papers”. (embora o que veio a público relativo á malta de cá seja, mais uma vez, assuntos de “arraia miúda”…)
As práticas do sector bancário-financeiro e as dos seus homens de mão no poder político constituem o maior rombo no casco da tão limpinha ideologia liberalesca, representada por cá pelo Dr. Cotrimtim. Cada vez mais se prova que se trata de atividades intrinsecamente desonestas. A que o poder não põe cobro por razões óbvias.
Basta constatar um facto: os “off-shores” e quejandos só subsistem porque existe comunicação com o sistema bancário legal. De outro modo seriam poços de extinção de ativos.