Salazar e o atraso estrutural de Portugal

Ouço e leio muita gente falar no atraso de Portugal em relação aos países de Leste, simplificando e reduzindo a complexidade do problema a “são países liberais”, como se, para além da Estónia, onde a pobreza e a exclusão social têm uma dimensão bem mais preocupante do que em Portugal, mais algum país de leste fosse verdadeiramente liberal, para lá de meia-dúzia de reformas, privatizações ou destruição de direitos laborais.

Se vamos simplificar, comparemos ditaduras e olhemos para o que foi e Educação no Estado Novo e na União Soviética. Censura e doutrinamentos à parte, que existiam em ambos os regimes, há algo que salta à vista: enquanto a estratégia de Salazar residia na ignorância programada de crianças descalças com escolas miseráveis, com a maior parte a não passar do ensino primário, quando o concluíam, a União Soviética investia rios de dinheiro na educação dos cidadãos, o que garantia uma sociedade com elevados níveis de literacia, apesar da opressão e dos pés não menos descalços. De outra forma, não teria tido sequer a possibilidade de competir com os EUA durante as décadas da Guerra Fria.

Ainda hoje, praticamente todas os países que integraram a antiga URSS têm níveis de alfabetização superiores ao nosso. Seja a própria Federação Russa, seja a Moldávia. E se este atraso na educação, que é factual, tem um culpado original, esse culpado chama-se António de Oliveira Salazar. Por isso, da próxima vez que ouvirem alguém culpar o “socialismo” pelo atraso face a esses países, tenham paciência e sejam tolerantes. É possível que se trate de uma vítima dessa ignorância programada, que foi parte intrínseca de todos os regimes de extrema-direita no sul da Europa. E sem literacia não há massa crítica, nem bons professores, nem bons cientistas, nem bons empresários, nem bons engenheiros, and so on. Estejamos, pois, agradecidos à revolução de Abril, aos instrumentos que ela nos deu e à capacidade que tivemos de, em menos de 50 anos, recuperar um atraso gigantesco, ensinando a maior parte da população a ler e escrever, a somar e subtrair, formando centenas de milhares de excelentes profissionais, erradicando, quase por completo, a estratégia de estupidificação ancorada no Fado, Fátima e Futebol. Existem outros factores, sem sombra de dúvida, mas sociedade alguma evolui sem educação de qualidade e respeito, a todos os níveis, por aqueles que podem fazer a diferença: os professores.

Comments

  1. Alexandre Barreira says:

    ….e o “tintol” dava de comer a muita “alma”….aliás……ainda se nota…..com as “guerilhas” internas do PSD…e CDS…..!!!

  2. Rui Naldinho says:

    Em 1968 quando o “botas” se finou, Portugal ainda registava uma taxa oficial de 25% de analfabetos. Maior nas mulheres do que nós homens. Estas ultrapassavam os 30%.
    No início da II Guerra Mundial, 1939, a Holanda não tinha registo de uma qualquer taxa de analfabetismo. Haveria porventura analfabetos, mas de forma residual.

    • Rui Naldinho says:

      HOLANDA

      DADOS CULTURAIS E SOCIAIS:

      População (grupos étnicos): neerlandeses 96%, indonésios, guianeses e outros 4%

      Idioma: neerlandês (oficial)

      Religião: cristianismo 54% (católicos 33%, Igreja Reformista Holandesa 14%, calvinistas 7%), islamismo 4,1%, hinduísmo 0,5%, sem filiação 39%, outras 2,4%

      IDH: 0,944 (Pnud 2019) – índice de desenvolvimento humano muito alto.

      Expectativa de Vida ao nascer: 82 anos (Pnud 2017)

      Taxa de analfabetismo: 0,83% (referência: ano de 2020)

      Índice de Gini (ano de 2015): 0,282 – baixo

      • POIS! says:

        Informo…

        Que fui eu que coloquei o “rate down” neste comentário.

        A minha posição sobre o que diz o Naldinho é firme e sem ambiguidades: estou contra!

        • British says:

          “estou contra!”

          So What ?

          • POIS! says:

            “What?” Why?

            Do you rather mean “watt”?

            Please enlighten us!

          • POIS! says:

            Bem, já agora, a pedido de várias famílias inglesas, uma precisão:

            Estou contra sobre o que o Naldinho diz sobre a Holanda. Para começar, porque agora se chama Países Baixos. E depois, por tudo o resto.

            Acho que esclareci bem a minha posição.

            PS. Já sobre o “post” anterior, aquele que fala de calçado de inverno, estou 100 por cento a favor. Ou mais!

      • POIS! says:

        E já lá está mais uma mãozinha para baixo!

        Vê, naldinho? Já não sou só eu que estou contra!

        Eu, por mim, extinguia mesmo aquilo tudo!

        O quê? A Holanda. Ou melhor, os Países Baixos.

        Desculpem lá, mas agora tenho de ir ali pôr umas gajas na rua. Estão-me a beber o vinho todo!

  3. Luís Lavoura says:

    este atraso na educação, que é factual, tem um culpado original, esse culpado chama-se António de Oliveira Salazar

    A educação progrediu substancialmente durante o tempo de Salazar. Pode o João Mendes pensar que poderia (e deveria) ter progredido ainda mais, mas o facto é que progrediu muito. Os níveis de literacia eram muito superiores em 1970 aos que havia em 1930. O regime de Salazar investiu muito substancialmente na construção de escolas, tal como o João Mendes pode ainda hoje constatar dando uma volta pelo país. E também investiu na concessão de bolsas aos melhores estudantes, como por exemplo o meu pai, que era filho de camponeses pobres mas desde os 10 anos de idade estudou no liceu, a 25 km da casa materna, a expensas do Estado.

    • Helder says:

      Claro, e o seu pai, um exemplo de show off desse regime, apenas para dizer o que acabou de dizer “ha e tal, o regime até fazia pelos miúdos…”, contrasta com centenas de milhares que foram precisamente como o texto referiu. Tipico…

    • Rui Naldinho says:

      Não bastava investir nas escolas. Havia muito mais a fazer.
      É verdade que a maior parte dessas escolas com duas, três ou quatro salas, nada mais do que isso, construídas em Granito ou Tijolo Maciço, dependendo das regiões, algumas com uma simples braseira no canto da sala, para o inverno, e a maior parte delas com soalho no pavimento. Estas construções iniciaram-se após o fim da II Guerra Mundial, por volta de 1948. Um plano gizado pelo Estado Novo com o fim de evitar a fuga para as cidades, precisamente por causa da escolaridade, diminuindo potenciais efeitos da desertificação o campo, coisa que os latifundiários não podiam aceitar.
      No início os professores, chamados eventuais, nem formação adequada tinham. Eram sim pessoas já com a escolaridade primária feita, e que a troco de um mísero ordenado, se candidatavam a dar aulas aos conterrâneos mais novos.
      Só que o nosso ordenamento demográfico não facilitava a ida às escolas, uma vez que mais de metade das populações, os camponeses, ocupavam propriedades rurais dispersas pelo território, longe das povoações, os chamados lugares, umas como rendeiros ou meeiros, outras apenas como ganhões, e só iam à aldeia no domingo para a missa.
      É comum ouvirmos histórias de vida de alguém que percorria a pé e descalço vários quilómetros para ir à escola, apenas com uma côdea de pão na sacola.
      Só em meados dos anos 60 apareceu a chamada “cantina escolar”. Tinha a finalidade de alimentar as crianças mais carenciadas, quase todas, com um lanche, na escola, para que não estivessem durante todo o período letivo em jejum.

    • José Peralta says:

      Luís Lavoura

      Eis aqui as maravilhas vividas pelo seu pai :

      https://ensina.rtp.pt/dossie/a-vida-no-estado-novo/

      • Luís Lavoura says:

        José Peralta,

        a vida do meu pai não foi maravilhosa. Na aldeia, ia à escola de pés decalços, como os outros. Na universidade, durante a 2ª Guerra, faltava pão – davam-lhe somente uma carcaça por dia. Finda a Universidade, para ter emprego, foi para as Forças Armadas.

        O que eu quis dizer foi que, como aluno de alto aproveitamento que sempre foi, recebeu benesses do Estado, em especial o poder prosseguir os estudos para além da escola primária, apesar de os pais dele serem muito pobres e viverem numa aldeia. Com 11 anos de idade, foi estudar para o liceu na capital de distrito, vivendo portanto a partir dessa idade longe dos pais (aliás, longe da mãe, dado que o pai dele estava emigrado no Brasil para ganhar algum).

        Não se pense que no tempo de Salazar somente os ricos podiam estudar. O regime teve o cuidado de também dar oportunidade de estudar aos muito pobres, quando se verificava serem muito bons alunos.

        • José Peralta says:

          Luís Lavoura

          Acredito que, certamente sem se aperceber, está a minimizar o seu Pai !

          Porque O MÉRITO, foi dele, e o merecimento que teve no salazarismo, foi tão sómente uma excepção, das poucas que havia…

          “As benesses do Estado”, como lhes chama, deviam ser uma obrigação desse mesmo Estado, para todos, pobres ou ricos, mas… NÃO ERAM !

          O facto de dizer que o seu Pai, “na aldeia, ia à escola de pés descalços, como os outros” e, se foi para a Universidade, para além da carcaça e da fome, teve certamente muitas outras provações para “subir a corda a pulso”. E isso só me dá razão sobre o que penso do “estado novo” !

          Embora a penúria na situação na II Guerra Mundial, se fizesse sentir maior e mais aguda,foi mais, muito mais, nas classes mais pobres, do que na dos ricos, possidentes, terratenentes…

          Nas famílias ricas, por exemplo, quem ia de madrugada para as filas do racionamento ? Era a filha da família, ou a jovem “criada de servir” que se levantava às 4 da manhã?

          Muito pequeno, lembro-me da minha Avó materna, que vivia com os meus então jovens pais, a saír de madrugada, com os boletins de racionamento…

          Para não me repetir, e por economia de tempo, peço-lhe que leia a minha resposta ao JgMenos !

  4. POIS! says:

    Mas uma coisa é certa, ó Mendes…

    E basta analisar a foto. No regime salazaresco a higiene progrediu imenso, assim como se tornou um regime pioneiro na utilização das energias renováveis.

    Basta ver a malta da foto a afastar cheiro a suor dos sovacos utilizando apenas o arejamento natural, dispensando desodorizantes químicos.

    Depois de higienizado o sovaco direito passavam ao esquerdo. mas disso já não fizeram foto porque, nesse tempo, os rolos eram muito caros.

    .

  5. JgMenos says:

    Como é típico da esquerdalhice, o investimento público depende em exclusivo de os governantes terem boas ideias e de as aplicarem.
    Inventariar recursos, avaliar a dependência externa, nada disso deve impedir que se invista, e quanto o necessário, nas boas ideias.

    Já lá vão mais de 47 anos de esquerdalhice, Salazar caiu da cadeira há mais de 53 anos, mas ainda estamos a pagar a herança, apesar de já aliviada do peso do ouro.

    A Europa de Leste e os países Bálticos só foram retardados pelo regime soviético. A União Soviética criou bolhas tecnológicas ao serviço do seu projecto imperial.

    O que por lá não havia, e provavelmente não há, é o facilitismo e o corretês abrlilesco, com o seu cortejo de inovações educativas, indisciplina, culto de uma igualdade na mediocridade, e outras pragas que por cá são cultivadas como virtudes.

    • Paulo Marques says:

      Se a província é tão má, que nem aprecia o quanto te pagam para o divino labor de retirar capital do país, porque não sais da zona de conforto? Pensa nisso,

      • JgMenos says:

        Vai-te f* mais a tua mania de que sabes quem eu sou e o que faço.

        • POIS! says:

          Pois o quê?

          Afinal o Paulo Marques é o autor da letra da canção “E Depois do Adeus?”.

          Que revelação assombrosa!

        • Paulo Marques says:

          Quanto o querido Tonibler quiser deixar de foder o país, insultando toda a gente que discorda pelo caminho, terá o desejo.

    • POIS! says:

      Pois não posso crer!

      Ainda estamos “a pagar a herança”?

      Então V. Exa. ainda não está pago? Francamente! Isto ainda vai ser pior que a Ponte!

    • José Peralta says:

      Ó “menos”…

      Mas que excitação ! A tua vida de direitalho, em Democracia, deve ser um tormento, saudoso que és da pide, da legião, da saudalção nazi !

      A saudade que tens, das calças com fundilhos, do pé descalço e das alpargatas, da mortalidade infantil (as crianças eram “uma coisa que morria muito”…) do analfabetismo generalizado, porque saber ler, era perigoso, dava acesso à informação, à resistência, quiçá à “indisciplina social”, era preciso manter o Povo, de joelho no chão e de boné na mão estendida, às senhorecas de hirsuto “bigode”, mulheres de ministros (dos ministros, eram…”esposas” !), de negro vestidas da “obra das mães pela educação nacional”, que davam uma vez por ano, uma ridícula prendinha às famílias numerosas, “fabricantes” de futura mão de obra barata e, depois, escravizada e abandonada à sua sorte…

      Que saudade deves ter desse País maravilhoso, que o 25 de Abril, em boa hora TE estragou…

      Que saudades tens destes tempos luminosos :

      https://ensina.rtp.pt/artigo/o-ideal-feminino-do-estado-novo/

      • JgMenos says:

        És um idiota contumaz.
        Pior, sentes-te gratificado pela tua idiotice.
        À falta de argumentos para hoje, reconstróis o passado por forma a reconfortares-te com o facto de ser passado, ignorando um presente que nem queres avaliar.

        • Tuga says:

          JgMenos

          “reconstróis o passado” ????????

          “reconstróis o passado ”

          Só mesmo um guarda livros Salazarista serôdio, tem a pouca vergonha de escrever isto

          “reconstróis o passado” .

          Claro para quem estava do lado das elites do estado Novo, vulgo fascismo, esse passado que existiu para a maioria do povo português, nunca existiu.

          Tem vergonha

          • José Peralta says:

            Ó “menos”

            Não é assim que consegues esconder o néscio alarve contumaz e fascistóide que és…

            Não é assim que consegues negar um passado ainda recente e presente.

            Tão pouco consegues esconder, aliás és mais uma prova provada da vivência e liberdade que a Democracia te oferece, para a qual nunca contribuiste, mas que te permite, e a muitos como tu, bolsar, regurgitar como uma vaca louca, os ataques que lhe fazes !

            E podes fazê-lo, sem que tenhas alguém que te impeça, ou que te mande para uma pide, para levares “uns safanões a tempo”…e és tão quadrado, que nem aprecias o valor que isso tem !

            Ora diz lá, se nos teus tempos saudosos do fascismo, tinhas a liberdade, de “exercer” este onanismo insano e cobarde, (escondido num pseudónimo), que não perdes aqui a oportunidade de exibir?

            “Parafraseando-te”, ó “menos”, vai-te foder com a tua negação da História !

            Bem a tentas “desconstruir”…é a tua ambição “vacum”!

            Regurgita, regurgita…se não, ainda rebentas…

        • JgMenos says:

          Peralta, continuas a reconfortar-te com o passado que crias e a ignorar o presente, onde mais que a voz, está a acção de idiotas do teu calibre.

          E não apeles à democracia em teu socorro, que da democracia só te interessa a mama, que o culto da verdade e a leal confrontação de ideias que lhe deviam ser raíz e cimento, nada te dizem.

          Papagueias a propaganda de vendidos a uma ideologia que produz um sistema corrupto e desprezível, que por conveniência chamas democracia.

          • POIS! says:

            JgMenos, continuas a reconfortar-te com o passado que crias e a ignorar o presente, onde mais que a voz, persiste a acção de idiotas do teu calibre.

            E não apeles a uma qualquer democracia em teu socorro, que da democracia só te interessa a mama, que o culto da verdade e a confrontação de ideias nada te dizem nem disseram.

            Papagueias a propaganda de vendidos a uma ideologia que produziu um sistema corrupto e desprezível, a que por conveniência chamaste “estado novo”.

          • José Peralta says:

            O “mentes”

            Continua assim, a masturbar-te aqui, com o teu vício solitário.

            Frente ao espelho, para fingires que não estás só !

            Quanto ao “sistema corrupto”, não tens nada a dizer sobre o “incorruptível” manholas e assasino de S.ta Comba ?

            Essa amnésia já não tem cura…

  6. JgMenos says:

    A indigência da cambada abrilesca mede-se pelo empenho em denegrir o Estado Novo. O objectivo é duplo:
    – Evitam falar dos montões de coisa nenhuma produzidos a partir de montões de dinheiro emprestado..
    – Obtêm créditos, menorizando o ponto de partido.

    Para tudo isso mobilizam a principal produção abrilesca: a falta de vergonha!
    Já o facto de que medem o passado de há dezenas de anos como se fosse coisa de ontem (tecnologia, conjuntura internacional, objectivos nacionais…), atribuo à mais popular e tolerada das virtudes abrilescas – a estupidez.

    • POIS! says:

      A indigência da cambada salazaresca mede-se pelo empenho em denegrir a Democracia. O objectivo é duplo:

      – Evitam falar dos montões de coisa nenhuma então produzidos.
      – Obtêm créditos, menorizando o ponto a que se chegou.

      Para tudo isso mobilizam a principal produção salazaresca: a falta de vergonha!

      Já o facto de que medem o presente como se fosse coisa de há dezenas de anos (tecnologia, conjuntura internacional, objectivos nacionais…), atribuo à mais popular e tolerada das virtudes salazarescas – a estupidez

      • José Peralta says:

        Estás a ver, ó “menos” ?

        A esta resposta, chamo eu o”efeito de espelho” ou “efeito boomerang”…

        Se fosse uma granada, explodia-te no teclado ! És um gajo de sorte…ó “menos” !

    • Paulo Marques says:

      Estamos a ser modernos, a economia moderna move-se a créditos para todo o lado, e nem os bancos centrais conseguem parar.

  7. Filipe Bastos says:

    Talvez o maior passatempo nacional: discutir o Botas.

    O Lavoura até nos dá uma pérola de perseverance porn, a bolsa do seu pai. Temos assim de agradecer ao benemérito Estado Novo o prazer das suas intervenções: sem essa ajuda aos pobrezinhos, a família Lavoura não teria ido além da lavoura.

    Sendo justo, Salazar herdou um país analfabeto e miserável; muita coisa melhorou. Mas melhorou muito menos do que devia; e como diz o João Mendes, na educação qualquer país a leste estava muito à frente de Portugal. Ainda hoje isso se nota.

    Isso, ainda assim, não explica tudo. Lamento, Mendes. São quase 50 anos de partidocracia abrileira. A desculpa do Botas já não pega. Chega de branquear este regime podre.

    • POIS! says:

      Bastos, woke!

      Quem discutir o Botas: cancelado!

      Por exemplo, prosas destas:

      “Sendo justo, Salazar herdou um país analfabeto e miserável; muita coisa melhorou. Mas melhorou muito menos do que devia; e como diz o João Mendes, na educação qualquer país a leste estava muito à frente de Portugal. Ainda hoje isso se nota”.

      Cancelamento imediato!

    • Tuga says:

      Filipe Bostas

      Que eras um infiltrado provocador armado em “esquerdista”, já todos tínhamos percebido.
      Notado estava já que o JgMenos, Salazarista militante, nunca dedicou uma linha a te criticar, ou sequer te referir o que é estranho para não dizer suspeito

      Mas e ainda bem, para que alguns ainda distraídos te conheçam, que tenhas a lata e escrever :

      “Lamento, Mendes. São quase 50 anos de partidocracia abrileira. A desculpa do Botas já não pega. Chega de branquear este regime podre”.

      Farinha do mesmo saco, mas prefiro o Menos, é mais sério do que tu,

    • Filipe Bastos says:

      POIS:

      Consigo compreender que quem sofreu com o Estado Novo veja as coisas de certa maneira; compreendo menos que um jovem como o Mendes, doutrinado pela escumalha abrileira, não seja capaz de questionar nada dela.

      Porque é escumalha: quem nos chula, rouba, endivida e atrasa há décadas são os Chulares, os Cavacos, os Guterres, os Durões, os 44s, Passos e Bostas; quem enriqueceu e mamou à conta da nossa ruína foram também eles; não o Botas.

      O Botas bateu a bota há 50 anos. Uma coisa é registar as suas culpas, e são muitas, outra é continuar obcecado por ele após 40, 50, 60, quiçá 70 anos, se cá estivermos. O Botas não foi Hitler. Portugal não foi destruído nem ocupado. Tivemos muito tempo, recebemos muitas esmolas. Já não pega, POIS.

      Tuga:
      Bardamerda, troll.


  8. Falta destacar que, se por um lado o Salazar nos livrou de gramar com os comunistas nas décadas de 30, 40, 50 e 60 do século passado – altura em que eles matavam gente aos milhões (e sem ter de ser tão bruto com eles como foi a I República) – por outro lado fez com que tivéssemos de gramar com eles daí em diante – o que, em custos de subdesenvolvimento, nos custou e custa biliões (em vidas foi mais aos africanos e aos timorenses).

    • POIS! says:

      Pois foi.

      Mas isso porque o Oliveira da Cerejeira não conseguiu enxergar a solução ideal.

      Que passava por ele mesmo se tornar comunista.


      • Certo. E, nesse caso, veríamos por aí jovens burgueses a circular com t-shirts com a esfíngica efígie do ditador de Santa Comba (lamentavelmente, feitas na China sem nos pagarem direitos).

        • POIS! says:

          Pois teria mesmo de ser feitas na China.

          Se é de lá que vêm as Senhoras de Fátima, não é por acaso.

          Diz-se até que o Oliveira da Cerejeira já é um produto tipicamente chinês. Nessa altura já fabricavam o modelo da foto, que levantava o braços direito por pressão hidráulica.

          Mais tarde, haveria de aparecer um ainda mais sofisticado. Bastava gritar “Mussolini!” e os braço levantava logo.

          Até reza a lenda que o Oliveira experimentou o mecanismo num sítio mais abaixo, mas com fracos resultados.

    • Paulo Marques says:

      Pois, a dependência estrangeira que tanto apoias em tratados não conta para nada, são os que não têm poder.
      Não te trates.


  9. este texto sem números tem valor nulo.

    como evoluiu a taxa de analfabetismo em portugal, desde que o marques de pombal destruiu o ensino por cá?

    • POIS! says:

      Pois…

      O “Marques de pombal”? Voltou? Realmente há muito que não era visto!

      Era ele que tinha aquela tasca ao pé do Cardal onde vendia queijadas da Ti Maria Rata às pazadas, para acompanhar uns copázios de licor de chícharo!

      Não admira que tenha destruído o ensino. Havia malta da escola que bebia às litradas!

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