Salazar e o atraso estrutural de Portugal

Ouço e leio muita gente falar no atraso de Portugal em relação aos países de Leste, simplificando e reduzindo a complexidade do problema a “são países liberais”, como se, para além da Estónia, onde a pobreza e a exclusão social têm uma dimensão bem mais preocupante do que em Portugal, mais algum país de leste fosse verdadeiramente liberal, para lá de meia-dúzia de reformas, privatizações ou destruição de direitos laborais.

Se vamos simplificar, comparemos ditaduras e olhemos para o que foi e Educação no Estado Novo e na União Soviética. Censura e doutrinamentos à parte, que existiam em ambos os regimes, há algo que salta à vista: enquanto a estratégia de Salazar residia na ignorância programada de crianças descalças com escolas miseráveis, com a maior parte a não passar do ensino primário, quando o concluíam, a União Soviética investia rios de dinheiro na educação dos cidadãos, o que garantia uma sociedade com elevados níveis de literacia, apesar da opressão e dos pés não menos descalços. De outra forma, não teria tido sequer a possibilidade de competir com os EUA durante as décadas da Guerra Fria.

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Derrota para o FC do Porto?

Pois, fica para a próxima. Lamentamos imenso.

SiMPLEX

Recebi uma carta registada de uma instituição pública, notificando-me de uma decisão administrativa e dando-me dez dias para impugnar judicialmente.

 

A carta tem a data de 16/09/2009 e eu recebi-a no dia 27/10/2009, isto é, um mês e onze dias depois.

 

Receoso que se tivesse desencaminhado "no meio caminho andado" dos CTT, desloquei-me à estação de correios da minha zona. Lá estava a data de entrada nos CTT, 23/10/2009 . Demorou quatro dias a chegar às minhas mãos após a sua entrada nos CTT.

 

 É, pois, a instituição que escreveu a carta com data de 16/09/2009 e que me dá dez dias para reagir, que está profundamente imbuída do espirito Simplex. E, agora, como vai ser ? Hoje já verifiquei, via Internet, no "sitio" da instituição, que foi feito um registo de uma acção que deveria ser posterior à minha impugnação, a que tenho direito.

 

Vou lá amanhã, dizer à senhora do balcão, com provas documentais, que não tive oportunidade de exercer os meus direitos cívicos.

 

Quantos papéis e solicitações e caminhadas vou ter que fazer para me concederem o previlégio de exercer o meu direito de cidadão?

 

Multiplique-se estres atrazos de vida, por milhares de cidadãos, por milhares de empresas, e fica-se com uma ideia do que são e como são prejudiciais os chamados "custos de contexto" !

 

Trata-se de entregar em tempo útil uma simples " carta a Garcia…"