A FDUL e o Alexandre Guerreiro – esclarecimento:

Sobre a “notícia” que teve origem na Revista Visão sobre o Alexandre Guerreiro, o Professor Carlos Blanco ( FDUL) já esclareceu* o seguinte

“A informação é falsa.
1. Guerreiro que é doutorado pela Faculdade foi proposto na reunião de ontem como investigador numa lista de pessoas ao Conselho Científico do Centro de Investigação.
2. Vários investigadores objectaram à inclusão.
3. Clarifiquei, como coordenador científico, que a não inclusão se deveria centrar em razões científicas e de mérito e não por delito de opinião. Tanto mais que foi convidado como orador externo para uma iniciativa em Abril sobre a Ucrânia.
4. Por proposta do Presidente do Conselho, Prof. Sérvulo Correia, de forma a que não fosse prejudicada a inclusão de outros candidatos que era pacífica, foi adiada a votação sobre a inclusão do dr. Guerreiro para uma sessão futura do órgão.
5. Não se pode expulsar de um centro de investigação alguém que não o integra como investigador. A notícia foi deliberadamente deturpada.”

A notícia foi escrita por Mafalda Anjos, directora da revista Visão.. Não foi uma estagiária, foi mesmo a directora….

*Informação recolhida na página do João Gonçalves

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Esse Alexandre Guerreiro não deve valer grande espingarda, sendo ele doutorado ou não, mas vocês estão a fazer dele uma verdadeira “arma de destruição maciça”. Será que a narrativa dele convence alguém? Duvido.
    Vi-o uma vez de relance, estilo zaping, e achei aquilo tudo tão forçado, que aproveitei para mudar para outras paragens.
    Podemos criticar a forma como chegámos a esta guerra. Podemos criticar a forma desastrada como alguns interlocutores agiram até dia da invasão. Podemos criticar a hipocrisia de alguns comentadores e agentes políticos, no que às guerras diz respeito. Só que partir do momento em que Putin dá ordem aos seus exércitos para invadirem um país soberano, arrastando a Ucrânia para uma crise humanitária, com todas as consequências dramáticas que se vão desenrolando no teatro de operações, só há um lado a defender. O lado do agredido.
    Nesse contexto, o tal Alexandre Guerreiro faz o papel de quê?
    Advogado do Diabo? Idiota útil?
    É necessário persegui-lo como se ele fosse um pária?
    Não me parece.

  2. POIS! says:

    É o que faz a pressa propagandeira! Já aqui houve mais casos duvidosos, mas desde que isto se tornou o “twitaventar” passa-se á frente e é como se não fosse nada.

    Realmente, como diz o Naldinho, o tipo não é grande espingarda, direi mais, não é, sequer, espingarda. E, se fosse, deveria ser mandado diretamente para a Ucrânia com um cunhete de munições acoplado. Seria lá mais útil.

    Sobre a obra jurídica da criatura, li que defende que, à face do Direito Internacional pode ser justificada a anexação da Crimeia e o separatismo do “Donbass”. Em abstrato, a primeira até pode ser defensável, podem alinhar-se uns argumentos que esbarram, na minha modestíssima opinião, no reconhecimento que foi feito, na prática, das fronteiras de cada país aquando da “desunião da União”.

    A segunda, não me parece mesmo. Ou teríamos por aí muitas outras situações bem mais evidentes. A começar pela Catalunha e o País Basco.

    Bem, mas houve o Kosovo…

  3. Fernando Manuel Rodrigues says:

    A Mafalda Anjos é uma das “paineleiras” de serviço do canal de TeleLixo que dá pelo nome de CNN Portugal. Fiquei agora a saber que também é directora da revista “visão”. Felizmente nunca dei um cêntimo para essa m…

    Vindo dela a notícia, esperar alguma coisa de últil, fiável e isento seria um exercício vão. O “jornalixo” continua em grande no nosso país.

  4. Jorge Martins says:

    Delito de opiniao? No caso em apreço podemos encontrar semelhanças com a designação operação militar especial por parte dos russos para se referirem à guerra.
    Mas será que em relação à guerra pode existir opinião relativamente a se é boa ou má?
    O assunto é motivo de opinião, ou de certeza que é errado e representa o mal?

    CORRAM COM O GAJO.

    • Paulo Marques says:

      Mas em todas, ou esta em específico? Sendo que, imagino eu, mas é acima da minha camioneta, não deve andar muito longe do doutoramento, que nem sequer é admitido a provas sem forte validação académica?
      Palco académico não é igual a palco mediático.

  5. Lourdes Ribeiro says:

    Boa tarde. Não há assuntos mais importantes? A COVID 19 ainda anda por cá, a guerra económica avança e elimina povos e a guerra na Ucrânia provoca ainda mais miséria e o Mundo esqueceu os problemas ambientais que se multiplicam com as mortes e as bombas.
    A apologia do monólogo, do ódio, do distanciamento, da repressão e da humilhação só produz vencidos. Pobre III milénio que tão tristemente será analisada pelas gerações futuras.. Como TUDO isto se tornou possível quando a Paz parecia ser dado adquirido após a segunda guerra mundial. Será que a humanidade ainda está na imaturidade?

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