A música de Rammstein é vinho de outra pipa…

Foi preciso que, na Base Aérea de Rammstein, Alemanha, o Secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin (no  Encontro de Líderes do Exército) estivesse presente para o governo alemão retomar o esforço europeu em prol do armamento do exército ucraniano.

Depois de semanas e semanas em que as elites políticas alemãs não queriam ceder, a exemplo do que aconteceu com o famoso Nordsteen 2, bastou a palavra de um alto dirigente americano para tudo mudar. Ou seja, só os EUA conseguem impor o que quer que seja aos dirigentes políticos alemães. Fica a pergunta: porque será? Responda quem saiba…

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Não é preciso sermos muito inteligentes.
    Mas para falarmos a sério sobre o assunto temos de começar pelo final da II Guerra Mundial. Só depois deveremos passar às exportações alemãs e ao seu superávit.
    Haverá um dia em que este assunto tocará também a China.
    Mas até lá pode ser que tudo isto acabe, se não tivermos juízo.

  2. POIS! says:

    Pois pois, mas onde está a admiração?

    A malta, por aqui, já sabia disto tudo.

    A mulher a dias do meu vizinho, que tem um Mercedes muito bonito alimentado a gás e o senhor do talho aqui do bairro são colunistas assíduos do “Libertad Digital”. Até foram sócios e tudo, estão é ainda à espera que o Barcenas lhes devolva o carcanhol que lá puseram.

    Foram eles, aliás, que denunciaram a venda de armas a Putin, no valor de milhões de euros, já depois de decretado o embargo por causa da anexação da Crimeia, compradas através de um crowdfunding promovido por uma Internacional dos Partidos da Extrema Esquerda Mundial.

  3. Paulo Marques says:

    Os americanos controlam os europeus? Olha, estou chocado!

  4. Fernando Manuel Rodrigues says:

    Confesso que não percebo o regozijo pelo facto de os americanos terem vindo impor uma mudança de rumo à Alemanha.

    Pessoalmente acho isso lamentável, e um muito mau sinal. Teria gstado muito mais de ter ouvido um sonoro: “Metam-se na vossa vida”.

    • Pimba! says:

      Bem verdade, mas isso näo é possível a países da OTAN.

      Podem de tudo fazer… menos ir contra os interesses dos EUA.

    • Rui Naldinho says:

      A Europa não quer gastar dinheiro com a sua defesa. Só não vê quem não quer.
      Mesmo o fabrico de armas para venda a países terceiros, está muito aquém das indústrias de defesa dos EUA e da Rússia. Esses, como imperialistas que são, vendem tudo. Até vendem ditadores a preceito e na hora exacta. Há os de esquerda e os de direita. “Tudo a bem dos povos indígenas”.
      A dependência dos Europeus em matéria de defesa, dos EUA, não vem de agora. Vem lá muito de trás. A Europa fundadora da CEE, e até a da moeda única, era toda ela um Estado Social, pouco dado a gastar dinheiro com armas e tropas. Pode mudar agora, mas ainda assim duvido.
      Os EUA e o Canadá são dois mega países compostos na sua génese por fluxos migratórios com origem na Europa, abrangendo quase todas as comunidades, com predominância para as anglo saxónicas, mas também francófonos e hispânicos. Isto para além dos negros, descendentes de escravos. Dito isto, com excepção da disputa do Quebec, maioritariamente francês, do resto do Canadá, diria que os nacionalismos no seio destes parceiros da OTAN não existe.
      Os nacionalismos sempre foram muito mais perigosos e bélicos na Europa, com duas guerras mundiais, do que no continente Americano. A guerra civil no EUA teve origens numa outra abordagem.
      Acho piada quando nos pomos a falar, armados em Doutores da mula russa, sobre as fronteiras traçadas a régua e esquadro pelas potências coloniais nos antigos territórios ultramarinos sejam eles na Ásia, América ou África, quando aqui bem perto temos uma quantidade enorme de “casamentos mal resolvidos”, onde os nacionalismos emergem à flor da pele, como por exemplo, na vizinha Espanha. Mas podíamos ir para a Escócia ou para a Córsega. Ou a Jugoslávia e até mesmo a separação da antiga Checoslováquia.
      Quem pode manda. Quem não manda cumpre.

      • Rui Naldinho says:

        Esqueci-me de um pormenor. Nos EUA e no Canadá as comunidades dominantes são as anglo saxónicas, as francófonas e as hispânicas, para além de outras europeias, tão dominantes economicamente, ainda que menos numerosas, porque deram cabo dos povos indígenas.
        Se na América Central e do Sul ainda há mestiçagem, nos EUA e Canadá ela é residual.

        • Paulo Marques says:

          Depende muito do estado. Mas não falta a régua e o esquadro, da não muito relevante geometria dos estados à muito relevante geometria dos distritos eleitorais.


  5. Ramstein, base aérea dos EUA na Alemanha, só tem um “m”, Rammstein, conjunto de músicos alemães geniais, tem dois. 2. É sabido que os americanos têm, ciclicamente, de vir à Europa pôr os alemães na ordem, dado que, estes, em ditadura e democracia, denotam grande dificuldade em distinguir o certo do errado (vou dar um exemplo de “errado”: continuar a encharcar o Putin de dinheiro para pagar armas para exterminar ucranianos).

    • Fernando Manuel Rodrigues says:

      Errado para quem? Os governantes alemães têm de atender, em primeiro lugar, aos interesses e necessidades do povo que os elegeu, e que espera que façam o melhor por ele (povo), não aos interesses dos americanos, dos ucranianos, dos ingleses, dos franceses ou quaisquer outros.

      Da mesma maneira que o governante de França (que parece que uqre ser o Presidente da Europa) tem de atender em primeiro lugar ao interssse dos franceses.

      Depois queixam-se da “extrema-direita” e dos “nacionalistas”.


  6. Foi exactamente o que fez o último governante alemão que obrigou os americanos a “deslocar-se” à Europa: “atender, em primeiro lugar, aos interesses e necessidades do povo que o elegeu” – os interesses dos alemães em reunificar-se com os seus compatriotas da Áustria, dos Sudetas, de Memel, do Corredor de Danzig e de Posen, da Alsácia… e em ver-se livre de judeus, ciganos, comunistas, homossexuais. Malandros dos americanos, que não tiveram em consideração os interesses dos eleitores alemães!

    • Pimba! says:

      Interessante o seu ponto de vista…
      porque convenientemente ignora que os EUA ignoraram os feitos desse “governante”, e muitos até lhes teceram eivadas loas.
      Só quando o Japäo resolveu bombardear Pearl Harbour é que os EUA acordaram. Antes também estavam a “atender, em primeiro lugar, aos interesses e necessidades do povo que o elegeu”.

      E convenientemente também ignora quem é que realmente contribuiu para derrotar esse “governante”: a URSS e os seus 27 milhöes de caídos em combate.


      • Bem antes de Pearl Harbour, já os EUA apoiavam o Reino Unido e a União Soviética com dinheiro, carburante e armamento, através do programa “lend-lease”, que foi essencial para estes resistirem à agressão nazi (é só ver o que se passa na Ucrânia). E bem antes de Pearl Harbour, a administração Roosevelt já estava “acordada”, para o perigo nazi, tanto que foi para a Europa, e não para o Pacífico, que orientou primeiro o seu esforço de guerra (e, provavelmente, até se “deixou atacar” no Pacífico para ter um pretexto para intervir na guerra europeia, face ao poderoso partido isolacionista). Não posso “convenientemente ignorar” algo que não tinha nada a ver com o assunto que estava a abordar, como o papel da URSS na derrota dos nazis, mas aproveito para rectificar que “caídos em combate” (ou em campos de prisioneiros de guerra) foram (e é um número brutal) 8 a 10 milhões de combatentes soviéticos, um pequeno desvio relativamente ao número que indicou (culpa do Google ou do cabeçalho do artigo da Wikipedia, suponho).

    • Paulo Marques says:

      Para cuidar dos interesses, primeiro é preciso interessar-se por eles, seja o pão e a paz, seja o direito à saúde e educação, e que funcionem. Interesses megalómanos para ficar na história são outra coisa, seja a eugenia, seja o Novo Século Americano (e derivados), de resto insustentáveis desperdícios que não cuidam dos interesses dos cidadãos.
      Custa a crer que não seja mais uma fuga para a frente, numa desunião cheia delas, a encher uma banheira de problemas não resolvidos. Os EUA são mais espertos, se depois de venderem tecnologia aos Nazis vieram buscar os cientistas para ameaçar o verdadeiro inimigo ™, conseguiram, e conseguem, controlar por completo os seus aliados, em que nem a espionagem tem consequências.

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