Lisboa antiga, Lisboa moderna

Na Lisboa antiga, quem lá trabalha sabe que não pode lá viver, pois para quem trabalha não é suportável pagar rendas excessivas ou andar de airbnb em airbnb.

Na Lisboa moderna, tudo é diferente. Há rooftops, sunsets, beers em pubs e chefs com Michelin, onde só os que usam anel no mindinho são livres de circular.

Duas Lisboas, na mesma Lisboa. Obrigado, neo-liberalismo.

Comments

  1. JgMenos says:

    O ‘anel no mindinho’!
    A unha comprida seria mais a tua praia.

    A cambada só fala em pão, habitação, saúde e educação…e uns trocos para tudo o mais.
    Só é preciso que os neo-liberais paguem impostos para lhes sustentar os ‘direitos’.

    • Paulo Marques says:

      Não, só é preciso que se deixe de fazerem-lhes as vontades, quem faz o pão, a habitação, a saúde, e a educação também trata do resto quando lhes deixarem.
      Afinal de contas, vamos ter que empobrecer para os salvar outra vez, para ver se é desta que funciona!

    • João L Maio says:

      Só se fosse para te coçar a noção.

  2. Joana Quelhas says:

    Assim como o Maio , eu quero viver no centro de Lesboa,
    Quero ir a pé para o emprego e depois do dito quero ir aos bares e restaurantes chiques.
    Já disse.
    O governo tem que me criar as condições inclusivas , justas e igualitárias para isso.
    E quais são as condições justas e igualitárias ? As q forem necessárias para podermos frequentar estas locais chiques com “chefs” e modismos estrangeirados como sejam salários “dignos”… etc , o Maio sabe, tudo o que for menos que isso é o maldito capitalismo…

    Joana Quelhas

    • POIS! says:

      Pois mas creia que Vosselência…

      Nem precisa do tal “salário digno” estrangeirado para frequentar esses locais.

      “Lesboa” está cheia de Greys ricalhaços à procura de “Anastácias” Quelhas.

      Assim, Vosselência já pode ser escrava e divertir-se na mesma.

      Estão á sua espera umas chicotadas socialistas no lombo e uns eletrochoques comunas na espinhela. Ui!

    • Paulo Marques says:

      Só pode ter uma cidade para locais se construir uma cidade para locais. O que a Joana caricatura é um contra-senso; existe, é certo, mas não é Maio, é em quem come as benesses do capitalismo e ainda não foi espezinhado.

      • Paulo Marques says:

        Por falar nisso, como é que vai a aposta das poupanças nas criptocoisas e acções da Tesla? Já foram canceladas?

    • João L Maio says:

      Eu não quero nada, Queillas. Mas há gente que só quer ter onde viver sem ter de vender um rim.

  3. Anonimo says:

    Um dos problemas é que tudo quer viver em Lisboa ou Porto. Mais de metade do país enfiado em duas metrópoles.
    O resto é província para ir fazer uma almoçarada ao fim de semana e fazer turismo

    • Paulo Marques says:

      E onde estão o emprego e os serviços, cada vez mais? Ciclos viciosos, qué isso?

      • Anonimo says:

        Pois, não sei. Ninguém quer saber.
        A “intelectualidade” portuga fala de Portugal-país referindo-se a Lisboa-cidade. O Governo faz uns tours pela província em tempos de eleições.
        Os migrantes que se instalam em Matosinhos ou Cacém cedo esquecem a sua origem rural.
        E assim se anda.
        Resolver o problema demográfico e de coesão territorial devia ser “o” desígnio nacional. Em vez disso passam-se horas a discutir percentagens nos escalões IRS e tostões no salário mínimo.
        Ou então assumir e vender isto ao retalho. Decerto que os alemães compariam o Algarve, os nórdicos acham piada ao Interior, podem ficar com as Beiras e Trás-os-Montes.

        • Paulo Marques says:

          Mudam-se os institutos de sítio, de preferência para a segunda cidade, e fica tudo resolvido.

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