Da Madeira nada de novo

Há quem fique admirado com o domínio absoluto do PSD na Madeira, mas ele não só não surpreende, como encontra paralelo no domínio quase absoluto do PS no país.

A Madeira é a região do país com maior risco de pobreza. Dados da Pordata, citados em peças do Observador e da RTP, revelam que 1 em cada 4 madeirenses vive em risco de pobreza. O desemprego é elevado, a taxa de analfabetismo é a segunda mais alta, o nível de instrução escolar é inferior à média nacional e a população envelhece a uma velocidade superior à do continente.

Existe outra Madeira, construída por Alberto João Jardim, que tem como herdeiro Miguel Albuquerque. A Madeira dos barões da Quinta Vigia, que controlam o turismo, a construção civil e todos os grandes negócios do arquipélago. A Madeira do offshore, onde empresas fantasma trabalham o ofício da evasão fiscal sob um manto de opacidade que pouco ou nada beneficia a população ou o país.

Quando as grandes instituições públicas e privadas são controladas por uma pequena elite, coesa e politicamente articulada, sobra pouca margem para alternativas. A Madeira é e será deles, as grandes fortunas continuarão a prosperar e os indicadores sociais seguirão desfasados da riqueza produzida. A Madeira mais não é do que uma representação fiel do país que temos, em ponto pequeno. Com os mesmos vícios e o mesmo diagnóstico desolador.

Comments

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    • British says:

      What ?

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  2. balio says:

    A Madeira é a região do país com maior risco de pobreza.

    Não são os Açores?

    Os Açores têm índices sócio-económicos que, segundo já ouvi dizer, são de longe os piores do país.

    • Ernesto says:

      Não são os Açores?

      Os Açores têm índices sócio-económicos que, segundo já ouvi dizer, são de longe os piores do País.

      Em que snack bar ouviu dizer isso?

  3. Rui Naldinho says:

    Concordo com tudo o que o João Mendes escreveu.
    Mas há algo que eu gostaria de acrescentar.
    Com excepção de Lisboa, Porto, Setúbal, Braga e Aveiro, regiões fortemente industrializadas, apesar de tudo as mais ricas, dentro da nossa pobreza endémica, e onde o eleitorado está mais politizado, fruto de circunstâncias várias que não vou aqui abordar, o facto é que nas regiões mais pobres de Portugal, o domínio eleitoral é do PS e do PSD de forma avassaladora, em face da restante esquerda activista.
    Se tentarmos fazer um esforço, basta olharmos para o Algarve, uma região continental turística por excelência, onde o PS tem 5 deputados, o PSD tem 3 e o Chega 1.
    Mas o Algarve não é a região mais pobre, de todo. Temos por exemplo, Portalegre, 1 deputado para o PS e outro para o PSD, Viseu 3 para o PSD e 2 para o PS, Guarda, Castelo Branco, Vila Real, Bragança, etc.
    Com excepção do BE que elegeu um deputado em 2019, no Algarve, há alguns anos, também o PCP, o facto é que nestas regiões mais pobres e de trabalho precário, quem domina o voto, são alternadamente PSD e PS.
    Ora, seria normal, em regiões tão pobres, haver alguma representatividade do PCP, do BE e do Livre. Mas de facto não há. Porque os empregadores dessa gente são os edis eleitos pelos dois partidos do Centrão. E as pouquíssimas empresas privadas dessas regiões, gravitam em torno das autarquias e CCDR’s.

    Voltemos então ao fenómeno migratório. As regiões do interior de Portugal foram fortemente arrastadas para a emigração. Por causas diversas, sendo a económica a mais forte, mas também a guerra colonial. Seria normal esta gente votar também em partidos de esquerda. Mas não. Votam na direita e uma boa parte no PS.
    Recuso-me passar um atestado de menoridade intelectual aos Madeirenses. Não me parece que o interior do Continente esteja melhor que a Madeira, pelo contrário, por votar nestes 47 anos no PSD.
    Gostemos ou não de Alberto João Jardim, a forma como sempre se posicionou em relação ao Continente, mesmo contra governos do PSD, quase como se estivesse a chamar-nos colonialistas, trouxe-lhe frutos. É populista? Claro que é.
    Chamem-lhe os nomes que quiserem, mas demagogo ou não, soube manter-se no poder.
    Já o PS com aquela sua mania de querer agradar a todos para não agradar a ninguém, jamais ganhará a Madeira, pelo menos nos próximos anos. A não ser que de uma vez por todas se predisponha a aglutinar toda a esquerda, numa grande coligação, com um prévio programa eleitoral; eles não são de fiar, e vimos isso na Geringonça; aí sim, talvez tenham hipótese de vencer.
    Os madeirenses querem propostas alternativas concretas, e não substituir o original por uma cópia.

  4. Figueiredo says:

    «…A Madeira é a região do país com maior risco de pobreza…»

    A Região Autónoma da Madeira (RAM) tem melhor qualidade de vida do que a Região Autónoma dos Açores (RAA) ou o Continente, no então, desde que o Sr.º Dr.º Alberto João Jardim se retirou da vida activa e da Governação, a Madeira tem vindo a decair e a degradar-se em todos os aspectos, fruto das más políticas praticadas pelo Governo Regional Madeirense de cariz liberal/maçónico liderado pelo Sr.º Presidente, Miguel Albuquerque, que não tem perfil para o cargo.

    «…O desemprego é elevado…»

    Sobre isso o Sr.º Dr.º Alberto João Jardim escreveu um excelente artigo onde explica esse problema:

    O sr. Chulipa e o Senhor Ferreira

    https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/5293/O_sr_Chulipa_e_o_Senhor_Ferreira

    «…a taxa de analfabetismo é a segunda mais alta, o nível de instrução escolar é inferior à média nacional …»

    A taxa de analfabetismo pode ser elevada mas por culpa dos Madeirenses que não querem alfabetizar-se, as Escolas na Madeira estão disponíveis para todos aqueles que o quiserem fazer ou tiverem capacidade.

    Referir o nível de instrução é ridículo, tendo em conta a mediocridade e facilitismo que se instalou no Ensino Público ou o facto de ser possível comprar habilitações em estabelecimentos de ensino privados em Portugal, desde o golpe de Estado da OTAN em 25 de Abril de 1974.

    «…Existe outra Madeira, construída por Alberto João Jardim, que tem como herdeiro Miguel Albuquerque. A Madeira dos barões…»

    Aquilo que o Sr.º Dr.º Alberto João Jardim fez durante toda a sua vida, foi combater os tais “barões” que refere por isso é que é temido, odiado, invejado, difamado, e perseguido, tanto na Madeira como no Continente.

    Hoje, esses “barões” que refere estão em altas pois têm um Governo e um Presidente que está ao seu serviço e não dos Madeirenses.

    «…Quando as grandes instituições públicas e privadas são controladas por uma pequena elite, coesa e politicamente articulada, sobra pouca margem para alternativas. A Madeira é e será deles…»

    O Sr.º Dr.º Alberto João Jardim enfrentou essa “Elite”, controlou-os, sabia onde estavam os criminosos, os liberais/maçonaria e as suas forças políticas de direita, esquerda, e extremos, sabia onde estava a corja Inglesa, conhecia o Clero.

    Enquanto for vivo e esperemos que se mantenha são e com forças, os Madeirenses ainda terão algum bem-estar, mas quando se for, a Madeira vai passar por um período muito negro.

    Ao Sr.º Dr.º Alberto João Jardim não é só a Madeira e os Madeirenses que muito lhe devem, é também Portugal Continental, a quem deixou um Projecto de Nação que se for aplicado salvará a Pátria:

    A Tomada da Bastilha

    https://www.aofa.pt/rimp/PR_Alberto_Joao_Jardim_Documentacao.pdf

    • Ernesto says:

      Diria mais – Alberto João, faz-me um filho!

    • Paulo Marques says:

      A culpa é sempre do povo e de uma elite que nada tem a ver connosco. Azar, acabou a festa permitida pelos 6300 MM€ que foi buscar aos outros.

      • Figueiredo says:

        Outro sem argumentos.

        • Paulo Marques says:

          Pois, ficou mesmo só a conta, e o sorvedouro dos paraísos fiscais. A tal de prosperidade para a classe média que não fugiu como as de baixo, mas tem que pagar os lucros dos outros.

  5. JgMenos says:

    Que análise tão profunda!
    Só falta referir que é tudo a subir e a descer!

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