O problema do Género

Portugal continua a ser um país que as notícias dão como muito mal situado nos “rankings” da Igualdade de Género. Num Índice do Fórum Económico Mundial, já do ano de 2014, o nosso país aparece classificado em 39º lugar, numa lista de 142 estados fechada pelo Iémen, o Paquistão e o Chade. No topo da lista aparecem a Islândia, a Finlândia e a Noruega.
Este é um tema que tem trazido preocupados sucessivos governos e que mantém na comunicação social uma actualidade constante há vários anos. É, certamente, uma área das políticas públicas e privadas que mais atenção merece e sobre a qual há ainda muito a fazer.
O quadro que se segue é um pequeno resumo estatístico retirado do Pordata, com números do ano de 2014.

Sem nome.numbers

Pordata Kids. Kids!?

pordatakidsÉ muito provável que os derivados do inglês venham a ser os crioulos do futuro, porque as ciências (incluindo algumas sociais)  e a tecnologia já se exprimem em língua inglesa ou, pelo menos, numa espécie de dialecto em que se misturam termos ingleses com resquícios da língua materna.

Ainda assim, continuo a acreditar que usar uma língua implica pensar sobre ela (e não apenas ficar a contemplar a sua evolução) e agir em sua defesa. É claro que defender a língua materna sem pensar poderia levar a exageros como preconizar que se substituísse Oxford por Oxónia, como já chegou a ser proposto. É igualmente claro que o português já está carregado de antigos empréstimos que acabaram por ser adquiridos, o que também faz parte da natureza das línguas. Por isso, e usando de um conservadorismo metódico, não combato palavras como “futebol”, mas irrita-me que as pessoas esperem feedbacks das propostas que fizeram. [Read more…]

Para o PIB, é óptimo se o Sporting for campeão…

Lima FCP

http://bit.ly/17pNlf6

…mas péssimo se for o Boavista. Contudo, sejamos realistas: antes o Benfica do que o F.C. Porto

Evidentemente, não existe qualquer relação directa (haverá relação indirecta?) entre o campeão nacional de futebol e a «Taxa de crescimento do PIB e PIB per capita» (por isso, peço desculpa pelo título e pela primeira frase). Se houver, é necessário que alguém, de preferência um economista, se entretenha a detectar a interferência do fenómeno futebolístico no produto interno e se disponha a apresentar parcelas – isoladas dos factores que têm, de facto, influência no PIB – devidamente justificadas (esta é a parte mais complicada do processo), em vez de resultados totais, como aqueles aqui expostos  Quando tal acontecer, retirarei imediatamente o meu “evidentemente, não existe qualquer relação directa…” e o ‘de facto’ e deixarei de achar que estas contas, cá entre nós, de pouco ou nada servem e podem dar azo a confusões do arco-da-velha. Sim, por vezes, acontece.

Contudo, a recente provocação de António Mexia (ninguém quis saber do Argel…), além de merecer a melhor atenção do presidente do F.C. Porto, teve a honra de ser objecto de comentários, aqui no Aventar, do João José Cardoso (que remete para os cálculos de Carlos Guimarães Pinto) e do Ricardo Ferreira Pinto (que os contesta) e, por isso, aproveitei quer o café a meio da manhã para fazer umas contas, quer o intervalo da tarde para as public(it)ar. [Read more…]

RTP e Pordata, podia ser uma boa ideia

Ontem a RTP transmitiu a primeira de várias histórias baseadas em informação da Pordata e a ideia com que fico é que se esqueceram da parte jornalística da coisa.

Digo isto porque pelo que vi limitaram-se a debitar a informação que nós já conseguimos ver no site, que por sua vez já poderia ser consultada noutras fontes de informação como o INE, Banco de Portugal, etc.

Claro que é um trabalho meritório e como a televisão ainda vai tendo mais impacto que a internet serviu para mais pessoas ficarem a conhecer o trabalho excelente da fundação Fundação Francisco Manuel dos Santos. Mas o que eu estava à espera de um trabalho jornalístico era algo que relacionasse informação.

Certo, gastamos 3,5x mais (a preços correntes) em impostos do que há 30 anos atrás… mas, e quanto é que o estado gasta em serviço de saúde, educação, pensões? Acompanha essa percentagem? É proporcional ou não? Onde é que aumentou mais?
E que avaliação é que nós fazemos dos serviços que o estado presta, tem melhorado, diminuído?

Isso sim seria um trabalho que estaria à espera que a RTP fizesse. Para ver números descontextualizados já vou actualmente ao site da Pordata.

Dados Públicos

Nos anos mais recentes uma das tendências da web, e particularmente da web social, tem sido a criação de uma cultura de abertura no que diz respeito ao acesso a dados.

O principal objectivo por detrás de grande parte destas iniciativas, que se agrupam na expressão “open data“,  é aumentar a transparência de algumas instituições e torná-las mais escrutinaveis bem como permitir que outras instituições e individuos possam, de uma forma “século-21-simples”, aceder e explorar essa informação.

Algumas das primeiras iniciativas deste género com maior visibilidade foram levadas a cabo de uma forma estruturada pela Sunlight Foundation por exemplo com as iniciativas Open Congress / Money Trail ou MapLight e, como se percebe, o principal domínio de actuação eram os dados recolhidos por ou relacionados com a administração pública.
O principal argumento que justifica esta opção é o facto de, na grande maioria dos casos, estarmos a referir-nos a informação que diz respeito aos próprios cidadãos e suas actividades e que inclusivamente foi recolhida usando meios fornecidos pelos próprios cidadãos, através dos seus impostos, sendo por isso expectável que essa informação seja devolvida aos seus proprietários.


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