A CP e o colapso programado da linha do Douro

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Carlos Almendra Barca Dalva


Uma nota prévia:
a CP deixou de alugar comboios charter às empresas de turismo e excursões no Douro há vários anos. Razão? – não há comboios disponíveis. Há vários anos.

Outra nota prévia: em 2015, e apesar das condições de exploração sofríveis e da vetustez dos comboios disponíveis, as receitas dos bilhetes cobriram as despesas operacionais na linha do Douro. É um caso raro na Europa ter uma linha de cariz regional a pagar a sua própria operação com as receitas. É mesmo o único caso em Portugal.
Explicando melhor: a linha do Douro é única via férrea que “não dá prejuízo”. A linha de Cascais dá prejuízo, a linha de Sintra dá muito prejuízo, só para termos uma ideia do que estamos falar. A linha do Douro cobriu as despesas operacionais num ano em que a CP já não alugava comboios, num ano em que a CP abdicou de transportar 180.000 passageiros em comboios charter. Teria sido uma média de +500 passageiros/dia a um valor nunca inferior a 10 euros/pessoa.

Basta pedir os números à CP.

Mas vamos à situação actual. 
A linha do Douro tem, desde há muitos anos, cinco comboios diários em cada sentido no entre a Régua e o seu terminus, a estação do Pocinho.
Um grupo de amigos pretendia organizar uma viagem no Douro em Agosto. Feita a pesquisa no site da CP, o grupo verifica que, dos actuais 5 comboios, a partir de 5 de Agosto passariam a ser apenas 3. Portanto, um decréscimo de 40% na oferta de comboios, e isto em plena época alta, a mesma época alta em que a GNR é amiúde chamada às estações do Pinhão e Régua para serenar os ânimos dos “clientes” que não conseguem encontrar lugar nos comboios.

Época alta, corte de 40% nos lugares a partir de 5 de Agosto.
No país “melhor destino turístico”. No Douro, “Património da Humanidade”

Mas tudo isto é premeditado.
Se não, atente-se na correspondência trocada com a empresa. O email de resposta, recebido a 12 de Julho, contém um texto que diz que “existiu actualização de horários a partir de 05 de Agosto”. Ora bem, meus senhores, faltam 3 semanas para as alterações!
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É também digno de embaraço o facto de os horários serem alterados no pico do Verão. Não há memória de tal. Será porque as pessoas estão de férias, as empresas estão encerradas, os políticos estão de férias e, como é Verão, ninguém repara?
O problema, meus senhores, é que no Douro repara-se, e muito.

A amigos meus, a CP assegura que o facto de desaparecerem 2 de 5 comboios em cada sentido no Douro e a partir de 5 de Agosto se deve a um “erro de pesquisa”. Então, o email-modelo recebido, já a contar com esse “erro”, é o quê, meus senhores?
Mentir é feio.
Para contextualizar, é de recordar que a linha do Douro padece da falta de comboios há muitos anos. Há mais de 10, há mais de 15, talvez 20.
É, pois, escusado, andarem a empurrar o problema com a barriga.

Um cemitério chamado Vale do Tua

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[Carlos Almendra Barca Dalva]

Não é de hoje ou de ontem. A oferta do vale do Tua à EDP e ao António Mexia não é coisa que se faça de um dia para o outro. Demora seu tempo. Uma década, coisa menos coisa. Pelo meio, houve tempo para encontrar justificações, as vantagens e lugares-prémio para os judas do costume. A seguir, encontrou-se forma de entregar a exploração turística das águas a um empresário amigo, Mário Ferreira que em breve nos brindará com barcos-churrasco redondos e uma espécie de “comboio turístico” a fazer lembrar a Disneyland de Paris ou mesmo a original, na América. Sobre essa peça de mau humor, dediquei a Mário Ferreira duas cartas abertas. Na primeira delas, aqui no Aventar, surge uma fotografia da “locomotiva” (com altifalantes) que o visionário empresário imaginou para o vale do Tua e o que restar de uma via férrea como não há muitas na Europa. Um brinquedo, portanto. No comentário que lhe fez, Mário Ferreira estava obviamente equivocado.
Mas, claro está, porque os tempos são modernos e interactivos, o afogamento de um vale inteiro pela EDP tem que ser celebrado. Há que celebrar o assassinato que acaba de se cometer, como a querer dizer que tudo isto era inevitável, não havia nada que pudéssemos fazer contra este atentado, com esta parede de 90 metros de altura com vista para o vale vinhateiro do Douro, ainda Património da Humanidade.
Matem o Rei! Viva o Rei!
Vai daí, nasceu o “Centro Interpretativo do Vale do Tua” na estação ferroviária homónima que, diz a CP, “é um espaço que desvenda a riqueza natural e histórica de um território”. A sério?

InterCidades Lisboa-Évora, a tragédia de uma empresa

ic-lisboa-evora[Rui Elias Maltez]

Desde há uma semana a ser feito com recurso às Automotoras 2240, não as adaptadas para o serviço da Covilhã, mas usando as vulgares automotoras para IR ou Regionais, leia-se suburbanos, que foi para isso que foram construídas em 1977, talvez comprometendo a capacidade do serviço regional de Tomar.
Existem hoje muitas causas possíveis para esta situação, como a falta de locomotivas, falta de carruagens, indisponibilidade da EMEF para libertar o material em intervenção mais cedo, também por falta de recursos humanos nesta empresa.
Um destes factores, ou a acumulação de todos , e o desastre acontece. Mais um desastre decorrente dos poucos recursos materiais de uma empresa que o Estado está a condenar a uma lenta e dolorosa morte, e que não permite à CP ganhar com uma publicidade agressiva e eficaz aos seus serviços e com bons resultados.
A tragédia de uma empresa pública de transporte ferroviário de passageiros que quer vender os seus serviços, angariar clientes através das suas políticas de marketing eficaz e, que no fim, não tem meios para responder à crescente procura.
Uma tragédia portuguesa.
Fotografia de Andrew Donnely, Oriente, 15 de Junho de 2018.

Barracos de Luxo

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Gentrificação no Porto?
Barracos por 175.000 euros?
Claro que não! Claro que não!

A Ponte Luís I

 

A Ponte Luís I é um dos mais importantes monumentos partilhados pelas cidades do Porto e de Vila Nova de Gaia. Todos os dias é atravessada por milhares de pessoas. A sua história estará para sempre ligada a estas duas cidades e o seu contributo para o sucesso presente da economia do turismo parece ser inegável. E sendo esse sucesso tão grande, resultando dele tanto lucro para agentes privados, que exploram o que é de todos, e agentes públicos, aos quais cabe cobrar os respectivos impostos e preservar o que a todos pertence, não é fácil de compreender o estado de degradação a que chegou uma tão importante Obra de Arte.

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Os vândalos do costume…

Aconteceu em Barcelona, mas pode ultrapassar fronteiras e chegar a Portugal mais depressa do que imaginam. Um grupo de lunáticos decidiu assustar turistas, como forma de protesto pelo que consideram ser a morte dos bairros. É bom que os autarcas e demais poderes ponham rapidamente cobro à bardinagem utópica dos que apenas reclamam direitos sem reconhecerem deveres, porque existem formas de fazer política, mas esta não é uma delas… [Read more…]

O Gerês de tractor

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Desde a Alemanha.
© Rui Barbosa

Lisboa very typical

lisboa_turismo_typical[Pedro Guimarães]

Em cima, o very typical subsídio de inserção social no limiar da pobreza. Em baixo, a malta dos pequenos-almoços de 15 euros (tosta de abacate e Cappuccino) sempre com o seu inseparável macbook onde fazem “cenas” enquanto mastigam a olhar para o display Retina. Se alguém tivesse iniciativas que juntassem o andar de cima com o andar de baixo, isso sim, seria de valor. A iniciativa privada tem medo dessas coisas porque é, em larga medida, ignorante e não sabe como fazer. Até lá, vai ser sempre hipsters vs pobres – ou, posto de outra forma, intolerantes ao glúten e à lactose vs gente que come o que houver. (disclaimer: nada contra ninguém, só acho que conseguimos melhor do que isto).

Valha-nos o Supremo…

Já chateia a perseguição ao turismo…

A Ponte é uma miragem

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Quem tenha estado atento à evolução da cidade do Porto nos últimos anos, não pode ter deixado de reparar numa transformação, em alguns caso radical, do ambiente da cidade. Para o bem e para o mal, o Porto é hoje um lugar muito diferente daquele que conhecíamos há poucos anos. Visitado diariamente por milhares de turistas, modificou a sua paisagem e a sua energia, interveio profundamente no património edificado e as suas ruas, cafés, livrarias e monumentos estão hoje cheias de pessoas oriundas dos mais variados países do mundo e das mais diferentes culturas. Mesmo os seus lugares históricos, e os mais pitorescos, sofreram um processo profundo de adaptação, a maioria das vezes no sentido de melhor responderem às exigências da nova indústria rainha da cidade, o Turismo.

Vila Nova de Gaia é a cidade que fica do outro lado do rio. Do ponto de vista turístico, a sua principal ligação à cidade do Porto é pela Ponte Luís I, uma das mais belas obras de engenharia legadas pelo século do ferro, que constitui um ex libris das duas cidades da foz do Douro e faz parte de uma das mais belas paisagens urbanas do mundo.

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Turismo, novamente o Porto

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Hoje, na Visão, Ana Matos Fernandes (Rapper Capicua) escreveu um artigo sobre o Turismo e a cidade do Porto. Para a autora, a recente vitória da cidade do Porto (European Best Destination 2017) não a faz celebrar. E logo a ela, como refere na sua crónica, que: “sempre apregoei o Porto como a cidade mais linda”. Qual é então o medo de Capicua?

Segundo a própria, o medo que o turismo seja mais importante que a cidade. Que a Ribeira fique sem roupa a secar à janela ou o Bolhão sem tripeiras e que fachadas impecáveis de azulejo mas com uma cidade inteira que teve de ir morar para outro lado. E não celebra devido ao medo de perder o Porto para sempre, citando: “à medida que o Porto vai perdendo a sua gente e, com ela, a sua graça”.

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Crónicas do Rochedo XIII – Sim, o Porto

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O Porto voltou a ser “Europe’s Best Destinations 2017“. Tive o cuidado de escrever “o Porto” e não “a cidade do Porto” porque no Porto e neste prémio entra Gaia (pelas Caves, pela Serra do Pilar, pelas vistas fabulosas para a Ribeira do Porto e pela Afurada), Matosinhos (por Matosinhos Sul, pelos seus restaurantes onde se come o melhor peixe e marisco), por Braga e Guimarães sem esquecer o Douro Vinhateiro para onde se deslocam muitos dos turistas que visitam a cidade do Porto aproveitando para conhecer um pouco mais o Norte de Portugal.

Seria o mesmo que ganhar Palma de Maiorca, a que carinhosamente chamo de “Rochedo” e não sublinhar que seria pela cidade mas também pela Tramuntana, pelas praias de Cala D’Or, pelo Parque Natural de Mondragó, por Artá ou Es Trenc. O Porto é mais do que as fronteiras administrativas da cidade. Assim como Palma.

A pergunta que alguns fazem é “Mas porquê o Porto?”. Não é a cidade portuguesa mais visitada, essa é Lisboa. Nem é um destino de sol e praia como o Algarve. Pois não. Porém, é (era) um dos segredos mais bem guardados da Europa. E quanto mais conheço a Europa, mesmo sendo ainda pouco, muito pouco, menos me espanta que o Porto seja eleito por internautas de mais de 170 países – mesmo sabendo, tenhamos todos noção, que as campanhas internas de apelo ao voto certamente ajudaram muito a este resultado, sobretudo desta vez. E já agora, se me permitem um pequeno desvio, os parabéns a quem desenvolveu a referida campanha pois estava muito bem feita.

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A nossa moral

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Foi há pouco mais de três anos. Um alto responsável governamental afirmava publicamente que o turismo português estava a “aproveitar melhor a Primavera Árabe”.

Hoje, há um entusiasmo nacional festivo, celebrando o contributo que as receitas do turismo estão a dar às contas nacionais, de algumas cidades e de alguns empreendedores mais atentos. Chegam charters  de chineses, brasileiros, franceses, italianos, alemães, espanhóis. Gastam a Torre dos Clérigos de tanto a fotografar. Tiram selfies em Alfama sem sonharem com a origem da toponímia. Tudo isto ao som de discursos pungentes sobre as crianças de Aleppo, uma das cidades mais antigas do mundo.

É esta a nossa Moral.

Mário Ferreira está equivocado

comboio-machu-picchu Carlos Almendra Barca Dalva

Profundamente equivocado. Profundamente.

Honrou-me com dois minutos do seu tempo o empresário da área do Turismo Mário Ferreira, num comentário deixado à carta aberta que ontem lhe dirigi.
Li-o com atenção, com muita atenção.
E permita-me dizer-lhe: está equivocado em quase tudo quanto diz. Quase tudo.

Novamente, vamos por partes?

A sua primeira frase, curiosamente, é a pura das verdades:
“O importante é que visitem o Tua, falem bem ou mal estou todos a falar…”

É verdade: há já cerca de uma década que a linha do Tua passou a fazer parte do quotidiano noticioso de Portugal. A par da linha de Sintra e de Cascais, é mesmo a via férrea de que os portugueses já ouviram falar e até sabem onde fica. E, repare, saber os rios, as serras e as vias de comunicação já não faz parte do programa escolar há muitas décadas.
No entanto, a linha do Tua… toda a gente conhece.

“Gostava que me mostrassem as máquinas a vapor construídas em Portugal.”
Ninguém lhe prometeu mostrar máquinas a vapor construídas em Portugal pela razão simples de que, para além de alguns improvisos oficinais, elas nunca existiram. Todas quantas cá circularam foram importadas da Alemanha, de Inglaterra, da Suiça, de França, até mesmo dos Estados Unidos da América (mas sem aquele design piroso). Importadas, modelos de séries comuns ou com as modificações solicitadas pelas empresas da altura. [Read more…]

Lisboa: o futuro é agora

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Pedro Guimarães

Comboio turístico, destino Bairro da Graça.
Por aqui já perdemos os transportes públicos, a possibilidade de circular mais rápido do que a passo, o direito a usufruir dos miradouros, o acesso ao arrendamento, o direito ao descanso.

Não, não estou a exagerar.
Senão imaginem: miradouro da Sra. do Monte, destino de todas estas motinhas a dois tempos. Estacionamento não há, mas há segunda e terceira filas. Em quarta, quinta e por aí fora, à vontade, uns 15 tuk-tuks. Não sei, não consigo contar.
Outros tantos fazem fila, a circulação é absolutamente impossível. Estamos em Outubro, o Verão já la vai.
Ainda assim, a pressão é tanta que aos turistas não lhe é permitido mais do que três minutos para apreciar a paisagem e ouvir, em altos berros, uma data de barbaridades de inspiração pseudo-histórica. Da expulsão dos mouros infiéis ao grande terramoto de 1755 não distam mais do que 5 segundos de explicações.
Siga, toca a andar.

Câmara do Porto usa “sem abrigo” para promover o turismo

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A Câmara do Porto vai distribuir máquinas fotográficas descartáveis aos “sem abrigo” da cidade. O objectivo declarado pela autarquia é estimulá-los a participar numa espécie de concurso fotográfico, com fins turísticos, presumindo-se que o original hábito que estas pessoas têm de dormir ao relento seja garantia de excelentes instantâneos sobre a “pele” da cidade, para inglês ver e agente turístico lucrar.
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Liberalismo do PàF no seu melhor

Ryanair diz ter urgência na utilização do aeroporto do Montijo e até quer investir mas não a deixam. Nem a proposta de criar uma rota para a ilha Terceira foi aceite. Sem direito a explicações.

Arte urbana e intervenção

à solta no Porto e também em Lisboa. O turismo agradece!

Brincar aos pobrezinhos a preço de saldos

Depois de Vilamoura, o investimento americano no turismo está de volta e desta vez o alvo é a Comporta. Levam tudo por 400 milhões. Lá vão as tias todas recambiadas para Lisboa…

A carga fiscal brutal NÃO é sexy

Concordo com o ministro brincalhão: Portugal é um destino turístico muito sexy. Confesso até ter muita dificuldade em viver por cá sem me encontrar em permanente frenesi. Um clima magnífico, uma gastronomia sem igual, praias, montanhas, rios, lagos e tanto verde que a estrangeirada chega cá e fica toda maluca. E tudo isto a um preço cada vez mais baixo para o turista-alvo que chega sobretudo dos países mais abastados do centro e norte da Europa.

De qualquer forma, é inegável que as notícias sobre o sector do Turismo têm sido bastante positivas e batido recordes atrás de recordes. Excelentes notícias para um país que precisa desesperadamente delas e não de indicadores manipulados como a camuflagem dos números do desemprego levada a cabo por este governo.

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Terra rasa

Há tempos, cansada das paragens do costume, rumei a sul. Parei no Alentejo. Como a maioria dos portugueses, gosto muito do Alentejo. Tenho uma capacidade razoável para mimetizar sotaques e ao fim de dois dias falava aquilo que eu achava que era um alentejano excelente e que aos alentejanos deveria parecer uma anedota, que só não chegava a ser insultuosa porque desenvolveram uma saudável capacidade de não levar a mal o que outros achariam uma afronta, encolhendo os ombros e fazendo de conta que não perceberam.

Gosto do Alentejo, como a maioria dos portugueses, pela simpatia amavelmente prudente das pessoas, pelo despojamento das paisagens, limpas da mancha verde no Inverno e chamuscada no Verão a que o norte nos habitua, porque a comida e o vinho são excelentes, porque os dias trazem uma agradavelmente monótona sucessão de calor e sol sem nuvens, e as povoações têm ainda lugares de silêncio e sombra que convidam a meditações erráticas e especulações irrealistas.

Tenho o hábito já sem emenda de não preparar viagem alguma, e de partir sem saber o que vou encontrar. Cheguei a uma localidade com pouca graça, não direi qual, e no dia seguinte, de manhã, fui ao posto de turismo. [Read more…]

Do “posto” de turismo à Loja Interactiva:

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Conheci o Nuno Botelho no final dos anos noventa no mundo académico do Porto. Ao longo destes anos acompanhei à distância a sua carreira. Brilhante, por sinal. Tanto na Associação Comercial do Porto como na organização de eventos. Num e noutro caso com elevado sucesso, algo que não me surpreendeu.

 

Ontem, num jantar de amigos comentou-se a sua recente entrevista ao Jornal de Notícias em que criticou o investimento nas Lojas Interactivas de Turismo do Porto e Norte (TPNP). Fui ler com atenção.

 

As lojas interactivas lançadas pelo Turismo do Porto e Norte de Portugal recorrendo a fundos comunitários disponíveis para esse efeito foi um projecto que acompanhei e que conheço minimamente. Através delas qualquer turista que chegue ao Porto de avião fica a conhecer, seja a que hora e dia for, não só a agenda cultural, de lazer, os restaurantes e hotéis do Porto como de qualquer outra cidade na região Norte. À distância de um clique pode o turista ficar a saber que, por exemplo, em Santa Maria da Feira está a decorrer a Feira Medieval e como pode lá chegar, o que vai encontrar e o que pode fazer. Ou saber o que se passa em Vila Real ou Bragança este fim de semana. Além disso, como sempre defendeu o “pai” do projecto, Melchior Moreira (presidente do TPNP), as lojas interactivas de turismo deixaram de ser um mero “posto” de turismo para passarem a ser uma verdadeira montra da região e do concelho onde se inserem, onde se faz do turismo “negócio” e se potencia os produtores e criadores locais e regionais.

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Turismo

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Hoje estive em Lisboa e por acaso assisti à partida dos ditos cruzeiros.

Nos últimos tempos é a segunda vez que vou a Lisboa e encontro uma cidade repleta de turistas. Como diria o Herman, “resmas” e “paletes” deles. No Porto, como bem sabe quem por cá anda, o cenário é idêntico (obviamente que em menor número, são realidades distintas).

Até que enfim!

Bicicletas

inquerito_bttInquérito sobre BTT e Turismo. Participem!

De volta em volta pelo Porto 1

Dei por mim a revisitar a minha cidade a meio deste Verão, no calor de Julho e de Agosto. Tenho o privilégio de sempre ter vivido na parte ocidental do Porto, junto ao mar e ao Parque da Cidade, onde passei a fazer toda a minha vida desde há seis anos, espraiando-me também pela orla marítima, para norte e para sul, e pela fluvial, e deixei quase por completo de ir ao centro, o que acentuou esta minha necessidade de revisita.

Comecei pela “nova” baixa, mas não me fiquei por lá.

As antigas ruas do centro, velhas cinzentas e despidas de interesse, mesmo as mais comerciais que sempre tiveram vida própria, embora que só durante o horário de funcionamento do comércio ou dos serviços, ganharam vida nova. Por todo o lado florescem  bares, restaurantes, esplanadas e até uma nova praça, e milhares de turistas, aos pares ou aos magotes, cirandam por ali, dando um colorido e uma alegria que eu só vira nas cidades modernas e evoluídas. Os autocarros turísticos, descapotáveis e apinhados de gente, polvilham a cidade com o seu colorido.  [Read more…]

O Dia Seguinte…

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O jornalista Miguel Carvalho fez uma reportagem sobre a cidade do Porto (Como o Porto conquistou o Mundo) para a revista Visão. Já aguardava ansioso pela dita desde julho/agosto, altura em que entrevistou Melchior Moreira (Turismo do Porto e Norte de Portugal) na esplanada do Porto Cruz e no restaurante do Hotel Carris.

 

As minhas expectativas eram, confesso, elevadas. O Porto está mesmo na moda, o Miguel Carvalho conhece bem a cidade (é um tripeiro) e basta percorrer as ruas do Porto para perceber a quantidade enorme de turistas. Gostei, gostei bastante. E fiquei a saber que me falta conhecer tanto desta minha cidade. Tanto!

 

O problema será “o dia seguinte”.

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Paguem o subsídio de férias a tempo e horas

Os trabalhadores do sector do turismo também precisam de trabalhar quando os outros fazem férias. Mas, para se ir de férias, é preciso haver pilim e o subsídio dos funcionários públicos é um direito contratualizado com o estado.

Vão para dentro de casa, cá fora está mau para escapadinhas

Ouvi há poucas semanas o primeiro ministro falar da importância do turismo para a economia nacional. O mesmo primeiro ministro, aliás, que é, ele próprio, presidente do Comissão de Orientação Estratégica para o Turismo. Até aqui, nada a opor.

O problema é saber que turismo, como e para quem. Neste campo, a coisa complica-se. Todos nos lembramos de anos e anos de campanhas a favor do turismo de portugueses em Portugal, “Vá para fora cá dentro”, “Faça uma escapadinha”, etc.

O Turismo, como outras áreas da economia, comporta grandes e pequenos agentes e alimenta uma multitude de negócios e pequenas indústrias, da hotelaria à restauração, do turismo de natureza ao turismo desportivo, do turismo cultural ao turismo de “experiências”, etc. Em todos esses campos operam grandes, médias e pequenas empresas, gerando postos de trabalho, fixando pessoas em locais em risco de desertificação, contribuindo para a conservação e multiplicação de património, conhecimentos e saberes.

A decisão, ontem anunciada, de pagamento do subsídio de férias em Novembro é um tiro no sector turístico [Read more…]

Pioneiros no Turismo

O Turismo do Porto e Norte de Portugal foi pioneiro no conceito de Lojas Interactivas de turismo. Uma forma dos turistas terem informação permanente, 24h e 365 dias por ano. A primeira loja do género abriu no Aeroporto Internacional do Porto (já abriram em Santiago de Compostela, Amarante e S.J. da Madeira). Quando o projecto estiver todo concluído, o Norte de Portugal terá várias dezenas de lojas em rede neste sistema.

Um primeiro passo rumo ao futuro. Por isso mesmo, não admira que este projecto seja candidato a um dos prémios da Publituris na BTL 2013 que arranca esta semana em Lisboa. Aqui fica uma breve explicação:

Lojas Interativas TPNP from Nextpower Norte on Vimeo.

Contentores de Lisboa mudam-se para a Trafaria

As câmaras de Lisboa e de Almada não concordam mas o Governo não ouviu as suas razões, e vai avançar desde já com a medida – a primeira de um mais vasto programa que pretende relançar o Mar na economia nacional.

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