E a tua declaração de rendimentos de 1999, Passos? Já apareceu?

ppc

Bem sabemos que, de esquemas para ocultar declarações de rendimentos, está o Parlamento cheio. E se o exemplo que vem de cima é este, não nos podemos admirar que outros tentem fazer pela vida. Que o diga o líder da oposição, Pedro Passos Coelho, que por estes dias, moralista como só ele sabe ser, tem insistido na obrigação que o governo tem de exigir à nova administração da CGD a apresentação das suas declarações de rendimentos. O que me leva à dúvida existencial do dia: a declaração de rendimentos que Passos Coelho estava obrigado a entregar em 1999, já apareceu? Da última vez que fui ver, continuava em paradeiro incerto.

O dia em que o PSD tentou apresentar uma moção rejeição ao governo PS e falhou

Moçao de Rejeição PSD

Estamos a 3 de Novembro de 1999, passavam 24 dias desde as Legislativas que haviam reconduzido o governo de António Guterres ao poder e, 9 dias após a tomada de posse do governo minoritário do PS, o grupo parlamentar do PSD dava entrada de uma moção de rejeição do novo governo que, por falta dos deputados necessários para a sua aprovação, acabou por não surtir qualquer efeito.

A moção dos sociais-democratas, submetida pelo então Presidente do Grupo Parlamentar do PSD António Capucho, hoje persona non grata na São Caetano à Lapa, afirmava que o conteúdo do programa do PS era “em tudo idêntico àquilo contra o que o PSD, democrática e convictamente, se bateu durante a campanha eleitoral e que afinal não merece a adesão dos portugueses” apesar de, tal como afirma hoje a furiosa propaganda do PàF, o PS ter ganho a votação. Acrescenta ainda a moção do PSD que o partido havia disputado a eleição “combatendo os propósitos socialistas e apresentando propostas diferentes” e que a moção de rejeição apresentada decorria da alternativa apresentada pelo PSD e do compromisso assumido perante os eleitores, e remata afirmando que “o programa socialista não era bom para Portugal antes das eleições” e que continuou a ser mau com a subida do PS ao poder. Em suma, o PSD concluia que a sua intenção de rejeitar o governo PS, que tinha conseguido 115 deputados e não 107 em coligação com um CDS-PP qualquer, expressava o entendimento da maioria dos eleitores. [Read more…]

O euro e a peseta

Alguém quer traduzir para escudos?