Baptista-Bastos

1934-2017

O Estado é laico

o caraças!

A Sedição Nunca Tem Razão

in www.sic.aeiou.pt

Meu caro João, lamento, mas Soares nunca tem razão, uma razão pura, inocente, solidária. E os erros que comete não são só os de comentador sofista chanfrado, mas os de velho e inveterado acumulador de benesses e privilégios a fim de mover influências, colonizar de afilhados o Aparelho de Estado, tudo em nome da grande eminência parda maçónica que tutela na sombra o Regime e está na base da cleptocracia bancarrotista que escreveu a História Gloriosa dos últimos quarenta anos com as suas três falências.

Baptista-Bastos, de quem gosto e com quem há algum tempo troquei uns simpáticos e-mails, é ainda, pelo contrário, um bom velho Quixote, talvez o último, por uma justiça social, uma moralidade essencial, que não vemos concretizada nem na sociedade, nem no trabalho, nem na política, nem em quase nada português, mas não pode dar razão a quem, como Soares, tem passado uma mensagem abrasiva, impaciente, sediciosíssima, de profundo contempto pelos factos puros e duros da manutenção do Estado Português no Euro e de cumprimento das metas estabelecidas pelos Credores ao Estado Português, metas inescapáveis. [Read more…]

Crato obnubilado pela coisa turva

«Nunca deixei de me espantar com a desfilada insana de certos homens para o abismo da sua perdição moral e intelectual» diz Baptista Bastos numa sua crónica recente, atento ao gato escondido com o rabo de fora que constitui efectivamente esta guerra do ministro da Educação Nuno Crato aos professores e à Escola. Mas a desinformação prossegue, e esta manhã no Fórum da TSF debatia-se acaloradamente a questão dos direitos dos alunos, falava-se do respeito que merecem, das suas expectativas e do seu futuro, como se a greve às avaliações fosse na génese e no seu fim um ataque aos alunos, que assim vêem as suas férias estragadas coitados, e o seu futuro ameaçado – e a palavra futuro é aquela bandeira desarmante para os incautos sempre confiantes nele, como se não dependesse da sua acção presente, os incautos e adormecidos à sombra do destino sempre prontos para defendê-lo na sua abstracção bestial, enquanto outros o enformam numa coisa esquisita onde o Estado não tem responsabilidades sociais, o futuro tornado algo cujos desfechos dependeriam essencialmente do Altíssimo, pois tratando-se de governação, e da governação dos homens, Ele, que os criou, é que sabe e é capaz de tomar as melhores decisões.

E pronto, estamos nisto – no debate ao lado, enquanto Nuno Crato prossegue a sua caminhada, de bandeira na mão e de peito aberto às balas, como um verdadeiro revolucionário, empenhado em defender o que ainda quero acreditar ser algo que não compreendeu inteiramente, obnubilado que parece estar pela coisa sempre turva do exercício do poder, esse corruptor de homens vacilantes, como parece ser Crato. Ou, como diz Baptista Bastos, «a vontade de ser ministro de um desprezível Governo como este parece tê-lo obnubilado.»

Sólidos, líquidos e gasosos

Antes de reciclar o DN de quarta-feira, ainda fui a tempo de ler uma crónica discreta como é discreto o seu autor, Baptista-Bastos, escritor que não embarcou no novo Acordo Ortográfico.

O seu pai, o de B.B., ensinou-lhe que os homens se dividem em 3 categorias: sólidos, líquidos e gasosos.

“Poucos homens sólidos há, hoje. A época tem sido fértil em amolecer carácteres e em estimular e premiar a velhacaria e a malandrice. Gosto muito da palavra «sólido» (…) ainda hoje me surge como um significado de dignidade. Conheço, agora, muitos mais homens líquidos e gasosos de que antes.  (…) mentirosos sem remissão; infalíveis tratantes; uma congregação de gente moldada (…). O nivelamento por baixo atingiu todos os sectores da sociedade.” [Read more…]