Leituras – Dez reflexões sobre o referendo

Pedro Correia traz-nos dez reflexões sobre o referendo britânico “brexit vs. remain”.

Vai haver um referendo amanhã no Reino Unido, vital para o destino europeu. Ninguém diria, vendo a televisão portuguesa – com destaque para o chamado “serviço público”. A avaliar pelos vários canais que confundem notícias com futebol, e confundem futebol com as mais ocas futilidades, o que importa é o penteado de Ronaldo, o sorriso de Ronaldo, a mãe de Ronaldo, o filho de Ronaldo, o penálti falhado de Ronaldo ao poste. [Pedro Correia]

A ler no Delito de Opinião.

Humor britânico: Brexit, quem ri melhor?

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«Não vamos participar no vosso clube, mas queremos estabelecer as regras». Provavelmente é preciso ser-se britânico para compreender esta atitude.

Desunião Europeia

Brexit

Uma sondagem feita no Reino Unido pela YouGov mostra que 42% dos inquiridos são a favor da saída da União Europeia. E já não falta muito para o referendo. O que vem a seguir? É esperar para ver. Mas se considerarmos a porcaria que vem sendo feita, entre garrotes austeritários e derivas autoritárias que nos chegam de Bruxelas, e a isto juntarmos o crescente descontentamento de milhões de europeus que cada vez menos se sentem representados pelos burocratas mantidos a caviar que dirigem as instituições europeias, parece-me perfeitamente normal que o Brexit se venha a transformar na gota que fará transbordar o copo. E eles que pensavam que seria a extrema-esquerda.

Um super-Estado sem rosto chamado Europa

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«A Europa está a transformar-se num continente anti-democrático onde a força conta mais que a lei»

«Na actual arquitectura do poder em Bruxelas, apenas as empresas com implantação global e os lobbies das indústrias multinacionais parecem deter influência. Para os negócios, isso significa que é quase impossível negociar com a Europa, a não ser que o negócio tenha uma mega-dimensão ou haja a intenção de dissolver interesses específicos na agenda de um determinado sector de actividade – negócio que, entretanto, será mediado através de sequências de camadas protocolares. Mas para os cidadãos individualmente considerados é pior ainda. O único poder real de influenciar as enormes estruturas burocráticas da Europa tem de ser expresso através de um de dois canais: o Governo britânico e o Tribunal Europeu. A Comissão não responde perante o Parlamento e o Banco Central apenas parece responder a Angela Merkel. (…) Este problema de poder é de tal ordem que ambos os lados no referendo têm interesse em ignorá-lo. Mesmo saindo o Reino Unido da UE, continuará a ser também um problema britânico que o desequilíbrio de poder entre os povos e as instituições no interior da UE se mantenha. A facção pró-UE parece disposta a tolerá-lo, permitindo que gerações e gerações de europeus venham a viver numa semi-democracia. O verdadeiro poder, entretanto, está nas mãos das grandes empresas, dos bancos e das elites.» [Paul Mason no The Guardian]

Paul Mason é o Editor de Economia do Channel 4 News

Brexitleaks

O Banco central britânico está a fazer uma avaliação ao impacto da saída da UE para o país, e os riscos que isso acarreta. Mas os Planos Brexit foram parar ao e-mail do The Guardian.” (Diário Económico)