A Lenda Negra

Não estamos esquecidos que uma das justificações dadas para a necessidade de um profundo ajustamento na economia e na sociedade portuguesas, ajustamento esse materializado num programa brutal de austeridade, que, em certa medida, ainda prossegue, foi a circunstância de Portugal, e o seu povo em particular, ter, ao longo de muito anos, vivido acima das suas possibilidades. [Read more…]

O ouro e o bandido

Por que motivo estará cerca de metade das reservas de ouro do Banco de Portugal depositada em Inglaterra, um país que não pertence à zona Euro e diz estar de saída da União Europeia?

Ópio

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No século XIX, os Ingleses recorreram a uma arma terrível para consolidarem o seu poder e a sua hegemonia comercial na Ásia: a droga.

A China faz há milénios uso das plantas pelas suas características medicinais e são inúmeros os tratados sobre a Fitoterapia, o principal dos quais, o Shen Nong Ben Cao Jing (Clássico de Agricultura e Materia Medica) foi compilado durante o período da Dinastia Han do Este (25 d.C.-220 d.C.). Os autores desses tratados fazem normalmente a inventariação das plantas, atribuindo-lhes nome, modos de preparação, propriedades curativas e abordam também as suas contra-indicações, os modos de conservação e substituições possíveis.
O Ópio é conhecido na China desde a época da Dinastia Tang (618-907) e é usado, principalmente, para fins medicinais. É efectuada a sua extracção do bulbo da Papoila, onde se encontra o sumo da planta contendo numerosos alcalóides.

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Antigos muros franco-britânicos, pré-Calais

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Longleat house, em Wiltshire

Crónicas do Rochedo VII – Europa

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Chovem pedras na vidraria

Estava aqui a olhar para esta vista e a pensar que ando a falhar ao treinos do Aventar. E a distância não é desculpa bastante. Entretanto um aventador casou e resmas de outros fizeram anos. E por estes dias o mundo, pelo menos aquele que nos é mais próximo, mudou e muito.

Em terras de Sua Majestade o povo falou. Escolheu seguir outro caminho. Tenho lido e ouvido muitas opiniões sobre este referendo. Que votaram sem saber bem o quê (tenho que tal até pode ser verdade no caso de uma pequena maioria mas não façam do povo estúpido), que a culpa é de Bruxelas e dos seus burocratas (lá ajudar, ajudou), e eu sei lá que mais culpados e razões encontraram. Uma coisa tenho como certa: independentemente do resultado, aplaudo o facto de terem feito um referendo. Assim ninguém vai ao engano.

O resultado só veio confirmar a enorme, gigantesca crise europeia. E não estou a falar de economia. Estou a falar de valores, de civilização. Em praticamente todos os países europeus cresce o extremismo. Tanto o de direita como o de esquerda. Fico espantado ao ver que até em Inglaterra se verifica uma clivagem perigosa entre gerações. Os mais novos dizem que foram os mais velhos que escolheram o caminho da saída. Os mais velhos afirmam que o problema é o desconhecimento e a falta de experiência dos mais novos. Vi, li e ouvi discursos inflamados de uns e outros, o mesmo género de palavreado que ouvi em Portugal sobre as reformas e a crise, a dívida e o futuro para as novas gerações. Cá como lá, uma divisão geracional destrutiva e estúpida. Estamos a assistir a um espectáculo dantesco: chovem pedras entre telhados de vidro.

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Brexit

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A direita e  a extrema-direita podem voltar a acreditar.

Um quarto com vista

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