Atestado de incompetência

passado por Carlos Encarnação, antigo deputado e presidente da CM de Coimbra pelo PSD, ao insólito Pedro Passos Coelho:

Eu tenho muitas pessoas de confiança e nem sempre as escolho para as coisas. Foi assim durante toda a minha vida. A pessoa pode ter muita confiança na outra e ela não cumprir os requisitos para disputar uma eleição. O PSD não pode apresentar um candidato para disputar o segundo ou o terceiro lugar. O partido devia ter um candidato para ganhar. E essa tradição do PSD. Eu não vejo volta a dar em relação a isso. O candidato foi mal escolhido. O candidato não cumpre os requisitos para lutar pela vitória em Lisboa. Ponto final

O problema do PSD, nesta altura, é que um líder que está nestas condições não pode deixar de compreender que a única coisa que tem a fazer, para bem de todos, é pedir uma licença sabática e compreender que ele é um obstáculo

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Em Coimbra o governo já caiu

A ignorância capitalense sobre a minha aldeia é a única desculpa para que este título não ande pelos jornais. Não falo da manifestação de sábado, que em termos relativos é capaz de ter sido a maior do dia.

Pedro Dias, que foi o mais jovem catedrático da UC, militante do PPD desde a fundação, ex-director da Torre do Tombo e farto de o ser da Biblioteca Nacional, escreveu ao governo em termos que Maomé utilizaria para descrever um presunto.

Ontem o Reitor fez um magnífico discurso numa cerimónia solene, entre outras críticas propondo a taxação das transições financeiras. João Gabriel Silva é militante do PSD.

Hoje Carlos Encarnação, outro fundador do PPD, para todos os efeitos quem ganhou as eleições para o Município, escreve que “há um limite”:

O desastre continuou com o Ministro das Finanças. Mais austeridade, para os mesmos, e um pouco, poucocinho, para os outros.

Oficialmente no PSD dissonâncias é um tal de Capucho. Por estes lados o PSD bem podia ir a votos amanhã. Era capaz de disputar a eleição do último deputado. e não, não estou a pintar a realidade com a cor dos meus desejos. Sou de cá, e agora vou ver a Académica a jogar a bola.

Compadrio local

Carlos Encarnação cedeu infantário a fundação de que era conselheiro.

Chora, chora, Encarnação, chora

O Presidente do Município de Coimbra, Carlos Encarnação, formalizou o que já se sabia: retira-se um ano depois de eleito e vai dedicar-se à nobre profissão de avô.

É um direito que lhe assiste. Já fazer o choradinho sobre o Metro Mondego ora falecido (e que teve dois mandatos para empurrar para a frente), é patético.

Carlos Encarnação foi parar a autarca por azar: concorreu à falta de alguém que se chegasse à frente (o PSD dava a Câmara como perdida) e ganhou. Toda a gente sabe que tinha outras ambições na política.

Dados os estragos que o PS andava a fazer em Coimbra é difícil avaliar os seus mandatos. Não foi pior nem melhor: foi igualmente mau. É certo que bateu um recorde nacional: deixar o seu director municipal para a construção civil chegar a presidente da Académica deu um julgamento de que se aguarda a sentença. Mas Manuel Machado tinha Luís Vilar como vereador, o que equilibra bastante.

Entretanto Encarnação conseguiu meter um filho a deputado e deixa o Município de Coimbra entregue a um filho de Barbosa de Melo. Este toque monárquico já não espante ninguém: o regime reproduz-se com uma demografia bastante avariada.

Quanto ao choradinho Sócrates não gosta de Coimbra, já aventei sobre o assunto: é natural não se gostar de uma cidade por onde passámos e onde os amores correram mal. Dores de cotovelo acontecem a toda a gente. Convenhamos é que Coimbra não tem culpa nenhuma nisso, e já pagamos as favas desde que o artista chegou a secretário de estado. Numa boa e velha relação sado-maso os meus concidadãos continuaram a votar nele. Não me admira que dentro de 3 anos votem no moço que recebeu uma presidência da câmara como prenda de natal: só precisa de usar o chicote. O povo gosta.

Quem tramou o faicebuque em Coimbra?

O município da minha aldeia cortou o fornecimento de faicebuque aos seus funcionários.

Visitando a página de Carlos Encarnação, criada para as eleições e logo abandonada, fica a suspeita de que a culpa foi do César Inácio. Pode um presidente enfrentar todos os dias quem acabou de o ver associado a uma imagem destas? Em pleno horário de trabalho? Não pode.