Chora, chora, Encarnação, chora

O Presidente do Município de Coimbra, Carlos Encarnação, formalizou o que já se sabia: retira-se um ano depois de eleito e vai dedicar-se à nobre profissão de avô.

É um direito que lhe assiste. Já fazer o choradinho sobre o Metro Mondego ora falecido (e que teve dois mandatos para empurrar para a frente), é patético.

Carlos Encarnação foi parar a autarca por azar: concorreu à falta de alguém que se chegasse à frente (o PSD dava a Câmara como perdida) e ganhou. Toda a gente sabe que tinha outras ambições na política.

Dados os estragos que o PS andava a fazer em Coimbra é difícil avaliar os seus mandatos. Não foi pior nem melhor: foi igualmente mau. É certo que bateu um recorde nacional: deixar o seu director municipal para a construção civil chegar a presidente da Académica deu um julgamento de que se aguarda a sentença. Mas Manuel Machado tinha Luís Vilar como vereador, o que equilibra bastante.

Entretanto Encarnação conseguiu meter um filho a deputado e deixa o Município de Coimbra entregue a um filho de Barbosa de Melo. Este toque monárquico já não espante ninguém: o regime reproduz-se com uma demografia bastante avariada.

Quanto ao choradinho Sócrates não gosta de Coimbra, já aventei sobre o assunto: é natural não se gostar de uma cidade por onde passámos e onde os amores correram mal. Dores de cotovelo acontecem a toda a gente. Convenhamos é que Coimbra não tem culpa nenhuma nisso, e já pagamos as favas desde que o artista chegou a secretário de estado. Numa boa e velha relação sado-maso os meus concidadãos continuaram a votar nele. Não me admira que dentro de 3 anos votem no moço que recebeu uma presidência da câmara como prenda de natal: só precisa de usar o chicote. O povo gosta.

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