A história do passismo que pariu a Geringonça, abortou o PSD e criou um monstro

Fotografia: Miguel A. Lopes/Lusa@JN

Maiorias absolutas, numa autarquia como no governo central, são sempre soluções perigosas. Seja pela prepotência ou pelos tiques autoritários que originam em quem não tem unhas para manusear o poder, seja pela tendência para a arbitrariedade, a célebre frase de Lord Acton nunca perde actualidade: o poder tende a corromper, e o poder absoluto corrompe absolutamente.

Domingo à noite, o passismo defunto iniciou um processo acelerado de decomposição. Com uma pesada derrota em toda a linha, em particular nas zonas mais urbanas, o PSD terminou a noite a disputar o terceiro lugar no Porto e em Lisboa com a CDU, conseguindo o mesmo número de vereadores que os comunistas em ambos os concelhos, tendo em Lisboa sido ultrapassado pela direita por Assunção Cristas, que de resto conseguiu o dobro dos vereadores do antigo parceiro de coligação. As escolhas pessoais de Passos Coelho para os mais importantes municípios portugueses deram origem ao resultado que se previa há meses: o pior de sempre. [Read more…]

Isaltino Morais: é triste, mas é o que temos

Fotografia via Panorama

Poucos indicadores são tão ilustrativos do estado da democracia em Portugal como a vitória esmagadora de Isaltino Morais em Oeiras. A euforia em Oeiras diz tudo. Parabéns aos oeirenses que deram maioria absoluta ao homem que foi acusado de fraude fiscal, branqueamento de capitais e abuso de poder, que foi julgado e condenado a 7 anos de prisão, e que interpôs dezenas de recursos e gastou uma pipa de massa para escapar à justiça, e que mesmo assim foi preso. O resto da história vocês já sabem. Hoje desfila em ombros. Pobre democracia.

As considerações de uma caranguejola a caminho do desastre eleitoral

Foto: Alberto Frias@Expresso

Passos Coelho afirmou ontem que não considera Assunção Cristas “uma adversária”. Já Cristas não parece sequer considerar Teresa Leal Coelho, pelo menos a julgar pelo comício desta Quinta-feira, no qual considerou ser “a única alternativa” a Fernando Medina, a quem a sondagem do Expresso, jornal a considerar para quem quer saber o que se passa no país, atribui maioria absoluta.

Perante este conjunto de considerações, penso ser legítimo considerar que Assunção Cristas se está nas tintas para os Coelhos laranjas, até porque se prepara para os ultrapassar pela direita na capital, apesar do táxi que vai a reboque deles na esmagadora maioria dos municípios portugueses. Irá o desastre eleitoral que se avizinha colocar um ponto final na caranguejola? É algo a ter em consideração.

A promessa do Hermenegildo do Ramalhal, candidato da caranguejola local

É a promessa do costume – porco no espeto – mas desta vez – pasmem-se – não é a junta que paga. Isto para não falar na “animação com vários motivos de interesse”, planeados para o Dia do Trabalhador. Está prometido, camarada Hermenegildo. O Ramalhal é seu!

via Bocage 2.0

PSD “esmagado” no Porto e em Lisboa

diz o Expresso, o jornal que Passos Coelho considera necessário comprar, para saber o que se passa no país.

Pedro Passos Coelho perdeu completamente a noção

Fotografia: Lusa@Dinheiro Vivo

Como diz a sabedoria popular, é cada tiro, cada melro. Primeiro foi a fase do Calimero e da negação da democracia representativa. O resultado foi uma fuga para a direita e o início de uma sucessão de quedas em todos os estudos de opinião, que se continua a agravar até hoje.

Depois vieram as profecias da desgraça, com sanções, resgates e ritmos venezuelanos à mistura. Porém, à medida que os números o começaram a tramar, o discurso inverteu-se e afinal era tudo herança dele, apesar de ter passado meses a afirmar que a Geringonça tinha destruído a tal herança e que vinha aí a grande catástrofe. Uma anedota completa. De Calimero passa a ser alvo de chacota, para além de se transformar na melhor coisa que poderia ter acontecido a António Costa: uma oposição fraca, liderada por um líder que não passa uma semana sem meter os pés pelas mãos. [Read more…]

A mentira eleitoral de Carlos Carreiras

foi desmentida pela própria Nestle. Não há contrato assinado nem a certeza que o investimento anunciado pela multinacional suíça seja feito no concelho de Cascais. Mas pode ser que renda alguns votos.