Sinfonia da Morte – O livro sobre o regicídio!

Sinfonia da Morte, livro escrito pelo ex-aventador Carlos Loures é objecto de uma belíssima apreciação crítica de Sílvio Castro,  indutora de leituras várias e enriquecedoras do livro. Profundo conhecedor do escritor,  o crítico, liga os labirintos, mas sem nunca nos oferecer a saída.

Duas históricas que correm a par, entrelaçando-se, em planos distintos no mesmo tempo mas em espaços diferentes. Tendo como motivo central o regicídio de D. Carlos e do príncipe herdeiro, disseca os vários grupos em confronto naqueles tempos em que campeava o “revolucionário” capaz de matar com as mais sinistras figuras do submundo.

O Aventar já apresentou o livro publicando vários excertos .

A não perder!

PS: Sílvio Castro é um escritor e cadémico Brasileiro professor na Universidade de Pádua.

Deixem-se de merdas, sff!

Por motivos pessoais estive ausente do Aventar durante longos dias.

Pela primeira vez, desde 2002, estive sem acesso à internet mais de seis dias seguidos e sem telemóvel quase outros tantos. Durante esse período, sem saber, o Aventar viveu uma pequena crise interna e uma segunda crise informática. Hoje, regressado às lides e após leitura de mais de meio milhar de mails, apercebi-me que o Aventar viveu dias agitados – como disse Pedro Correia, foi o nosso PREC: Processo Revolucionário Em Casa.

Para contrariar a minha tendência de escrever postas ligeiras – sim, caro CL, eu sei que nem sempre se agrada aos melhores com ligeireza mas atinge-se muitos quando se procura simplificar o difícil – e reconhecendo o meu gosto pela transgressão através de postas propositadamente incendiárias sobre a bola e a Regionalização, o que irrita alguns amigos meus e camaradas de blog, é chegada a hora de, por uma vez sem exemplo, vos falar sobre o Aventar puxando algumas orelhas pois a minha já está em ferida e não vale a pena continuar em esforço pois “sou filho de uma senhora doente”, como se diz aqui pelas bandas da Areosa.

Foi Gilles Lipovetsky que teorizou sobre a sociedade de consumo e na sua fantástica obra “A Felicidade Paradoxal” lançou o mote sobre a actual sociedade do hiperconsumo, abrindo portas a uma discussão séria sobre a vida actual e é seguindo as suas palavras que vos procurarei explicar que nesta sociedade da abundância onde “surgem incessantemente novas vontades de consumir” não se conseguindo colocar termo a este “alargamento indefinido da esfera das satisfações desejadas” entendendo muitos que nunca, daí o tal paradoxo de que fala Lipovetsky, o indivíduo atingiu tal grau de abandono que surgem fenómenos como os blogues.

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Serviço Público no Aventar

Serviço Público é, num blogue, informar as pessoas sobre assuntos que lhes facilitem a vida, assuntos úteis que preparam melhores decisões, que dão uma visão das coisas e do mundo, mais realistas e mais verdadeiras.

Felizmente que essa preocupação foi das primeiras que nos levou a esta aventura. Por isso convidamos pessoas que sabíamos ter coisas boas escritas e que encontrariam aqui uma forma de lhes dar a única utilidade que têm. Serem lidas.

O Carlos Loures, que é um poço de conhecimento e de experiência vivida, com uma vida cheia de actividades em prol da sociedade, com perigo da própria vida e mal estar da sua família (esteve preso antes do 25 de Abril, por razões políticas) deu-me uma luta do catano antes de aceitar juntar-se aos Aventadores ( os meus amigos comuns diziam para eu desistir). Está aí! Como eu, há milhares de pessoas que leêm histórias e conhecem factos e nomes que de outra forma não conheceriam.

Não vou referir aqui mais aventadores com textos de grande nível, até porque seria uma tarefa inglória e injusta, há sempre alguem que fica esquecido.

Mas tudo isto, tem como objectivo dar o meu humilde testemunho da nobreza de um grande homem, com quem muitas vezes tenho tido desavenças ideológicas, que não conheço pessoalmente, mas que admiro muito. O Adão Cruz, tem hoje um texto de grande nobreza que poucos médicos teriam a coragem de dar à estampa, mas que não poucos já mo confirmaram em surdina.

Depois do tráfico de armamento e da droga o mais rentável negócio é o da saúde! Como é que a saúde das pessoas se transforma no terceiro negócio mais rentável? Porque é que este negócio não é liderado pelos Estados? Como se erradicam doenças que não dão lucro, porque são poucos os doentes ou porque são pobres ?

No principio da minha vida profissional estive no Gabinete de Estudos Económicos de um banco, onde analisava empresas e risco  de crédito, entre as quais empresas ligadas aos medicamentos. Ora, nos relatórios, era frequente os resultados bons ou maus serem justificados porque, por exemplo, o inverno tinha sido pouco rigoroso e não tinha havido nem gripes nem pneumonias!

Só falta cantar umas missas para o pessoal estar todos os dias entre a vida e a morte  não vá a rentabilidade baixar…

No Ministério da Saúde, eu e mais alguem demo-mos ao trabalho de comparar as várias marcas comerciais de um determinado “principio activo”. Esse meu amigo tomava o medicamento mais caro que custava se bem me lembro , na altura, 14 contos e o mais barato, com a mesma dosagem, custava entre cinco e seis contos!

Adivinhem lá qual é que se vendia?